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Ter Alguém Para Dividir A Mesma Estrada

Categoria: Relacionamentos
Ter Alguém Para Dividir A Mesma Estrada

Incontáveis são as histórias de pessoas que avançaram nos seus projetos acompanhadas de um parceiro e muito bem acompanhadas. Não sei, caro leitor, se você guarda em seu coração uma dessas histórias, se as vivenciou algum dia, se sentiu o sabor tão agradável que é dividi-la, porém se puderes escolher numa dessas estradas, vá com alguém! Podemos reconhecer, de certa forma, que nunca chegaremos onde queremos – sozinhos! Pode ir a algum lugar, mas pode ser que não chegue tão longe!

Sou da filosofia que ir só não é a melhor escolha. É muito bom fazer parcerias durante nossas andanças de vida, seja em qualquer área. Não apenas para obter um sucesso satisfatório, mas é no caminhar lado a lado que sentimos o sabor de quão bom é ir juntos. Sozinhos, não há muita graça! Nem vale a pena. Com quem iremos comemorar? Com quem poderemos abrir uma garrafa de champanhe e brindar juntos?

Tive um namorado que soube tão bem ensinar-me o valor que é a “cumplicidade”. Desde muito novinha (apenas com 15 anos) nós tivemos muitos momentos de alegria compartilhada, de objetivos alcançados por simplesmente nos ajudarmos um ao outro. Certa vez, ele tinha uma prova de supletivo, era algo muito importante para ele - já que estava bem atrasado nos estudos (ele tinha 19 anos e não era fácil, muito irreverente..rsr).
Então, pediu minha ajuda para ensinar questões de física e língua portuguesa (bem, eu não era tão boa em física como em português, mas até que me saí bem...rsrsrs). Nós fizemos muitos exercícios, foram horas e horas estudando e foi bem proveitoso (apesar que nos intervalos sempre rolava uns beijinhos, assim ficava mais gostoso estudar, né?...rsrsr).

Acabou que ele passou na prova e conseguiu o certificado de conclusão (por supletivo) do ensino médio. E sabe o que fizemos? Comemoramos muito! Com isso, ficamos mais próximos, mais cúmplices um do outro, mais dependentes e vimos o quanto é bom dividir os problemas, as alegrias, os sorrisos, as tristezas, os fardos, enfim, a estrada da vida.

E você? Porque não tenta dividir essa mesma estrada? Pode ter certeza que valerá a pena! Faça algo pelo outro. Sem criar muita expectativa, mas faça! E comemorem, comemorem bastante!


Adriana Santos

Título: Ter Alguém Para Dividir A Mesma Estrada

Autor: Adriana Santos (todos os textos)

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Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal

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Tema: Literatura
Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal\"Rua
Gertrude Stein foi uma escritora de peças de teatro, de peças de opera, de ficção, de biografia e de poesia, nascida nos Estados Unidos da América, e escreveu a Autobiografia de Alice B. Toklas, vestindo a pele, e ouvindo pela viva voz da sua companheira de 25 anos de vida, os relatos da historia de ambas, numa escrita acessível, apresentando situações caricatas ou indiscretas de grandes vultos da arte e da escrita da sua época. Alice B. Toklas foi também escritora, apesar de ter vivido sempre um pouco na sombra de Stein. Apesar de ambas terem crescido na Califórnia, apenas se conheceram em Paris, em 1907.


Naquela altura, Gertrude vivia há quatro anos com o seu irmão, o artista Leo Stein, no numero 27 da rue de Fleurus, num apartamento que se tinha transformado num salão de arte, recebendo exposições de arte moderna, e divulgando artistas que viriam a tornar-se muito famosos. Nestes anos iniciais em Paris, Stein estava a escrever o seu mais importante trabalho de início de carreira, Three Lives (1905).


Quando Gertrude e Alice se conheceram, a sua conexão foi imediata, e rapidamente Alice foi viver com Gertrude, tornando-se sua parceira de escrita e de vida. A casa, como se referiu atrás, tornou-se um local de reunião para escritores e artistas da vanguarda da época. Stein ajudou a lançar as carreiras de Matisse, e Picasso, entre outros, e passou a ser uma espécie de teórica de arte, aquela que descrevia os trabalhos destes artistas. No entanto, a maior parte das críticas que Stein recebia, acusavam-na de utilizar uma escrita demasiado densa e difícil, pelo que apenas em 1933, com a publicação da Autobiografia de Alice B. Toklas, é que o trabalho de Gertrude Stein se tornou de facto reconhecido e elogiado.


Alice foi o apoio de Gertrude, foi a dona de casa, a cozinheira, grande cozinheira aliás, vindo mais tarde a publicar algumas das suas receitas, e aquela que redigia e corrigia o que Gertrude lhe ditava. Assim, Toklas fundou uma pequena editora, a Plain Editions, onde publicava o trabalho de Gertrude. Aliás, é reconhecido nesta Autobiografia, que o papel de Gertrude, no casal, era o de marido, escrevendo e discutindo arte com os homens, enquanto Alice se ocupava da casa e da cozinha, e de conversar sobre chapéus e roupas com as mulheres dos artistas que visitavam a casa. Depois da morte de Gertrude, Alice continuou a promover o trabalho da sua companheira, bem como alguns trabalhos seus, de culinária, e um de memórias da vida que ambas partilharam.


Assim, este livro que inspirou o filme “Meia noite em Paris”, de Woody Allen, é um livro a não perder, já nas livrarias em Portugal, pela editora Ponto de Fuga.

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Liliana Félix Leite

Título:Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal

Autor:Liliana Félix Leite(todos os textos)

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