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Como Usar Galochas?

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: Vestuário
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Comentários: 2
Como Usar Galochas?

Quando chega o outono surgem nas lojas físicas e online galochas de todas as cores e para todos os gostos, de cano baixo ou alto, umas mais baratas e outras algo dispendiosas. Nem sempre é fácil, porém, saber como conjuga-las, por serem um calçado com uma forma algo grosseira, ou pouco graciosa. Ainda assim, transformaram-se em objeto de culto e, para além de serem confortáveis, podem também ser usadas com estilo, como pretendo agora mostrar.

Quando se tem só um par de galochas, o ideal é que sejam altas e de uma cor sóbria, passível de conjugar com vários coordenados. Assim umas galochas pretas, azul-escuro ou verde-escuro, envernizadas ou não, são a escolha mais acertada. O vermelho é uma cor apelativa e se for bem usada e conjugada com cuidado pode resultar, mas convém não nos esquecermos que as galochas são usadas no outono, inverno e ainda na primavera, pelo que, como podem saturar, é melhor que se tenha sempre outro par numa das cores que sugeri atrás. O mesmo se aplica às galochas com padrão – havendo modelos muito atrativos, são mais difíceis de conjugar, até porque são pouco intemporais. A chave é, no entanto, combiná-las com um conjunto de cores sóbrias, todas na mesma paleta, ficando assim o destaque do visual a cargo das botas.

O truque para tornar um visual de galochas altas e escuras bastante apelativo é bem mais simples. Uma vez que as galochas são, como referi, um calçado em si pouco atrativo, é preferível usá-las com saias que com calças. Assim, umas galochas pretas conjugadas com uns collants pretos opacos ou semi-opacos podem ser usadas com vestidos e saias de todas as cores, tanto curtos como até à altura do joelho. É importante, no entanto, que a roupa não seja demasiado formal – de bom corte sim, mas casual, para que conjugue bem com as botas. As galochas da fotografia deste artigo, e outras do mesmo género, são as companheiras ideais dos dias chuvosos de outono e inverno, mantendo-nos secas e confortáveis sem nunca se perder a elegância. Experimente, quem disse que as galochas não podem ser adoradas?

Sofia Nunes

Título: Como Usar Galochas?

Autor: Sofia Nunes (todos os textos)

Visitas: 8

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Comentários     ( 2 )    recentes

  • M.L.E.- Soluções de ClimatizaçãoCarla Horta

    07-09-2012 às 23:30:59

    Durante tantos anos as galochas eram associadas ou a calçado de inverno para crianças, ou para trabalhar no jardim. Acontece que as galochas estão na moda e há até umas bastante engraçadas com padrões diferentes e bastante originais. Uso e abuso delas por serem giras, quentinhas e confortáveis.

    ¬ Responder
  • Jovita CapitãoJovita Capitão

    18-08-2012 às 03:00:44

    Boas dicas! Eu não costumo usar galochas mas acho que este ano vou experimentar.

    ¬ Responder

Comentários - Como Usar Galochas?

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Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

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Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: DVD Filmes
Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.\"Rua
Este texto irá falar sobre o filme Ex_Machina, nele podem e vão ocorrer Spoillers, então se ainda não viram o filme, vejam e voltem depois para lê-lo.

Impressões iniciais:

Ponto para o filme. Já que pela sinopse baixei a expectativa ao imaginar que era apenas mais um filme de robôs com complexo de Pinóquio, mas evidentemente que é muito mais que isso.

Desde as primeiras cenas é possível perceber que o filme tem algo de especial, pois não vemos uma cena de abertura com nenhuma perseguição, explosão ou ação sem propósito, típica em filmes hollywoodianos.
Mais um ponto, pois no geral o filme prende mais nos diálogos cerebrais do que na história em si, e isso é impressionante para o primeiro filme, como diretor, de Alex Garland (também roteirista do filme). O filme se mostrou eficiente em criar um ambiente de suspense, em um enredo, aparentemente sem vilões ou perigos, que prende o espectador.

Entrando um pouco no enredo, não é difícil imaginar que tem alguma coisa errada com Nathan Bateman (Oscar Isaac), que é o criador do android Ava (Alicia Vikander), pois ele vive isolado, está trabalhando num projeto de Inteligência Artificial secreto e quando o personagem orelha, Caleb Smith (Domhnall Gleeson), é introduzido no seu ambiente, o espectador fica esperando que em algum momento ele (Nathan) se mostrará como vilão. No entanto isso ocorre de uma forma bastante interessante no filme, logo chegaremos nela.

Falando um pouco da estética do filme, ponto para ele de novo, pois evita a grande cidade (comum nos filmes de FC) como foco e se concentra mais na casa de Nathan, que fica nas montanhas cercadas de florestas e bastante isolado. Logo de cara já é possível perceber que a estética foi pensada para ser lembrada, e não apenas um detalhe no filme. A pesar do ambiente ser isolado era preciso demonstras que os personagens estão em um mundo modernizado, por isso o cineasta opta por ousar na arquitetura da casa de Nathan.

A casa é nesses moldes novos onde a construção se mistura com o ambiente envolta. Usando artifícios como espelhos, muitas paredes de vidro, estruturas de madeira e rochas, dando a impressão de camuflagem para a mesma, coisa que os ambientalistas julgam favorável à natureza. Por dentro se pode ver de forma realista como podem ser as smart-house, não tenho certeza se o termo existe, mas cabe nesse exemplo. As paredes internas são cobertas com fibra ótica e trocam de cor, um efeito que além de estético ajuda a criar climas de suspense, pois há momentos onde ocorrem quedas de energia, então fica tudo vermelho e trancado.

O papel de Caleb á ajudar Nathan a testar a IA de AVA, mas com o desenrolar da história Nathan revela que o verdadeiro teste está em saber se Ava é capaz de “usar”, ou “se aproveitar” de Caleb, que se demonstra ser uma pessoa boa.

Caleb é o típico nerd introvertido, programador, sem amigos, sem família e sem namorada. Nathan também representa a evolução do nerd. O nerd nos dias de hoje. Por fora o cara é careca, barbudão com uns traços orientais (traços indianos, pois a Índia também fica no Oriente), bebê bastante e ao mesmo tempo malha e mantém uma dieta saudável pra compensar. E por dentro é um gênio da programação que criou, o google, o BlueBook, que é um sistema de busca muito eficiente.

Destaque para um diálogo sobre o BlueBook, onde Nathan fala para Caleb:
“Sabe, meus concorrentes estavam tão obcecados em sugar e ganhar dinheiro por meio de compras e mídia social. Achavam que ferramenta de pesquisa mapeava O QUE as pessoas pensavam. Mas na verdade eles eram um mapa de COMO as pessoas pensavam”.

Impulso. Resposta. Fluido. Imperfeição. Padronização. Caótico.

A questão filosófica vai além disso esbarrando no conceito de “vontade de potência”, de Nietzche, mas sobre isso não irei falar aqui, pois já há textos muito bons por aí.

Tem outra coisa que o filme me lembrou, que eu não sei se é referência ou se foi ocasional, mas o local onde Ava está presa e a forma como ela fica deitada num divã, e questiona se Caleb a observa por detrás das câmeras, lembra o filme “A pele que habito” de Almodóvar, um outro filme excelente que algum dia falarei por aqui.

Talvez seja uma versão “O endoesqueleto de metal e silicone que habito”, ou “O cérebro positrônico azul que habito”, mesmo assim não podia deixar de citar a cena por que é muito interessante.

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Jhon Erik Voese

Título:Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

Autor:Jhon Erik Voese(todos os textos)

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Comentários

  • Suassuna 11-09-2015 às 02:03:47

    Gostei do texto, irei conferir o filme.

    ¬ Responder
  • Jhon Erik VoeseJhon Erik Voese

    15-09-2015 às 15:51:02

    Que bom, obrigado! Espero que goste do filme também!

    ¬ Responder

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