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Início > Textos > Categoria > Beleza > Encontre a beleza para lá dos (pequenos) defeitos!

Encontre a beleza para lá dos (pequenos) defeitos!

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: Beleza
Visitas: 6
Comentários: 7
Encontre a beleza para lá dos (pequenos) defeitos!

O conceito de beleza é relativo, mutante e subjetivo. O que numa determinada altura da vida se considera o máximo, com o passar do tempo pode converter-se em objeto de autêntico asco.
Paralelamente, aquilo que para uns constitui um must de excelência, aos olhos de outros não passa de uma prova confirmada de genuíno mau gosto, se não mesmo de um sintoma inequívoco de parolice inveterada.

Com o móbil de alcançar um estado de maior e mais perfeita beleza, muitos são os que recorrem a produtos, a artifícios e até a cirurgias estéticas. Há situações em que os resultados se revelam satisfatórios, mas em bastantes casos ocorrem erros ou, no mínimo, desníveis relativamente às expectativas criadas e aos desejos manifestados. Alguns destes expedientes, além de grandemente dispendiosos, oferecem pouca segurança e as irregularidades verificadas na aplicação dos procedimentos acarretam, não raras vezes, consequências graves e/ou irreversíveis. Assim, é indispensável ponderar muitíssimo bem os prós e contras de qualquer escolha mais radical no campo do que se concebe como belo, porque interferir com a harmonia do próprio organismo nem sempre constitui uma ação pacífica.

Independentemente do que motive alguém a querer mudar algo no seu aspeto exterior, a génese da opção prende-se com uma necessidade de ver melhorado o seu autorretrato, aumentada a sua autoestima. Neste sentido, a aparência pode, efetivamente, dar uma ajuda, mas é a beleza interior que mais conta. Claro que esta beldade interna não se refere à formosura do fígado, baço, pulmões, rins, intestinos e demais órgãos vitais! Na verdade, prende-se com um estar bem consigo mesmo que transparece, tanto no rosto como na postura corporal e na atitude global.

A auto-aceitação é o segredo de uma coexistência serena e feliz com o seu corpo. Se tudo dependesse do físico, os portadores de deficiência, congénita ou adquirida, estariam, à partida, condenados ao infortúnio para sempre, e o que se verifica numa percentagem mensurável desta classe de pessoas é uma coragem imbatível, uma força descomunal, uma luz fulgurante que resplandece alegria e vontade de viver.
Provavelmente, habituaram-se a dar valor às pequenas coisas da vida. De facto, a beleza não pode ser condicional nem balizada por padrões que tocam, frequentemente, as raias do impossível ou a negação das características intrínsecas.

É legítimo ambicionar-se um pouco mais de beleza, mas há que ter atenção para não se cair numa obsessão que oprime, escraviza e pode comprometer a saúde e a liberdade pessoal, familiar e social.


Maria Bijóias

Título: Encontre a beleza para lá dos (pequenos) defeitos!

Autor: Maria Bijóias (todos os textos)

Visitas: 6

674 

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Comentários     ( 7 )    recentes

  • Briana AlvesBriana

    23-06-2014 às 07:59:18

    É possível utilizar-se dos pequenos defeitos para deixar a beleza mais atraente. Que ótimo texto sobre tal assunto. Amei!

    ¬ Responder
  • Wallace RandalWallace Randal

    09-10-2012 às 18:07:40

    Olá Maria Bijóias, tudo bem? Interessante seu ponto de vista, e você escreve muito bem! O Rua Direita só tem a ganhar com escritores desse nível. Sua reflexão a respeito de beleza e de seu conceito subjetivo foi muito bem trabalhada. De fato, é um tema que provoca discussão, uma vez que cada um pode ter sua visão sobre o assunto. A beleza muda de pessoa para pessoa, e até mesmo o conceito pode mudar.

    ¬ Responder
  • Wallace RandalWallace Randal

    09-10-2012 às 18:07:17

    Olá Maria Bijóias, tudo bem? Interessante seu ponto de vista, e você escreve muito bem! O Rua Direita só tem a ganhar com escritores desse nível. Sua reflexão a respeito de beleza e de seu conceito subjetivo foi muito bem trabalhada. De fato, é um tema que provoca discussão, uma vez que cada um pode ter sua visão sobre o assunto. A beleza muda de pessoa para pessoa, e até mesmo o conceito pode mudar.

    ¬ Responder
  • Wallace RandalWallace Randal

    09-10-2012 às 18:06:55

    Olá Maria Bijóias, tudo bem? Interessante seu ponto de vista, e você escreve muito bem! O Rua Direita só tem a ganhar com escritores desse nível. Sua reflexão a respeito de beleza e de seu conceito subjetivo foi muito bem trabalhada. De fato, é um tema que provoca discussão, uma vez que cada um pode ter sua visão sobre o assunto. A beleza muda de pessoa para pessoa, e até mesmo o conceito pode mudar,

    ¬ Responder
  • Carla HortaCarla Horta

    08-10-2012 às 22:11:22

    Adorei a frase "A auto-aceitação é o segredo de uma coexistência serena e feliz com o seu corpo". Concordo absolutamente. Dar excessivo valor a pequenas coisas no nosso corpo que julgamos horríveis é deixarmos de gostar de nós e essa é a pior das sensações para quem busca ser bonito. Cirurgias correctivas são aceitáveis, naturalmente, mas é necessário ter atenção aos excessos.

    ¬ Responder
  • André BelacorçaAndré Belacorça

    08-10-2012 às 19:36:10

    a beleza já nasce conosco, cada um tem que saber geri-la e desfrutar dela de maneira a não "estragá-la". Muita gente tenta ter mais do que ó que tem, e por vezes acaba por estragar aquela beleza que procuramos arduamente, apenas sejamos nós próprios, isso sim é ter beleza, interior.

    ¬ Responder
  • Sofia NunesSofia Nunes

    14-09-2012 às 14:58:31

    Com excepção dos casos de pessoas com muito baixa auto-estima resultado da sua aparência que consideram insatisfatória, noto que a maioria das pessoas não tem de se esforçar para encontrar a sua beleza para além dos pequenos defeitos físicos. Na verdade, a maioria das pessoas acha-se mais atraente em comparação com a opinião que os outros têm da sua beleza. Isto porque como vemos a nossa imagem diariamente, habituamo-nos aos traços menos atraentes e olvidamo-los.

    ¬ Responder

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Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

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Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: DVD Filmes
Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.\"Rua
Este texto irá falar sobre o filme Ex_Machina, nele podem e vão ocorrer Spoillers, então se ainda não viram o filme, vejam e voltem depois para lê-lo.

Impressões iniciais:

Ponto para o filme. Já que pela sinopse baixei a expectativa ao imaginar que era apenas mais um filme de robôs com complexo de Pinóquio, mas evidentemente que é muito mais que isso.

Desde as primeiras cenas é possível perceber que o filme tem algo de especial, pois não vemos uma cena de abertura com nenhuma perseguição, explosão ou ação sem propósito, típica em filmes hollywoodianos.
Mais um ponto, pois no geral o filme prende mais nos diálogos cerebrais do que na história em si, e isso é impressionante para o primeiro filme, como diretor, de Alex Garland (também roteirista do filme). O filme se mostrou eficiente em criar um ambiente de suspense, em um enredo, aparentemente sem vilões ou perigos, que prende o espectador.

Entrando um pouco no enredo, não é difícil imaginar que tem alguma coisa errada com Nathan Bateman (Oscar Isaac), que é o criador do android Ava (Alicia Vikander), pois ele vive isolado, está trabalhando num projeto de Inteligência Artificial secreto e quando o personagem orelha, Caleb Smith (Domhnall Gleeson), é introduzido no seu ambiente, o espectador fica esperando que em algum momento ele (Nathan) se mostrará como vilão. No entanto isso ocorre de uma forma bastante interessante no filme, logo chegaremos nela.

Falando um pouco da estética do filme, ponto para ele de novo, pois evita a grande cidade (comum nos filmes de FC) como foco e se concentra mais na casa de Nathan, que fica nas montanhas cercadas de florestas e bastante isolado. Logo de cara já é possível perceber que a estética foi pensada para ser lembrada, e não apenas um detalhe no filme. A pesar do ambiente ser isolado era preciso demonstras que os personagens estão em um mundo modernizado, por isso o cineasta opta por ousar na arquitetura da casa de Nathan.

A casa é nesses moldes novos onde a construção se mistura com o ambiente envolta. Usando artifícios como espelhos, muitas paredes de vidro, estruturas de madeira e rochas, dando a impressão de camuflagem para a mesma, coisa que os ambientalistas julgam favorável à natureza. Por dentro se pode ver de forma realista como podem ser as smart-house, não tenho certeza se o termo existe, mas cabe nesse exemplo. As paredes internas são cobertas com fibra ótica e trocam de cor, um efeito que além de estético ajuda a criar climas de suspense, pois há momentos onde ocorrem quedas de energia, então fica tudo vermelho e trancado.

O papel de Caleb á ajudar Nathan a testar a IA de AVA, mas com o desenrolar da história Nathan revela que o verdadeiro teste está em saber se Ava é capaz de “usar”, ou “se aproveitar” de Caleb, que se demonstra ser uma pessoa boa.

Caleb é o típico nerd introvertido, programador, sem amigos, sem família e sem namorada. Nathan também representa a evolução do nerd. O nerd nos dias de hoje. Por fora o cara é careca, barbudão com uns traços orientais (traços indianos, pois a Índia também fica no Oriente), bebê bastante e ao mesmo tempo malha e mantém uma dieta saudável pra compensar. E por dentro é um gênio da programação que criou, o google, o BlueBook, que é um sistema de busca muito eficiente.

Destaque para um diálogo sobre o BlueBook, onde Nathan fala para Caleb:
“Sabe, meus concorrentes estavam tão obcecados em sugar e ganhar dinheiro por meio de compras e mídia social. Achavam que ferramenta de pesquisa mapeava O QUE as pessoas pensavam. Mas na verdade eles eram um mapa de COMO as pessoas pensavam”.

Impulso. Resposta. Fluido. Imperfeição. Padronização. Caótico.

A questão filosófica vai além disso esbarrando no conceito de “vontade de potência”, de Nietzche, mas sobre isso não irei falar aqui, pois já há textos muito bons por aí.

Tem outra coisa que o filme me lembrou, que eu não sei se é referência ou se foi ocasional, mas o local onde Ava está presa e a forma como ela fica deitada num divã, e questiona se Caleb a observa por detrás das câmeras, lembra o filme “A pele que habito” de Almodóvar, um outro filme excelente que algum dia falarei por aqui.

Talvez seja uma versão “O endoesqueleto de metal e silicone que habito”, ou “O cérebro positrônico azul que habito”, mesmo assim não podia deixar de citar a cena por que é muito interessante.

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Jhon Erik Voese

Título:Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

Autor:Jhon Erik Voese(todos os textos)

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Comentários

  • Suassuna 11-09-2015 às 02:03:47

    Gostei do texto, irei conferir o filme.

    ¬ Responder
  • Jhon Erik VoeseJhon Erik Voese

    15-09-2015 às 15:51:02

    Que bom, obrigado! Espero que goste do filme também!

    ¬ Responder

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