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Máquinas gráficas

Categoria: Máquinas
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Máquinas gráficas

A arte gráfica é algo que remonta à pré-história. Efectivamente, os nossos antepassados peludos já ensaiavam a impressão da sua marca ou das mensagens a transmitir naquilo que constituía os fotolitos da época: a pedra.

Para nós, a maioria desses hieróglifos são indecifráveis, mas o certo é que eles os entendiam. Presentemente, os médicos imitam muito bem tais gatafunhos, escrevendo em receitas ou credenciais coisas que quase ninguém percebe!

Não há dúvida de que tal prática favorece o encobrimento de eventuais erros ou negligência: sem provas não há crime! Será que daqui a milhares de anos vão aparecer estudiosos a pretender descortinar tão ininteligíveis garatujas?... Se assim for, os doutores que descansem: certamente que nessa altura os delitos já terão prescrito…

O que não prescreve são as máquinas gráficas, que compreendem equipamentos de pré-impressão ( computador,scanner, máquina de impressão de fotolito e máquina de impressão de chapas) , de impressão propriamente dita (quer nas impressoras rotativas quer nas planas, o sistema funciona de forma rotativa, fazendo lembrar a rotatividade de trabalhadores nas empresas, sobretudo em tempos de crise…) e de pós-impressão (máquinas de dobra, de ordenamento das páginas, de colagem, de coser à linha ou arame, de agrafos, de plastificação, etcétera).

De salientar que na fase da colação não convém ter por perto colegas chatos, do tipo sanguessuga, não vão eles aproveitar o ensejo para se colar que nem «lapas na rocha»!


Rua Direita

Título: Máquinas gráficas

Autor: Rua Direita (todos os textos)

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Pulp Fiction: 20 anos depois

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Tema: Arte
Pulp Fiction: 20 anos depois\"Rua
Faz hoje 20 anos que estreou um dos mais importantes ícones cinematográficos americanos.

Pulp Fiction é um marco do cinema, que atirou para a ribalta Quentin Tarantino e as suas ideias controversas (ainda poucos tinham visto o brilhante “Cães Danados”).

Repleto de referências ao cinema dos anos 70 e com uma escolha de casting excepcional, Pulp Fiction conquistou o público com um discurso incisivo (os monólogos bíblicos de Samuel L. Jackson são um exemplo disso), uma violência propositadamente mordaz e uma não linearidade na sucessão dos acontecimentos, tudo isto, associado a um ritmo alucinante.

As três narrativas principais entrelaçadas de dois assassinos, um pugilista e um casal, valeram-lhe a nomeação para sete Óscares da Academia, acabando por vencer na categoria de Melhor Argumento Original, ganhando também o Globo de Ouro para Melhor Argumento e a Palma D'Ouro do Festival de Cannes para Melhor Filme.

O elenco era composto por nomes como John Travolta, Samuel L. Jackson, Bruce Willis, Uma Thurman e (porque há um português em cada canto do mundo) Maria de Medeiros.

Para muitos a sua banda sonora continua a constar na lista das melhores de sempre, e na memória cinéfila, ficam eternamente, os passos de dança de Uma Thurman e Travolta.

As personagens pareciam ser feitas à medida de cada actor.
Para John Travolta, até então conhecido pelos musicais “Grease” e “Febre de Sábado à Noite”, dar vida a Vincent Vega foi como um renascer na sua carreira.

Uma Thurman começou por recusar o papel de Mia Wallace, mas Tarantino soube ser persuasivo e leu-lhe o guião ao telefone até ela o aceitar.

Começava ali uma parceria profissional (como é habitual de Tarantino) que voltaria ao topo do sucesso com “Kill Bill”, quase 10 anos depois.

Com um humor negro afiadíssimo, Tarantino provou em 1994 que veio para revolucionar o cinema independente americano e nasceu aí uma inspirada carreira de sucesso, que ainda hoje é politicamente incorrecta, contradizendo-se da restante indústria.

Pulp Fiction é uma obra genial. Uma obra crua e simultaneamente refrescante, que sobreviveu ao tempo e se tornou um clássico.
Pulp Fiction foi uma lição de cinema!

Curiosidade Cinéfila:
pulp fiction ou revista pulp são nomes dados a revistas feitas com papel de baixa qualidade a partir do início de 1900. Essas revistas geralmente eram dedicadas às histórias de fantasia e ficção científica e o termo “pulp fiction” foi usado para descrever histórias de qualidade menor ou absurdas.

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Carla Correia

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Autor:Carla Correia(todos os textos)

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