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Quem criou as calças de ganga

Categoria: Vestuário
Quem criou as calças de ganga

Um mercador judeu, de nome Levi Strauss, chegou ao velho oeste americano, por altura da corrida ao ouro. A sua intenção era vender lona para as carroças aos mineiros.

Todavia, por existirem mais mrercadores a vender o mesmo produto, o negócio não lhe correu como desejado.

Visionário, Strauss procurou uma nova aplicação para a lona. Cedo reparou que a roupa dos mineiros era pouco resistente e facilmente se desgastava, o que lhe fez pensar que seria interessante criar algo mais resistente e douradouro.

Assim, pegou num pouco de lona e mandou confeccionar umas calças castanhas para si e mais umas quantas, que disponibilizou a mineiros com o objectivo de as testar. Tal foi o sucesso que os mineiros aderiram em massa às calças.

Posteriormente, e com o objectivo de impedir que os bolsos das calças rebentassem com o peso das pepitas de ouro, Strauss usou rebites de metal utilizados nas correias dos cavalos, para unir os bolsos às calças, criando assim um maior reforço dos mesmos.

Na década de 30, as calças de ganga tornaram-se moda, em grande parte devido aos filmes de western. Todavia, a juventude só seria conquistada por esta peça quando os ícones da música e do cinema as começaram a vestir.

Nos dias de hoje as calças de ganga existem em vários modelos, de cintura mais ou menos descida, escuras ou claras, desbotadas, mais justas ou mais largas e são um elemento essencial no guarda-roupa de qualquer pessoa, em qualquer parte do globo.

Pela sua versatilidade, são usadas no local de trabalho e em ocasiões mais descontraídas ou mais formais.


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Título: Quem criou as calças de ganga

Autor: Rua Direita (todos os textos)

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Pulp Fiction: 20 anos depois

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Tema: Arte
Pulp Fiction: 20 anos depois\"Rua
Faz hoje 20 anos que estreou um dos mais importantes ícones cinematográficos americanos.

Pulp Fiction é um marco do cinema, que atirou para a ribalta Quentin Tarantino e as suas ideias controversas (ainda poucos tinham visto o brilhante “Cães Danados”).

Repleto de referências ao cinema dos anos 70 e com uma escolha de casting excepcional, Pulp Fiction conquistou o público com um discurso incisivo (os monólogos bíblicos de Samuel L. Jackson são um exemplo disso), uma violência propositadamente mordaz e uma não linearidade na sucessão dos acontecimentos, tudo isto, associado a um ritmo alucinante.

As três narrativas principais entrelaçadas de dois assassinos, um pugilista e um casal, valeram-lhe a nomeação para sete Óscares da Academia, acabando por vencer na categoria de Melhor Argumento Original, ganhando também o Globo de Ouro para Melhor Argumento e a Palma D'Ouro do Festival de Cannes para Melhor Filme.

O elenco era composto por nomes como John Travolta, Samuel L. Jackson, Bruce Willis, Uma Thurman e (porque há um português em cada canto do mundo) Maria de Medeiros.

Para muitos a sua banda sonora continua a constar na lista das melhores de sempre, e na memória cinéfila, ficam eternamente, os passos de dança de Uma Thurman e Travolta.

As personagens pareciam ser feitas à medida de cada actor.
Para John Travolta, até então conhecido pelos musicais “Grease” e “Febre de Sábado à Noite”, dar vida a Vincent Vega foi como um renascer na sua carreira.

Uma Thurman começou por recusar o papel de Mia Wallace, mas Tarantino soube ser persuasivo e leu-lhe o guião ao telefone até ela o aceitar.

Começava ali uma parceria profissional (como é habitual de Tarantino) que voltaria ao topo do sucesso com “Kill Bill”, quase 10 anos depois.

Com um humor negro afiadíssimo, Tarantino provou em 1994 que veio para revolucionar o cinema independente americano e nasceu aí uma inspirada carreira de sucesso, que ainda hoje é politicamente incorrecta, contradizendo-se da restante indústria.

Pulp Fiction é uma obra genial. Uma obra crua e simultaneamente refrescante, que sobreviveu ao tempo e se tornou um clássico.
Pulp Fiction foi uma lição de cinema!

Curiosidade Cinéfila:
pulp fiction ou revista pulp são nomes dados a revistas feitas com papel de baixa qualidade a partir do início de 1900. Essas revistas geralmente eram dedicadas às histórias de fantasia e ficção científica e o termo “pulp fiction” foi usado para descrever histórias de qualidade menor ou absurdas.

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Carla Correia

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Autor:Carla Correia(todos os textos)

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