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Arte Românica

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: Arte
Arte Românica

A arquitetura românica é formada por arcos a pleno centro, bandas lombardas, abóbodas de berço e de arestas, torres lanternas octogonais com trompas e deambulatório com capelas radiantes. Nestas, encontramos o culto dos santos, através dos cultos das relíquias – fragmentos dos corpos dos Santos. Estes objetos estranhíssimos de culto eram colocados no relicário e podiam ter várias formas, falante, que acompanha a forma dos fragmentos, o típico túmulo e a majestade, uma estátua tridimensional com o santo entronizado.

A pintura românica pode-se encontrar na iluminura, pintura sobre tábua e pintura mural. Na iluminura, as formas e a iconografia tem inspiração bizantina; a pintura mural aplicava-se, sobretudo, nas abóbodas de berço e nas absides, podendo também ocorrer nas naves; a pintura sobre tábua era uma solução para decoração de altar, porém era menos nobre, pois não tinha materiais preciosos. A iconografia, como é de inspiração bizantina, é muito fácil de entender.

O corpo encontra-se frontal, a cabeça a 3/4, olhos e mãos enormes, estilização da indumentária e dos objetos, cores planas, primárias, uniformes e sem matizes, ausência de perspetiva e contornos feitos a linha grossa. Pode-se encontrar esta iconografia muito própria, por exemplo, na Basílica de S. João de Latrão, em Roma.




A escultura românica encontra-se sobretudo em capitéis e portais. É uma escultura controlada pelo sue suporte, seja um capitel ou um portal. As personagens, sobretudo, religiosas, distribuem-se de formas hierárquica e a escala varia consoante a sua importância das mesmas.

Os programas iconográficos destinam-se aos portais, por onde os fiéis passam e podem fazer a sua leitura, sem precisarem de ler ou escrever. No tímpano, podemos ver um discurso apocalíptico ou temas da Paixão de Cristo, como a Ascensão e o Pentecostes. Nas jambas estão os Profestas, os Apóstolos ou os Patriarcas. Nos capitéis encontramos facilmente fábulas, alegorias, narrativas bíblicas, entre outros elementos. Nos frisos podemos ter virtudes e vícios. O lintel e o mainel têm elementos decorativos. Por norma, os programas iconográficos são fáceis de entender para chegar à população toda, incluindo as classes baixas.
Estamos perante uma arte que ensina e castigas os cristãos. Eles não têm opção para o mal, embora seja o que predomina no ser humano.


Daniela Vicente

Título: Arte Românica

Autor: Daniela Vicente (todos os textos)

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Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal

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Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: Literatura
Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal\"Rua
Gertrude Stein foi uma escritora de peças de teatro, de peças de opera, de ficção, de biografia e de poesia, nascida nos Estados Unidos da América, e escreveu a Autobiografia de Alice B. Toklas, vestindo a pele, e ouvindo pela viva voz da sua companheira de 25 anos de vida, os relatos da historia de ambas, numa escrita acessível, apresentando situações caricatas ou indiscretas de grandes vultos da arte e da escrita da sua época. Alice B. Toklas foi também escritora, apesar de ter vivido sempre um pouco na sombra de Stein. Apesar de ambas terem crescido na Califórnia, apenas se conheceram em Paris, em 1907.


Naquela altura, Gertrude vivia há quatro anos com o seu irmão, o artista Leo Stein, no numero 27 da rue de Fleurus, num apartamento que se tinha transformado num salão de arte, recebendo exposições de arte moderna, e divulgando artistas que viriam a tornar-se muito famosos. Nestes anos iniciais em Paris, Stein estava a escrever o seu mais importante trabalho de início de carreira, Three Lives (1905).


Quando Gertrude e Alice se conheceram, a sua conexão foi imediata, e rapidamente Alice foi viver com Gertrude, tornando-se sua parceira de escrita e de vida. A casa, como se referiu atrás, tornou-se um local de reunião para escritores e artistas da vanguarda da época. Stein ajudou a lançar as carreiras de Matisse, e Picasso, entre outros, e passou a ser uma espécie de teórica de arte, aquela que descrevia os trabalhos destes artistas. No entanto, a maior parte das críticas que Stein recebia, acusavam-na de utilizar uma escrita demasiado densa e difícil, pelo que apenas em 1933, com a publicação da Autobiografia de Alice B. Toklas, é que o trabalho de Gertrude Stein se tornou de facto reconhecido e elogiado.


Alice foi o apoio de Gertrude, foi a dona de casa, a cozinheira, grande cozinheira aliás, vindo mais tarde a publicar algumas das suas receitas, e aquela que redigia e corrigia o que Gertrude lhe ditava. Assim, Toklas fundou uma pequena editora, a Plain Editions, onde publicava o trabalho de Gertrude. Aliás, é reconhecido nesta Autobiografia, que o papel de Gertrude, no casal, era o de marido, escrevendo e discutindo arte com os homens, enquanto Alice se ocupava da casa e da cozinha, e de conversar sobre chapéus e roupas com as mulheres dos artistas que visitavam a casa. Depois da morte de Gertrude, Alice continuou a promover o trabalho da sua companheira, bem como alguns trabalhos seus, de culinária, e um de memórias da vida que ambas partilharam.


Assim, este livro que inspirou o filme “Meia noite em Paris”, de Woody Allen, é um livro a não perder, já nas livrarias em Portugal, pela editora Ponto de Fuga.

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Liliana Félix Leite

Título:Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal

Autor:Liliana Félix Leite(todos os textos)

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