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A Energia Hídrica

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A Energia Hídrica

Quando a chuva cai em colinas e montanhas, formam-se rios que correm para o mar. A deslocação ou a queda da água produz actividade cinética, que pode ser utilizada como fonte de energia hídrica.

Embora nos últimos anos se venha constatando a diminuição da pluviosidade e alterações climatéricas em diversos pontos do globo, há para aí tanta gente a “meter água” que não será para as próximas décadas a preocupação com as correspondentes reservas…

Portanto, continuaremos a poder gozar de energia produzida a partir de uma fonte contínua, neste caso o movimento da água. Sim, porque «águas paradas não movem moinhos». Para além do mais, não polui o meio ambiente e tem um baixíssimo custo de produção.

Impõe-se, então, indagar por que razão se paga o abastecimento doméstico por um valor tão elevado… E de todas as energias renováveis, a hídrica ainda é a que oferece a melhor relação preço/energia.

A construção de centrais hidroeléctricas apresenta-se como uma inevitabilidade, exigindo porém a formação de grandes reservatórios de água, o que conduz a enormes transformações nos ecossistemas, podendo ainda, consoante a localização, levar à submersão de terrenos e à deslocação de populações, com todas as consequências daí decorrentes.

As mini-hídricas, cuja capacidade dá para alimentar uma localidade ou um complexo agrícola ou industrial, por exemplo, têm um impacto ambiental mínimo, pelo que quanto mais energia elas gerarem menos será produzida nas grandes centrais, reduzindo os efeitos ambientais nefastos.

Algumas empresas deste sector usam, na sua laboração, a energia das ondas e marés. Mas, tal como acontece com as pessoas, nem sempre a maré está de feição…

Curiosamente, as centrais hidroeléctricas podem situar-se no exterior ou em grutas. Teremos voltado ao tempo dos “Flinstones” e das cavernas?! Às vezes, sobretudo no Verão, é o que parece…



Rua Direita

Título: A Energia Hídrica

Autor: Rua Direita (todos os textos)

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Imagem por: Ontario Power Generation

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Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal

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Tema: Literatura
Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal\"Rua
Gertrude Stein foi uma escritora de peças de teatro, de peças de opera, de ficção, de biografia e de poesia, nascida nos Estados Unidos da América, e escreveu a Autobiografia de Alice B. Toklas, vestindo a pele, e ouvindo pela viva voz da sua companheira de 25 anos de vida, os relatos da historia de ambas, numa escrita acessível, apresentando situações caricatas ou indiscretas de grandes vultos da arte e da escrita da sua época. Alice B. Toklas foi também escritora, apesar de ter vivido sempre um pouco na sombra de Stein. Apesar de ambas terem crescido na Califórnia, apenas se conheceram em Paris, em 1907.


Naquela altura, Gertrude vivia há quatro anos com o seu irmão, o artista Leo Stein, no numero 27 da rue de Fleurus, num apartamento que se tinha transformado num salão de arte, recebendo exposições de arte moderna, e divulgando artistas que viriam a tornar-se muito famosos. Nestes anos iniciais em Paris, Stein estava a escrever o seu mais importante trabalho de início de carreira, Three Lives (1905).


Quando Gertrude e Alice se conheceram, a sua conexão foi imediata, e rapidamente Alice foi viver com Gertrude, tornando-se sua parceira de escrita e de vida. A casa, como se referiu atrás, tornou-se um local de reunião para escritores e artistas da vanguarda da época. Stein ajudou a lançar as carreiras de Matisse, e Picasso, entre outros, e passou a ser uma espécie de teórica de arte, aquela que descrevia os trabalhos destes artistas. No entanto, a maior parte das críticas que Stein recebia, acusavam-na de utilizar uma escrita demasiado densa e difícil, pelo que apenas em 1933, com a publicação da Autobiografia de Alice B. Toklas, é que o trabalho de Gertrude Stein se tornou de facto reconhecido e elogiado.


Alice foi o apoio de Gertrude, foi a dona de casa, a cozinheira, grande cozinheira aliás, vindo mais tarde a publicar algumas das suas receitas, e aquela que redigia e corrigia o que Gertrude lhe ditava. Assim, Toklas fundou uma pequena editora, a Plain Editions, onde publicava o trabalho de Gertrude. Aliás, é reconhecido nesta Autobiografia, que o papel de Gertrude, no casal, era o de marido, escrevendo e discutindo arte com os homens, enquanto Alice se ocupava da casa e da cozinha, e de conversar sobre chapéus e roupas com as mulheres dos artistas que visitavam a casa. Depois da morte de Gertrude, Alice continuou a promover o trabalho da sua companheira, bem como alguns trabalhos seus, de culinária, e um de memórias da vida que ambas partilharam.


Assim, este livro que inspirou o filme “Meia noite em Paris”, de Woody Allen, é um livro a não perder, já nas livrarias em Portugal, pela editora Ponto de Fuga.

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Liliana Félix Leite

Título:Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal

Autor:Liliana Félix Leite(todos os textos)

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