Bem vindo à Rua Direita!
Eu sou a Sophia, a assistente virtual da Rua Direita.
Em que posso ser-lhe útil?

Email

Questão

a carregar
Textos | Produtos                                                    
|
Top 30 | Categorias

Email

Password


Esqueceu a sua password?
Início > Textos > Categoria > Literatura > Capítulo 1 – Em busca de uma história.

Capítulo 1 – Em busca de uma história.

Categoria: Literatura
Capítulo 1 – Em busca de uma história.

Bem [email protected] ao projeto experiência textual diária!
Você está prestes a acompanhar uma saga épica, com muitos originais, que irão enfrentar as mais absurdas e provocantes aventuras.

A ideia é escrever ao menos um capítulo dessa história por dia. Eles estarão indicados pela data no topo do texto. (Está sem barras, mas é dia, mês e ano).
Sem mais linguiças para encher, vamos nessa!

Capítulo 1 – Em busca de uma história.
Eduardo está com muito sono durante a reunião preparatória para o conselho de classe. Estavam sentados em volta de uma mesa grande dentro de uma sala pequena. Ele podia ouvir as pessoas debatendo, mas era difícil manter os olhos abertos.

“Acho que vou fechá-los só um pouco para lubrificação, mas mantenho a atenção com os ouvidos, para não dormir, talvez ninguém perceba.”
A voz do professor de matemática ficou mais clara e Eduardo pode até acompanhar a frase toda:
“Eu acredito que os alunos vão ficar perdidos no meio de tantos professores. Temos que cuidar para que não se assustem.”

A cabeça de Eduardo começou a baixar. E sua respiração ficava lenta e alta.
“É, temos que cuidar para que não vejam nossa bagunça, é isso que o senhor quer dizer, não é? De outra forma como poderíamos cobrar deles o que nem nós conseguimos fazer, que manter uma conversa de adulto, sem ficar de conversas paralelas e risadinhas?”
A voz era da professora de artes, uma jovem recém-formada que se irritava com frequência devido aos comentários desnecessários por vezes machistas, de seus colegas mais velhos.

A cabeça de Eduardo moveu-se rapidamente para baixo e para cima fazendo com que seu corpo liberasse uma leve descarga de adrenalina que o deixou assustado.
“Ohmeudeus! Será que eu apaguei?” pensou.

Observou por um instante que os colegas de trabalho continuavam as conversas, como se nada tivesse ocorrido. Varreu a sala com o olhar e todos pareciam manter suas posições originais de antes da “pescada” que dera o pobre professor de história.

A vice-diretora da escola, responsável pela escola no período noturno, no qual estavam agora, tentava em vão manter o foco da reunião.
“Gente, nós temos que estruturar melhor esse projeto do conselho, senão não adianta nem convocar os alunos.”
“Por mim podia deixar do jeito que tá, nós vemos que merece passar e passamos, não sei por que ficar inventando moda desse jeito”. O comentário veio da boca velha e debochada da professora de Química.

Eduardo quis comentar alguma coisa com relação a isso, pois ele tinha sido um dos apoiadores da ideia de ter alunos participando do conselho de classe, desde o início. Nada mais justo que o professor de História fosse a favor de trazer um pouco mais de democracia para seus pequenos gafanhotos.

“Professora, a senhora está equivocada com esse pensamento” rompeu a voz da vice-diretora atropelando qualquer fala de Eduardo.
“A ideia é trazer os alunos para participar, pois estamos mudando a forma como a escola se posiciona com relação ao ensino de forma geral. Não podemos ficar pensando apenas nos mesmos métodos. Foi pra isso que convocamos essa reunião. Temos que pensar um método diferente, pois se ficarmos reafirmando velhos costumes, nós só vamos perder tempo.”

“Tudo bem Diretora, eu sou estou expondo o meu ponto de vista, não quero me abster desse direito. Cada um pode dizer o que pensa não é?”
A cabeça de Eduardo queria explodir nesse momento e, por incrível que pareça, não era pelo comentário maluco da professora de Química.

“Sim, mas nós como educadores temos que rever o nosso modo de pensar, se queremos viver numa sociedade mais justa.” Finalizou a vice.
As vozes dos outros professores iam misturando-se umas às outras e se tornavam a cada segundo mais graves. Parecia que Eduardo tinha enfiado a cabeça num balde de água.
“Preciso sair daqui. E tem que ser agora.”
A mesa grande não comportava todos os professores que participavam da tentativa de reunião, por isso havia uma segunda roda de cadeiras espalhadas atrás das cadeiras que rodeavam a mesa. Também havia alguns professores em pé, próximo às garrafas de chá e café.

O professor sonolento esgueirou-se pelos joelhos e pernas dos seus colegas e avançou para a rodinha do chá e café.
Passou por eles também e quase esbarrou no professor de geografia que ocupava muito espaço na sala e ainda por cima vestia uma jaqueta de couro com fivelas e outros adereços, fazendo dele um obstáculo nível hard para o professor zumbi.

As vozes ficaram para trás quando ele finalmente deixou a sala dos professores. Teve que sair pela biblioteca que era anexa, pois queria evitar passar pela secretaria. Era um dia sem aula então não havia alunos por ali.
Deu a volta no bloco administrativo e em poucos passos estava no portão.

Saiu cambaleante pela rua e não conseguiu ver o carro preto que avançava em alta velocidade jogando para o alto. No momento em que alçava voo um último pensamento ainda passou pela sua cabeça.
“Acho que ninguém vai reparar se eu dormir um pouquinho agora...”

Continua...


Jhon Erik Voese

Título: Capítulo 1 – Em busca de uma história.

Autor: Jhon Erik Voese (todos os textos)

Visitas: 0

0 

Comentários - Capítulo 1 – Em busca de uma história.

voltar ao texto
  • Avatar *     (clique para seleccionar)


  • Nome *

  • Email

    opcional - receberá notificações

  • Mensagem *

  • Os campos com * são obrigatórios


  • Notifique-me de comentários neste texto por email.

  • Notifique-me de respostas ao meu comentário por email.

Futuro da Tecnologia, Qual o Limite?

Ler próximo texto...

Tema: Informática
Futuro da Tecnologia, Qual o Limite?\"Rua
Futuro da Tecnologia, Qual o Limite?

Bom, Não é de hoje que tecnologia vem surpreendendo a todos nós com grandes revoluções e os custos que diminuem cada vez mais.
Hoje em dia é comum ver crianças com smarthphones com tecnologia que a 10 anos atrás nem o celular mais moderno e caro do mercado tinha.
Com isso surgiram sugiram vários profetas da tecnologia e visionários, tentando prever qual será o próximo passo.

E os filmes retratam bem esse tema e usam essa formula que atrai a curiosidade das pessoas.
Exemplos:

Minority report - A nova lei de 2002 (Imagem)

Transcendence de 2014

Em Transcendence um tema mais conspiratório, onde um ser humano transcende a uma consciência artificial e assim se torna imortal e com infinita capacidade de aprendizagem.
Vale a pena ver tanto um quanto o outro filme. Algumas tecnologias de Minority Report, como utilizar computadores com as mãos (caso do kinect do Xbox 360 e One) e carros dirigidos automaticamente, já parecem bem mais próximo do que as tecnologias vistas em Transcendence, pois o foco principal do mesmo ainda é um tema que a humanidade engatinha, que é o cérebro humano, a máquina mais complexa conhecida até o momento.

Eu particularmente, acredito que em alguns anos teremos realmente, carros pilotados automaticamente, devido ao investimento de gigantes como o Google e o Baidu nessa tecnologia.

Também acho que o inicio da colonização de Marte, vai trazer grandes conquistas para humanidade, porém grandes desafios, desafios esses que vão nos obrigar a evoluir rapidamente nossa tecnologia e nossa forma de encarar a exploração espacial, não como um gasto, mas sim como um investimento necessário a toda humanidade e a perpetuação da sua existência.

A única salvação verdadeira para humanidade e para o planeta terra, é que seja possível o ser humano habitar outros planetas, seja localizando planetas parecidos com a terra ou mudando planetas sem condições para a vida em planetas habitáveis e isso só será possível com gente morando nesses planetas, como será o caso do Marte. O ser humano com a sua engenhosidade, aprendeu a mudar o ambiente a sua volta e assim deixou de ser nômade e da mesma forma teremos que aprender a mudar os mundos, sistemas, galáxias e o universo a nossa volta.

Espero que tenham gostado do meu primeiro texto.
Obrigado à todos!
Até a Próxima!


Pesquisar mais textos:

Érico da Silva Kaercher

Título:Futuro da Tecnologia, Qual o Limite?

Autor:Érico da Kaercher(todos os textos)

Alerta

Tipo alerta:

Mensagem

Conte-nos porque marcou o texto. Essa informação não será publicada.

Pesquisar mais textos:

Deixe o seu comentário

  • Nome *

  • email

    opcional - receberá notificações

  • mensagem *

  • Os campos com * são obrigatórios