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Início > Textos > Categoria > Energias Renováveis > A força do vento

A força do vento

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Comentários: 3
A força do vento

A energia eólica constitui um fruto da generosidade do vento, que concede parte da sua potência às turbinas eólicas, permitindo a produção de corrente eléctrica. Trata-se, portanto, do vento ao serviço da modernidade. E, por enquanto, não consta que cobre comissão alguma…

Reza a História que já há 4000 anos a força do vento era aproveitada pelos egípcios para impulsionar barcos ao longo da água. Os moinhos de vento, por seu turno, surgiram, segundo estudiosos, entre 2000 a.C., na antiga Babilónia, e 200 a.C., na remota Pérsia. Afinal, do Oriente até vêm bons ventos…

A energia eólica traz muitas vantagens, mas a sua produção não é totalmente “limpa” do ponto de vista ambiental. Na realidade, ela produz grande poluição visual e sonora, e é considerada uma serial killer dos pássaros. Concorrência desleal…

Já toda a gente reparou que nos últimos anos a paisagem se alterou sobremaneira, com a crescente implantação dos carretéis eólicos, ostentando as suas imponentes pás.

Parecem quase plantações, ao jeito de “fazendas eólicas”. Até podia ser uma boa alternativa de reflorestação das montanhas, não fosse o inconveniente de não possuírem ramagem…

Uma vez produzida a electricidade, é necessário conduzi-la até às casas, escolas, fábricas e outros espaços onde é essencial. Aqui entram, geralmente, os problemas logísticos relacionados com as linhas de energia eléctrica para distribuição.

Bem, pelo menos não é transportada em camiões, senão parte das vezes íamos ficar com a energia retida em alguma greve de camionistas!

O que é preciso é muita calma, para as falhas de distribuição e para tudo na vida, não vá acontecer ficar-se com “corrente alternada” e começar-se a produzir energia cinética, por exemplo através da estalada.

É que, basicamente, gerar electricidade a partir do vento é só uma questão de transferir energia de um meio para outro… 


Rua Direita

Título: A força do vento

Autor: Rua Direita (todos os textos)

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Imagem por: Hammer51012

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Comentários     ( 3 )    recentes

  • Daiany Nascimento

    17-09-2012 às 19:59:09

    Se desde antigamente os estudos apontam que civilizações antigas utilizavam a força do vento como fonte de energia, seja ela para trabalhos mecânicos ou outros, qual a razão para que nós, estando na era da tecnologia, não adotemos esse tipo de fonte de energia para dar fim à poluição que o petróleo e seus derivados trazem para o meio ambiente? Esse tipo de reflexão deve-se realizar para que o planeta não sofra com atitudes humanas.

    ¬ Responder
  • M.L.E.- Soluções de ClimatizaçãoMelissa

    26-05-2012 às 13:33:27

    adorei isso!!!ele me ajudou a fazer meu trabalho para a faculdade!!!

    ¬ Responder
  • M.L.E.- Soluções de Climatizaçãolarissa

    26-10-2010 às 23:13:29

    achei muito legal o assunto mas acho que deveria ter mas coisas como photos e historias

    ¬ Responder

Comentários - A força do vento

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Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

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Tema: DVD Filmes
Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.\"Rua
Este texto irá falar sobre o filme Ex_Machina, nele podem e vão ocorrer Spoillers, então se ainda não viram o filme, vejam e voltem depois para lê-lo.

Impressões iniciais:

Ponto para o filme. Já que pela sinopse baixei a expectativa ao imaginar que era apenas mais um filme de robôs com complexo de Pinóquio, mas evidentemente que é muito mais que isso.

Desde as primeiras cenas é possível perceber que o filme tem algo de especial, pois não vemos uma cena de abertura com nenhuma perseguição, explosão ou ação sem propósito, típica em filmes hollywoodianos.
Mais um ponto, pois no geral o filme prende mais nos diálogos cerebrais do que na história em si, e isso é impressionante para o primeiro filme, como diretor, de Alex Garland (também roteirista do filme). O filme se mostrou eficiente em criar um ambiente de suspense, em um enredo, aparentemente sem vilões ou perigos, que prende o espectador.

Entrando um pouco no enredo, não é difícil imaginar que tem alguma coisa errada com Nathan Bateman (Oscar Isaac), que é o criador do android Ava (Alicia Vikander), pois ele vive isolado, está trabalhando num projeto de Inteligência Artificial secreto e quando o personagem orelha, Caleb Smith (Domhnall Gleeson), é introduzido no seu ambiente, o espectador fica esperando que em algum momento ele (Nathan) se mostrará como vilão. No entanto isso ocorre de uma forma bastante interessante no filme, logo chegaremos nela.

Falando um pouco da estética do filme, ponto para ele de novo, pois evita a grande cidade (comum nos filmes de FC) como foco e se concentra mais na casa de Nathan, que fica nas montanhas cercadas de florestas e bastante isolado. Logo de cara já é possível perceber que a estética foi pensada para ser lembrada, e não apenas um detalhe no filme. A pesar do ambiente ser isolado era preciso demonstras que os personagens estão em um mundo modernizado, por isso o cineasta opta por ousar na arquitetura da casa de Nathan.

A casa é nesses moldes novos onde a construção se mistura com o ambiente envolta. Usando artifícios como espelhos, muitas paredes de vidro, estruturas de madeira e rochas, dando a impressão de camuflagem para a mesma, coisa que os ambientalistas julgam favorável à natureza. Por dentro se pode ver de forma realista como podem ser as smart-house, não tenho certeza se o termo existe, mas cabe nesse exemplo. As paredes internas são cobertas com fibra ótica e trocam de cor, um efeito que além de estético ajuda a criar climas de suspense, pois há momentos onde ocorrem quedas de energia, então fica tudo vermelho e trancado.

O papel de Caleb á ajudar Nathan a testar a IA de AVA, mas com o desenrolar da história Nathan revela que o verdadeiro teste está em saber se Ava é capaz de “usar”, ou “se aproveitar” de Caleb, que se demonstra ser uma pessoa boa.

Caleb é o típico nerd introvertido, programador, sem amigos, sem família e sem namorada. Nathan também representa a evolução do nerd. O nerd nos dias de hoje. Por fora o cara é careca, barbudão com uns traços orientais (traços indianos, pois a Índia também fica no Oriente), bebê bastante e ao mesmo tempo malha e mantém uma dieta saudável pra compensar. E por dentro é um gênio da programação que criou, o google, o BlueBook, que é um sistema de busca muito eficiente.

Destaque para um diálogo sobre o BlueBook, onde Nathan fala para Caleb:
“Sabe, meus concorrentes estavam tão obcecados em sugar e ganhar dinheiro por meio de compras e mídia social. Achavam que ferramenta de pesquisa mapeava O QUE as pessoas pensavam. Mas na verdade eles eram um mapa de COMO as pessoas pensavam”.

Impulso. Resposta. Fluido. Imperfeição. Padronização. Caótico.

A questão filosófica vai além disso esbarrando no conceito de “vontade de potência”, de Nietzche, mas sobre isso não irei falar aqui, pois já há textos muito bons por aí.

Tem outra coisa que o filme me lembrou, que eu não sei se é referência ou se foi ocasional, mas o local onde Ava está presa e a forma como ela fica deitada num divã, e questiona se Caleb a observa por detrás das câmeras, lembra o filme “A pele que habito” de Almodóvar, um outro filme excelente que algum dia falarei por aqui.

Talvez seja uma versão “O endoesqueleto de metal e silicone que habito”, ou “O cérebro positrônico azul que habito”, mesmo assim não podia deixar de citar a cena por que é muito interessante.

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Jhon Erik Voese

Título:Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

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Comentários

  • Suassuna 11-09-2015 às 02:03:47

    Gostei do texto, irei conferir o filme.

    ¬ Responder
  • Jhon Erik VoeseJhon Erik Voese

    15-09-2015 às 15:51:02

    Que bom, obrigado! Espero que goste do filme também!

    ¬ Responder

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