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Nelson Mandela – Uma Lição de Vida

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: Literatura
Comentários: 3
Nelson Mandela – Uma Lição de Vida

Nelson Mandela é uma personalidade incontornável do panorama mundial, não apenas no âmbito político, mas também e sobretudo em termos de valores humanos e sociais. Talvez estudando o seu percurso e personalidade os jovens angariassem elementos de condescendência e de sã convivência, ao invés de alimentar ódios idiotas e contravalores absolutamente despersonalizantes.

Jack Lang, cientista político francês que ocupou por duas vezes o cargo de ministro da Cultura e Educação do seu país, em «Nelson Mandela – Uma Lição de Vida», um livro da editorial Bizâncio, apresenta ao mundo o herói nascido em 1918 cujo exemplo continua e continuará a inspirar a resolução dos diversos problemas com base no direito e na não violência, à semelhança de Gandhi. É incrível como depois de 27 anos de cárcere, Mandela não acalentou ódio pelos seus carrascos, nem pelo sistema instituído ou pelos responsáveis por esse estado de coisas. A partir de 1944 foi obrigado a viver na ilegalidade e na clandestinidade, mas rebelde só mesmo no combate à injustiça perpetrada contra os negros.

É na prisão que decide estudar as pessoas, o seu íntimo, as suas motivações e reações, descobrindo, de igual modo, o teatro. A paciência, a tolerância e a democracia foram o seu código de conduta e evitaram o jorrar de um mar de sangue num país completamente dividido. A renúncia à vingança, numa negociação que parecia impraticável, aportou uma nação arco-íris. Foi o milagre do perdão! Dizia Mandela: «Lutei contra a dominação branca e lutei contra a dominação negra. Acalento o ideal de uma sociedade democrática e livre em que todas as pessoas possam viver juntas, em harmonia e com oportunidades iguais. É um ideal pelo qual espero viver. Mas é um ideal pelo qual estou disposto a morrer se for preciso.» Comentários para quê? Esta expressão denota bem as características do homem e do político, a sua génese, a sua força.

Não obstante, Lang consegue nesta obra não enveredar pelo melodrama, optando por mostrar Nelson Mandela, não como um super-homem ou alguém fora da realidade, mas sim um comum mortal que marcou a diferença pelo uso adequado e inteligente da sua incomum força de vontade, que teve a dita de reconciliar negros e brancos.

Efetivamente, Nelson Mandela recusou-se a ser mero espectador de um continente africano à beira do abismo e, sabendo tirar lições da tragédia, alterou irreversivelmente a história da África do Sul, com algumas mensuráveis contribuições a nível mundial. Sendo o fio condutor desta produção literária a paixão de Mandela pelo teatro, a sua vida daria, realmente, uma peça em vários atos: a saída da prisão, o facto de ter recebido, em 1993, o Prémio Nobel da Paz, a eleição para presidente nas primeiras eleições multirraciais do seu país… Tudo, claro, envolto em muitas lágrimas, risos, fatalidades e romance.


Maria Bijóias

Título: Nelson Mandela – Uma Lição de Vida

Autor: Maria Bijóias (todos os textos)

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782 

Imagem por: Hambear

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Comentários     ( 3 )    recentes

  • luanaluana

    17-11-2011 às 22:13:13

    nelson mandela foi muito corajoso de ter enfrentado o racismo,pois ele é um homem muito guerreiro

    ¬ Responder
  • luizluiz

    29-01-2011 às 00:50:25

    um homem que deve ser imitado por todas as pessoas que lutam por dias melhores e justiça social. nelsom mandela é um cidadão do mundo.

    ¬ Responder
  • M.L.E.- Soluções de ClimatizaçãoRaphaella Queroz

    07-05-2010 às 00:15:09

    Magnifico,adorei, muito bem colocado a história de superação de Nelson.

    ¬ Responder

Comentários - Nelson Mandela – Uma Lição de Vida

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Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

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Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: DVD Filmes
Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.\"Rua
Este texto irá falar sobre o filme Ex_Machina, nele podem e vão ocorrer Spoillers, então se ainda não viram o filme, vejam e voltem depois para lê-lo.

Impressões iniciais:

Ponto para o filme. Já que pela sinopse baixei a expectativa ao imaginar que era apenas mais um filme de robôs com complexo de Pinóquio, mas evidentemente que é muito mais que isso.

Desde as primeiras cenas é possível perceber que o filme tem algo de especial, pois não vemos uma cena de abertura com nenhuma perseguição, explosão ou ação sem propósito, típica em filmes hollywoodianos.
Mais um ponto, pois no geral o filme prende mais nos diálogos cerebrais do que na história em si, e isso é impressionante para o primeiro filme, como diretor, de Alex Garland (também roteirista do filme). O filme se mostrou eficiente em criar um ambiente de suspense, em um enredo, aparentemente sem vilões ou perigos, que prende o espectador.

Entrando um pouco no enredo, não é difícil imaginar que tem alguma coisa errada com Nathan Bateman (Oscar Isaac), que é o criador do android Ava (Alicia Vikander), pois ele vive isolado, está trabalhando num projeto de Inteligência Artificial secreto e quando o personagem orelha, Caleb Smith (Domhnall Gleeson), é introduzido no seu ambiente, o espectador fica esperando que em algum momento ele (Nathan) se mostrará como vilão. No entanto isso ocorre de uma forma bastante interessante no filme, logo chegaremos nela.

Falando um pouco da estética do filme, ponto para ele de novo, pois evita a grande cidade (comum nos filmes de FC) como foco e se concentra mais na casa de Nathan, que fica nas montanhas cercadas de florestas e bastante isolado. Logo de cara já é possível perceber que a estética foi pensada para ser lembrada, e não apenas um detalhe no filme. A pesar do ambiente ser isolado era preciso demonstras que os personagens estão em um mundo modernizado, por isso o cineasta opta por ousar na arquitetura da casa de Nathan.

A casa é nesses moldes novos onde a construção se mistura com o ambiente envolta. Usando artifícios como espelhos, muitas paredes de vidro, estruturas de madeira e rochas, dando a impressão de camuflagem para a mesma, coisa que os ambientalistas julgam favorável à natureza. Por dentro se pode ver de forma realista como podem ser as smart-house, não tenho certeza se o termo existe, mas cabe nesse exemplo. As paredes internas são cobertas com fibra ótica e trocam de cor, um efeito que além de estético ajuda a criar climas de suspense, pois há momentos onde ocorrem quedas de energia, então fica tudo vermelho e trancado.

O papel de Caleb á ajudar Nathan a testar a IA de AVA, mas com o desenrolar da história Nathan revela que o verdadeiro teste está em saber se Ava é capaz de “usar”, ou “se aproveitar” de Caleb, que se demonstra ser uma pessoa boa.

Caleb é o típico nerd introvertido, programador, sem amigos, sem família e sem namorada. Nathan também representa a evolução do nerd. O nerd nos dias de hoje. Por fora o cara é careca, barbudão com uns traços orientais (traços indianos, pois a Índia também fica no Oriente), bebê bastante e ao mesmo tempo malha e mantém uma dieta saudável pra compensar. E por dentro é um gênio da programação que criou, o google, o BlueBook, que é um sistema de busca muito eficiente.

Destaque para um diálogo sobre o BlueBook, onde Nathan fala para Caleb:
“Sabe, meus concorrentes estavam tão obcecados em sugar e ganhar dinheiro por meio de compras e mídia social. Achavam que ferramenta de pesquisa mapeava O QUE as pessoas pensavam. Mas na verdade eles eram um mapa de COMO as pessoas pensavam”.

Impulso. Resposta. Fluido. Imperfeição. Padronização. Caótico.

A questão filosófica vai além disso esbarrando no conceito de “vontade de potência”, de Nietzche, mas sobre isso não irei falar aqui, pois já há textos muito bons por aí.

Tem outra coisa que o filme me lembrou, que eu não sei se é referência ou se foi ocasional, mas o local onde Ava está presa e a forma como ela fica deitada num divã, e questiona se Caleb a observa por detrás das câmeras, lembra o filme “A pele que habito” de Almodóvar, um outro filme excelente que algum dia falarei por aqui.

Talvez seja uma versão “O endoesqueleto de metal e silicone que habito”, ou “O cérebro positrônico azul que habito”, mesmo assim não podia deixar de citar a cena por que é muito interessante.

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Jhon Erik Voese

Título:Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

Autor:Jhon Erik Voese(todos os textos)

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Comentários

  • Suassuna 11-09-2015 às 02:03:47

    Gostei do texto, irei conferir o filme.

    ¬ Responder
  • Jhon Erik VoeseJhon Erik Voese

    15-09-2015 às 15:51:02

    Que bom, obrigado! Espero que goste do filme também!

    ¬ Responder

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