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Pisos flutuantes

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Comentários: 6
Pisos flutuantes

Os pisos flutuantes possuem alta resistência, são compostos de substratos (HPP/HDF) com contrabalança e revestidos com papel decorativo.

Foram chamados de flutuantes por ter sido este o termo encontrado para definir pisos que não são pregados ou colados no contra-piso, ou seja, eles são fixados por meio de seus encaixes macho e fêmea com cola a base de pva.

Para melhor entender de onde vem a resistência destes pisos:
O HPP é um painel de partículas de eucalipto termo-fixadas com resina.
Sua superfície é coberta com um revestimento decorativo impregnado, o que confere o padrão do piso, o HDF é a folha de laminado de papel fotográfico de alta qualidade com imagem de madeira.
Sobre o papel decorativo é aplicado o Overlay, que nada mais é do que a camada de proteção do piso.
E a contra face é revestida de papel Kraft, que é colocado no local com resina balanceadora.

Sua colocação deve ser feita por mão de obra especializada, preferencialmente indicada pelo fabricante, pois assim o consumidor não corre o risco de perder as garantias do produto e nem o desperdício de lâminas.

A conservação deste piso requer alguns cuidados como evitar objetos cortantes sobre o piso, os rodízios dos móveis devem ser feitos de poliuretano, os pés dos móveis revestidos com feltro, se derramado água sobre o piso o mesmo deve ser enxugado o mais rápido possível para evitar o inchamento deste e em caso de haver cupins no local de instalação, uma descupinização deve ser feita.

A limpeza pode ser feita com aspirador de pó (sendo que não pode raspar a lâmina), podem ser utilizadas também vassouras de cerdas macias e um pano úmido bem torcido. Semanalmente a limpeza pode ser feita com produtos como Veja ou Lysol, nunca utilizar produtos abrasivos. Não é recomendada a utilização de ceras, por gerarem camadas de gordura sobre o piso, o que gradativamente dificultara a limpeza.

Sua utilização requer alguns acessórios tais como rodapé 50 mm, perfil piso – parede, cordão, perfil T e frontal de escada.

As vantagens:
Instalação rápida e pratica
Maior estabilidade dimensional quando exposto ao calor e umidade
Resistência à queima por pontas de cigarros
Boa proteção contra atritos, riscos e marcas de sapatos de salto alto.

As desvantagens:
Dificuldade de conserto em casos de rasgos ou arranhões
Para remover imperfeições, fazer reparos ou retoques deve-se utilizar produtos apropriados e do mesmo fabricante do piso, preferencialmente trocar a peça.
Pode ser danificado por umidade excessiva
Não existe forma de restauração


Fabiane Martello

Título: Pisos flutuantes

Autor: Fabiane Martello (todos os textos)

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791 

Imagem por: Patrick Hoesly

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Comentários     ( 6 )    recentes

  • Andressa

    05-08-2014 às 17:42:07

    Qual a diferença entre o piso HPP e o piso HDF? tem diferença de qualidade e durabilidade?

    ¬ Responder
  • SophiaSophia

    05-08-2014 às 22:15:31

    O HDF possui alta densidade, com duas faces lisas, o que pode ser usinada. Pode ser curvado, possui a espessura fina, é especialmente utilizado como divisórias de portas, bem como na fabricação de móveis. É um painel muito versátil!
    O HPP é 100% de madeira reflorestada, por isso, ele é ecologicamente correto. Possui maior durabilidade que o HDF. É confortável em qualquer temperatura, fácil de limpar e manter.
    Cumprimentos,
    Sophia

    ¬ Responder
  • SophiaSophia

    12-05-2014 às 04:50:09

    Os pisos flutuantes são bem interessantes e conhecendo ainda as vantagens e desvantagens deu para avaliar se é um bom negócio ou não.
    Cumprimentos,
    Sophia

    ¬ Responder
  • RafaelRafael

    10-02-2011 às 13:22:46

    Qual a diferença entre o piso HPP e o piso HDF? tem diferença de qualidade e durabilidade? gostaria da resposta.
    abraços

    ¬ Responder
  • AnaAna

    18-10-2010 às 00:48:53

    Gostaria de saber qual a diferença entre piso flutuante e piso laminado. E qual site que consigo material para verificar informação. Obrigado, aguardo retorno pelo e-mail da minha colega.

    ¬ Responder
  • Jade BandeiraAna Paula Lages

    12-02-2010 às 10:20:58

    Obrigado é muito interesante.

    ¬ Responder

Comentários - Pisos flutuantes

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Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

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Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: DVD Filmes
Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.\"Rua
Este texto irá falar sobre o filme Ex_Machina, nele podem e vão ocorrer Spoillers, então se ainda não viram o filme, vejam e voltem depois para lê-lo.

Impressões iniciais:

Ponto para o filme. Já que pela sinopse baixei a expectativa ao imaginar que era apenas mais um filme de robôs com complexo de Pinóquio, mas evidentemente que é muito mais que isso.

Desde as primeiras cenas é possível perceber que o filme tem algo de especial, pois não vemos uma cena de abertura com nenhuma perseguição, explosão ou ação sem propósito, típica em filmes hollywoodianos.
Mais um ponto, pois no geral o filme prende mais nos diálogos cerebrais do que na história em si, e isso é impressionante para o primeiro filme, como diretor, de Alex Garland (também roteirista do filme). O filme se mostrou eficiente em criar um ambiente de suspense, em um enredo, aparentemente sem vilões ou perigos, que prende o espectador.

Entrando um pouco no enredo, não é difícil imaginar que tem alguma coisa errada com Nathan Bateman (Oscar Isaac), que é o criador do android Ava (Alicia Vikander), pois ele vive isolado, está trabalhando num projeto de Inteligência Artificial secreto e quando o personagem orelha, Caleb Smith (Domhnall Gleeson), é introduzido no seu ambiente, o espectador fica esperando que em algum momento ele (Nathan) se mostrará como vilão. No entanto isso ocorre de uma forma bastante interessante no filme, logo chegaremos nela.

Falando um pouco da estética do filme, ponto para ele de novo, pois evita a grande cidade (comum nos filmes de FC) como foco e se concentra mais na casa de Nathan, que fica nas montanhas cercadas de florestas e bastante isolado. Logo de cara já é possível perceber que a estética foi pensada para ser lembrada, e não apenas um detalhe no filme. A pesar do ambiente ser isolado era preciso demonstras que os personagens estão em um mundo modernizado, por isso o cineasta opta por ousar na arquitetura da casa de Nathan.

A casa é nesses moldes novos onde a construção se mistura com o ambiente envolta. Usando artifícios como espelhos, muitas paredes de vidro, estruturas de madeira e rochas, dando a impressão de camuflagem para a mesma, coisa que os ambientalistas julgam favorável à natureza. Por dentro se pode ver de forma realista como podem ser as smart-house, não tenho certeza se o termo existe, mas cabe nesse exemplo. As paredes internas são cobertas com fibra ótica e trocam de cor, um efeito que além de estético ajuda a criar climas de suspense, pois há momentos onde ocorrem quedas de energia, então fica tudo vermelho e trancado.

O papel de Caleb á ajudar Nathan a testar a IA de AVA, mas com o desenrolar da história Nathan revela que o verdadeiro teste está em saber se Ava é capaz de “usar”, ou “se aproveitar” de Caleb, que se demonstra ser uma pessoa boa.

Caleb é o típico nerd introvertido, programador, sem amigos, sem família e sem namorada. Nathan também representa a evolução do nerd. O nerd nos dias de hoje. Por fora o cara é careca, barbudão com uns traços orientais (traços indianos, pois a Índia também fica no Oriente), bebê bastante e ao mesmo tempo malha e mantém uma dieta saudável pra compensar. E por dentro é um gênio da programação que criou, o google, o BlueBook, que é um sistema de busca muito eficiente.

Destaque para um diálogo sobre o BlueBook, onde Nathan fala para Caleb:
“Sabe, meus concorrentes estavam tão obcecados em sugar e ganhar dinheiro por meio de compras e mídia social. Achavam que ferramenta de pesquisa mapeava O QUE as pessoas pensavam. Mas na verdade eles eram um mapa de COMO as pessoas pensavam”.

Impulso. Resposta. Fluido. Imperfeição. Padronização. Caótico.

A questão filosófica vai além disso esbarrando no conceito de “vontade de potência”, de Nietzche, mas sobre isso não irei falar aqui, pois já há textos muito bons por aí.

Tem outra coisa que o filme me lembrou, que eu não sei se é referência ou se foi ocasional, mas o local onde Ava está presa e a forma como ela fica deitada num divã, e questiona se Caleb a observa por detrás das câmeras, lembra o filme “A pele que habito” de Almodóvar, um outro filme excelente que algum dia falarei por aqui.

Talvez seja uma versão “O endoesqueleto de metal e silicone que habito”, ou “O cérebro positrônico azul que habito”, mesmo assim não podia deixar de citar a cena por que é muito interessante.

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Jhon Erik Voese

Título:Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

Autor:Jhon Erik Voese(todos os textos)

Imagem por: Patrick Hoesly

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Comentários

  • Suassuna 11-09-2015 às 02:03:47

    Gostei do texto, irei conferir o filme.

    ¬ Responder
  • Jhon Erik VoeseJhon Erik Voese

    15-09-2015 às 15:51:02

    Que bom, obrigado! Espero que goste do filme também!

    ¬ Responder

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