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O que é um Sarau?

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: Eventos
Visitas: 172
Comentários: 35
O que é um Sarau?

Sarau, também conhecido como Serão, na sua definição mais completa é uma festa literária noturna ou um concerto musical realizado em casas, teatros ou estabelecimentos noturnos. É um momento de encontro das grandes artes. Nesse encontro acontecem as leituras de textos literários, interpretações teatrais, declamações de poemas e apresentações musicais. O Sarau é uma forma de ligação entre o eu interior e a palavra. As pessoas que participam dessa festividade entregam-se de corpo e alma à literatura.

Um Sarau une pessoas desconhecidas à princípio, mas ligadas por gostos e desejos semelhantes. É muito bom participar deste tipo de atividade, visto que é uma forma de estar entre amigos, de desfrutar de momentos culturais relevantes e de experiências significativas. É possível proporcionar aos amigos Saraus particulares. Basta reuni-los em torno de música e literatura que a festa está feita. Contudo o Sarau não é só uma forma de reunir pessoas, ele é, sobretudo, uma forma de interagir com a arte. Por isso é preciso saber o que se pretende ao promover um evento desses.

Um Sarau deve estabelecer conexões entre o ser exterior e o interior, já que suscita reflexão e experiências ricas. Depois de pensada a finalidade do Sarau, alguns aspetos importantes devem ser planejados. A decoração, a iluminação, as bebidas e a alimentação devem fazer parte da organização do evento. Como se trata de um evento cultural, a decoração deve estimular a criatividade, a criticidade e o artista presente em cada um. Uma decoração apropriada para um Sarau consiste na exposição de quadros, desenhos e esculturas variadas que instiguem a curiosidade e a produção. Uma iluminação apropriada a um Sarau consiste em uma meia-luz, luzes coloridas em focos diferentes ou focadas em um único ponto. Incensos são indicados para favorecer um clima de interiorização.

A gastronomia do evento fica por conta de aperitivos variados e leves. O intuito do evento não é a alimentação, esta é apenas um complemento. Portanto a comida não deve ser mais atrativa que o resto da festividade. Da mesma forma a bebida. Bebidas mais leves, como sucos e chás são mais apropriados, pois bebidas alcoólicas podem gerar resultados frustrantes e desviar o objetivo do encontro.

Esse encontro literário não deve ser demasiado extenso. O organizador do Sarau deve ter o cuidado de não se transformar em um diretor de eventos. Deve proporcionar a integração do grupo através de uma dinâmica de grupo inicial, mas deixar o espaço livre para cada um se expressar e "apresentar" aquilo que considera viável para o momento. A quantidade de pessoas em um evento como este não é o fundamental. Importante é que as pessoas que estejam presentes participem, o que independe do número de convidados. A posição das pessoas, geralmente formando um círculo, permite que todos se olhem e interajam entre si. Obviamente isso não é conseguido com um número grande de participantes. Quem lê, a melhor disposição é em pé, no centro do círculo, para que sua voz e entonação sejam melhor percebidos.

Os textos mais adequados não são os mais extensos, pois eles dispersam a concentração dos ouvintes. Algumas pessoas solicitam a leitura de obras já conhecidas e de produções próprias, o que fortalece as relações inter-pessoais. A princípio alguns se sentem envergonhados, mas o clima de recetividade favorece a interação. Um sarau é uma ótima opção alternativa de encontro entre amigos, quando produzidos em casas particulares ou um ótimo meio de troca de experiências, quando produzido em estabelecimentos culturais.


Rosana Fernandes

Título: O que é um Sarau?

Autor: Rosana Fernandes (todos os textos)

Visitas: 172

785 

Imagem por: Brock University

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Comentários     ( 35 )    recentes

  • Luene ZarcoLuene

    27-08-2014 às 04:58:09

    Que coisa mais legal! Nunca participei de um sarau, mas só de ler esse texto já me deu uma enorme vontade de participar! Estarei atenta quanto as programações locais em que terão exposições de saraus. Muito bom!!!

    ¬ Responder
  • Bety Coutinho Souto Melo

    29-05-2014 às 18:41:02

    Olá,sou professora de Lingua Portuguesa e estamos organizando o primeiro sarau do Colégio Santana Independência-Ce.As idéias propostas muito nos alegraram e nos fortaleceram para a realização desse momento.

    ¬ Responder
  • Luciano Leoi

    08-03-2014 às 23:44:22

    Parabéns pelo texto. Explicou de forma clara e objetiva o que é um sarau.

    ¬ Responder
  • Roberval

    26-11-2013 às 00:29:41

    Texto muito esclarecedor. estamos preparando um sarau em nossa escola e acho essas informações muito válidas para o sucesso do evento. Obrigado!

    ¬ Responder
  • cleysson

    25-11-2013 às 16:35:34

    eu achei otimo

    ¬ Responder
  • zika

    25-03-2013 às 14:47:16

    gente pf me add no face ridielly estevao

    ¬ Responder
  • Dj Fernando

    27-02-2013 às 21:23:48

    Adorei muito bom.

    ¬ Responder
  • karine

    22-10-2012 às 18:41:50




    Sarau, também conhecido como Serão, na sua definição mais completa é uma festa literária noturna ou um concerto musical realizado em casas, teatros ou estabelecimentos noturnos. É um momento de encontro das grandes artes. Nesse encontro acontecem as leituras de textos literários, interpretações teatrais, declamações de poemas e apresentações musicais. O Sarau é uma forma de ligação entre o eu interior e a palavra. As pessoas que participam dessa festividade entregam-se de corpo e alma à literatura.

    Um Sarau une pessoas desconhecidas à princípio, mas ligadas por gostos e desejos semelhantes. É muito bom participar deste tipo de atividade, visto que é uma forma de estar entre amigos, de desfrutar de momentos culturais relevantes e de experiências significativas. É possível proporcionar aos amigos Saraus particulares. Basta reuni-los em torno de música e literatura que a festa está feita. Contudo o Sarau não é só uma forma de reunir pessoas, ele é, sobretudo, uma forma de interagir com a arte. Por isso é preciso saber o que se pretende ao promover um evento desses.

    Um Sarau deve estabelecer conexões entre o ser exterior e o interior, já que suscita reflexão e experiências ricas. Depois de pensada a finalidade do Sarau, alguns aspectos importantes devem ser planejados. A decoração, a iluminação, as bebidas e a alimentação devem fazer parte da organização do evento. Como se trata de um evento cultural, a decoração deve estimular a criatividade, a criticidade e o artista presente em cada um. Uma decoração apropriada para um Sarau consiste na exposição de quadros, desenhos e esculturas variadas que instiguem a curiosidade e a produção. Uma iluminação apropriada a um Sarau consiste em uma meia-luz, luzes coloridas em focos diferentes ou focadas em um único ponto. Incensos são indicados para favorecer um clima de interiorização.

    A gastronomia do evento fica por conta de aperitivos variados e leves. O intuito do evento não é a alimentação, esta é apenas um complemento. Portanto a comida não deve ser mais atrativa que o resto da festividade. Da mesma forma a bebida. Bebidas mais leves, como sucos e chás são mais apropriados, pois bebidas alcoólicas podem gerar resultados frustrantes e desviar o objetivo do encontro.



    Esse encontro literário não deve ser demasiado extenso. O organizador do Sarau deve ter o cuidado de não se transformar em um diretor de eventos. Deve proporcionar a integração do grupo através de uma dinâmica de grupo inicial, mas deixar o espaço livre para cada um se expressar e "apresentar" aquilo que considera viável para o momento. A quantidade de pessoas em um evento como este não é o fundamental. Importante é que as pessoas que estejam presentes participem, o que independe do número de convidados. A posição das pessoas, geralmente formando um círculo, permite que todos se olhem e interajam entre si. Obviamente isso não é conseguido com um número grande de participantes. Quem lê, a melhor disposição é em pé, no centro do círculo, para que sua voz e entonação sejam melhor percebidos.

    Os textos mais adequados não são os mais extensos, pois eles dispersam a concentração dos ouvintes. Algumas pessoas solicitam a leitura de obras já conhecidas e de produções próprias, o que fortalece as relações inter-pessoais. A princípio alguns se sentem envergonhados, mas o clima de receptividade favorece a interação. Um sarau é uma ótima opção alternativa de encontro entre amigos, quando produzidos em casas particulares ou um ótimo meio de troca de experiências, quando produzido em estabelecimentos culturais.



    Saber mais em: http://www.ruadireita.com/eventos/info/o-que-e-um-sarau/#ixzz2A38Nmefe

    ¬ Responder
  • Lourdes Borges

    02-02-2013 às 08:25:45

    Amei o texto! Muito esclarecedor. Obrigada.

    ¬ Responder
  • Carla HortaCarla Horta

    15-09-2012 às 22:33:26

    Adorei o texto. Não fazia a mínima ideia do que era e dar-lhe-ia um significado completamente diferente. Muito instrutivo. Perfeito! Textos com informações assim credíveis, estudadas e esclarecedoras são fundamentais.

    ¬ Responder
  • M.L.E.- Soluções de ClimatizaçãoDaniela Vicente

    10-09-2012 às 16:17:21

    Concordo com parte dos comentários: o seu texto está muito bem escrito, didáctico e acessível. Eu não sabia o que era um sarau, mas graças ao seu texto, já posso explicar a quem não saber em que consiste. Adorava frequentar um, pois parece-me o tipo de coisas que eu gosto de ir. Preferia que fosse à tarde, mas isso era mais uma matiné. Continue a colocar textos tão ricos, pois são agradáveis de ler.

    ¬ Responder

Comentários - O que é um Sarau?

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O segredo de Van Gogh (Campo de Trigo com corvos)

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Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: Arte
O segredo de Van Gogh (Campo de Trigo com corvos)\"Rua
‘Campo de trigo com corvos’ destaca-se como uma das mais poderosas e mais ferozmente debatidas pinturas de Vincent Van Gogh. As várias interpretações deste trabalho em particular são provavelmente mais variadas do que qualquer outro na obra de Van Gogh. Alguns o veem como a "nota de suicídio" de Van Gogh transformada em uma tela, enquanto outros mergulham para além de uma visão geral superficial do assunto e favorecem uma abordagem mais positiva. Alguns críticos mais extremos vão ainda um pouco mais longe - além da tela e das pinceladas - a fim de traduzir as imagens em uma linguagem inteiramente nova do subliminar.

Uma análise artística é, por sua própria natureza, um esforço subjetivo. Ainda assim, as interpretações mais razoáveis são melhor realizadas a partir de uma base fatual.

Ao contrário do mito popular, ‘Campo de trigo com corvos’ não é a última obra de Van Gogh. A pintura é, sem dúvida, turbulenta e, certamente, transmite uma sensação de solidão nos campos - uma imagem poderosa de Van Gogh como artista derrotado e solitário em seus últimos anos. Além disso, ambos os filmes populares ‘Lust for Life’ e ‘Vincent and Theo’ reescrevem a história e retratam esta pintura como sendo a última de Van Gogh - com mais interesse pelo efeito dramático do que pela precisão histórica.

A datação precisa de ‘Campo de trigo com corvos’ é difícil devido à sua semelhança com outras obras que Van Gogh estava pintando e escrevendo, dentro do mesmo período temporal.

Do ponto de vista simbólico vale a pena rever os elementos básicos da pintura e depois explorar cada um a partir de vários e diferentes fins interpretativos do espectro.

Os caminhos presentes no quadro são basicamente compostos de três conjuntos: dois em cada canto de primeiro plano e uma terceira no enrolamento em direção ao horizonte médio. Os caminhos desafiam a lógica em que eles parecem se originar, pois vêm do nada e levam a lugar nenhum. Alguns interpretaram isso como uma confusão em curso na vida de Van Gogh acerca da direção dúbia que a sua própria vida havia tomado. O caminho do meio manteve-se o mais fértil para a interpretação simbólica. O caminho leva a algum lugar? Será que com sucesso se atravessará o campo de trigo e se chegará a novos horizontes? Ou será que, de fato, termina em um beco sem saída inevitável? Van Gogh deixa ao apreciador da sua pintura essa decisão.

Desde os seus primeiros anos como artista Van Gogh, gostava de cenas envolvendo céu tempestuoso. Van Gogh tinha mesmo um grande respeito pelas forças da natureza e inclui céus turbulentos em uma série de suas obras, porque o assunto é tão poderoso e tão cheio de potencial artístico que causa impacto em uma tela vazia. Além disso, Van Gogh escreveu uma vez sobre as possibilidades libertadoras das tempestades: "O piloto, por vezes, consegue avançar porque tem de vencer a tempestade e não ser forçosamente destruído por ela”. Claro que, como o passar dos anos, o seu estado mental tornou-se mais debilitado e suas perceções em relação à natureza podem ter ‘escurecido’. No entanto, pode-se argumentar que Van Gogh entendeu as tempestades como uma parte vital e positiva da natureza.

Provavelmente, a imagem mais poderosa dentro do campo de trigo com corvos é a dos próprios corvos. Mais uma vez, muita interpretação simbólica surgiu a partir da representação do bando de corvos. Grande parte da especulação depende se os corvos estão voando em direção ao pintor (e, portanto, o espectador) ou para longe dele. Se o espectador escolhe perceber que os corvos estão voando em direção ao primeiro plano, entenderá essa aproximação com um mau presságio, como um pressentimento obscuro. Se entender que os corvos se afastam, uma sensação de alívio pode ser experienciada. Tudo depende da perspetiva e da carga emocional que o apreciador colocar na pintura e na sua interpretação no momento.

A verdade é que não há nenhuma resposta certa sobre qual a direção, se houver alguma, que os corvos estão seguindo. Este ponto permanece sem solução e, consequentemente, a sua subjetividade aumenta e a sua análise torna-se discutível.

Em segundo lugar, e talvez de maior importância para o entendimento da pintura, a interpretação dos corvos como arautos da morte é uma construção completamente artificial. Van Gogh, em seus próprios escritos, nunca parece aceitar isso mesmo, pelo contrário.

As várias interpretações de ‘Campo de trigo com corvos’ vão desde o mais simples ao mais absurdo. Uma interpretação simbólica pode ser muitas vezes interessante, às vezes reveladora de perseguição. Mas uma sobre-interpretação de uma obra de arte coloca o espectador em risco de perder o que é verdadeiramente essencial. As obras de Vincent van Gogh proporcionam ao espectador uma gama incrivelmente complexa e bonita de assuntos para explorar e para admirar. Seus desenhos são o produto de um relator de habilidade indescritível e suas pinturas são sempre brilhantes, muitas vezes sublime. Os espectadores que passam o tempo à procura de significados em profundidade dentro do campo de trigo com corvos podem se dececionar. Para alguns, o desejo insaciável de entender a mitologia de Van Gogh envia-os numa busca de meras miragens.

Ao invés de buscar respostas dentro de ‘Campo de trigo com corvos’, o apreciador irá sentir seu tempo bem passado se simplesmente admirar o conjunto desta pintura extraordinária: a cor, a vitalidade e a harmonia turbulenta de cada pincelada. Os segredos intangíveis, se os houver, continuarão envoltos no seu próprio reino inefável - como os corvos.

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Comentários

  • Rua DireitaRua Direita

    17-06-2014 às 02:30:44

    As obras de Van Gogh são bem inspirativas. Amei saber dessa história.
    Cumprimentos,
    Sophia

    ¬ Responder
  • 15-04-2014 às 23:54:00

    É verdade que 3 dos mais caros top 10 quadros do mundo são de Van Gogh?

    ¬ Responder

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