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Alojamentos Temáticos

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: Alojamento
Alojamentos Temáticos

Se é um apreciador de histórias, ou puro e simplesmente gosta de coisas diferentes, é com toda a certeza um amante dos fins de semana temáticos de que falamos.

Muitos são os espaços de alojamentos que já se habituaram a organizar festas e eventos com os mais diferentes temas.

Desde a pré-história, à época medieval, aos anos 60 e 70, entre muitos, muitos temas, deliciam quem procura a diversão em fins de semana e pequenas férias.

Os espaços que organizam este tipo de eventos são pequenos hoteis ou residências, e por vezes também quintas com condições para instalar alguns hóspedes.

Tudo é levado ao pormenor. A decoração dos quartos traduz-se em réplicas da época que se festeja, e não se poupam a adornos para conseguir atingir o máximo perfeccionismo no ambiente do quarto.

Também a decoração de espaços comuns e trajes dos funcionários são tidos em conta, tal como as refeições servidas.

Se o hospede não possuir traje ou indumentária para a ocasião, alugam-se fatos e mascaras para que o cliente possa viver em pleno o tema proposto.
A máxima para quem oferece este serviço de alojamento, é que os clientes viagem para outra época ou festejem na totalidade um determinado tema.

Das ideias mais originais às mais hilariantes, existem espaços de alojamento que dão asas à imaginação dos clientes. Alojam normalmente camadas mais jovens, mas quando os temas fazem recordar a idade de ouro das gerações mais velhas, são estes quem aderem ás iniciativas e festas organizadas.

Muitas são as vezes que os temas obrigam a uma marcação bastante antecipada, apesar de por regra, para usufruir destes dias bem passados, seja necessário fazer uma reserva com uns dias de antecedência.

Com custos variados, há quem não se importe de pagar pequenas fortunas para poder ser rei, navegador ou uma estrela rock durante todo o fim de semana. Os valores variam consoante os temas, tipo de pensão (refeições e a entrada nas festas) e naturalmente as atividades que são oferecidas. Nos locais que oferecem o serviço de mascaras, os valores são por aluguer das ditas.

Se é um amante da fantasia e não perde uma oportunidade para se marcar e divertir à grande, tem de experimentar esta aventura. Atreva-se a ser o Elvis, o Rei D. Sebastião, um vampiro ou até mesmo um astronauta. Vai ver que vai ser inesquecível.


Carla Horta

Título: Alojamentos Temáticos

Autor: Carla Horta (todos os textos)

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Imagem por: dave_mcmt

Comentários - Alojamentos Temáticos

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Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

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Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: DVD Filmes
Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.\"Rua
Este texto irá falar sobre o filme Ex_Machina, nele podem e vão ocorrer Spoillers, então se ainda não viram o filme, vejam e voltem depois para lê-lo.

Impressões iniciais:

Ponto para o filme. Já que pela sinopse baixei a expectativa ao imaginar que era apenas mais um filme de robôs com complexo de Pinóquio, mas evidentemente que é muito mais que isso.

Desde as primeiras cenas é possível perceber que o filme tem algo de especial, pois não vemos uma cena de abertura com nenhuma perseguição, explosão ou ação sem propósito, típica em filmes hollywoodianos.
Mais um ponto, pois no geral o filme prende mais nos diálogos cerebrais do que na história em si, e isso é impressionante para o primeiro filme, como diretor, de Alex Garland (também roteirista do filme). O filme se mostrou eficiente em criar um ambiente de suspense, em um enredo, aparentemente sem vilões ou perigos, que prende o espectador.

Entrando um pouco no enredo, não é difícil imaginar que tem alguma coisa errada com Nathan Bateman (Oscar Isaac), que é o criador do android Ava (Alicia Vikander), pois ele vive isolado, está trabalhando num projeto de Inteligência Artificial secreto e quando o personagem orelha, Caleb Smith (Domhnall Gleeson), é introduzido no seu ambiente, o espectador fica esperando que em algum momento ele (Nathan) se mostrará como vilão. No entanto isso ocorre de uma forma bastante interessante no filme, logo chegaremos nela.

Falando um pouco da estética do filme, ponto para ele de novo, pois evita a grande cidade (comum nos filmes de FC) como foco e se concentra mais na casa de Nathan, que fica nas montanhas cercadas de florestas e bastante isolado. Logo de cara já é possível perceber que a estética foi pensada para ser lembrada, e não apenas um detalhe no filme. A pesar do ambiente ser isolado era preciso demonstras que os personagens estão em um mundo modernizado, por isso o cineasta opta por ousar na arquitetura da casa de Nathan.

A casa é nesses moldes novos onde a construção se mistura com o ambiente envolta. Usando artifícios como espelhos, muitas paredes de vidro, estruturas de madeira e rochas, dando a impressão de camuflagem para a mesma, coisa que os ambientalistas julgam favorável à natureza. Por dentro se pode ver de forma realista como podem ser as smart-house, não tenho certeza se o termo existe, mas cabe nesse exemplo. As paredes internas são cobertas com fibra ótica e trocam de cor, um efeito que além de estético ajuda a criar climas de suspense, pois há momentos onde ocorrem quedas de energia, então fica tudo vermelho e trancado.

O papel de Caleb á ajudar Nathan a testar a IA de AVA, mas com o desenrolar da história Nathan revela que o verdadeiro teste está em saber se Ava é capaz de “usar”, ou “se aproveitar” de Caleb, que se demonstra ser uma pessoa boa.

Caleb é o típico nerd introvertido, programador, sem amigos, sem família e sem namorada. Nathan também representa a evolução do nerd. O nerd nos dias de hoje. Por fora o cara é careca, barbudão com uns traços orientais (traços indianos, pois a Índia também fica no Oriente), bebê bastante e ao mesmo tempo malha e mantém uma dieta saudável pra compensar. E por dentro é um gênio da programação que criou, o google, o BlueBook, que é um sistema de busca muito eficiente.

Destaque para um diálogo sobre o BlueBook, onde Nathan fala para Caleb:
“Sabe, meus concorrentes estavam tão obcecados em sugar e ganhar dinheiro por meio de compras e mídia social. Achavam que ferramenta de pesquisa mapeava O QUE as pessoas pensavam. Mas na verdade eles eram um mapa de COMO as pessoas pensavam”.

Impulso. Resposta. Fluido. Imperfeição. Padronização. Caótico.

A questão filosófica vai além disso esbarrando no conceito de “vontade de potência”, de Nietzche, mas sobre isso não irei falar aqui, pois já há textos muito bons por aí.

Tem outra coisa que o filme me lembrou, que eu não sei se é referência ou se foi ocasional, mas o local onde Ava está presa e a forma como ela fica deitada num divã, e questiona se Caleb a observa por detrás das câmeras, lembra o filme “A pele que habito” de Almodóvar, um outro filme excelente que algum dia falarei por aqui.

Talvez seja uma versão “O endoesqueleto de metal e silicone que habito”, ou “O cérebro positrônico azul que habito”, mesmo assim não podia deixar de citar a cena por que é muito interessante.

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Jhon Erik Voese

Título:Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

Autor:Jhon Erik Voese(todos os textos)

Imagem por: dave_mcmt

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Comentários

  • Suassuna 11-09-2015 às 02:03:47

    Gostei do texto, irei conferir o filme.

    ¬ Responder
  • Jhon Erik VoeseJhon Erik Voese

    15-09-2015 às 15:51:02

    Que bom, obrigado! Espero que goste do filme também!

    ¬ Responder

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