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Quando queremos ver um filme

Categoria: DVD Filmes
Quando queremos ver um filme

Ver um bom filme é uma forma eleita por muitas pessoas para uns merecidos instantes de descanso e descontracção. A questão é que, inúmeras vezes, quando se pára para ter esses momentos, os canais de televisão não satisfazem o desejo de uma película que se coadune com o actual estado de espírito. Ou há-de ser muita violência, quando o que se precisa é de paz, ou um enredo muito triste, quando se sente necessidade de rir, ou um argumento demasiado parado, quando se requer estímulo para a acção. Também acontece em algumas fitas, que mais parecem uma manta de retalhos, não se perceber o alinhamento das cenas, consubstanciando a séria desconfiança de que não se trata de uma verdadeira história e de que alguém talvez se tivesse esquecido de elaborar o guião!

Independentemente disso, há películas para todos os gostos, com lágrimas para os mais chorões, suspiros profundos para os românticos, palavrões e pancada para os “durões”, suspense para as almas mais despertas, e até sustos de alta qualidade para os amantes do terror. É bom que a coragem destes últimos tenha consequências mais práticas do que o simples eco das palavras a proferi-la; não vá ocorrer que a humidade nas calcinhas contrarie o que a boca diz…

Os fantasmas e os esqueletos são um recurso sobejamente utilizado para testar a valentia dos espectadores.
Normalmente, os gritos provêm de audazes que apenas querem mostrar que, se tivessem medo, era naquelas circunstâncias que o sentiriam e daquele modo que o exprimiriam. As crianças, sinceras por natureza, pelo menos têm a bravura de assumir, como gente grande, os seus temores.

E se, de repente, numa conversa de esqueletos um deles afirmasse não ser capaz de dar um triplo salto mortal por receio de arriscar a pele?
Ou se aparecesse um fantasma supersticioso a perguntar a outro se acredita em humanos? Diferente, não é? Acaba por ser uma viagem ao outro lado de uma pseudo-realidade em que muitos acreditam, mas que provoca arrepios e pavor noutros tantos. Não obstante, há quem goste de um bom desafio e queira pôr à prova os seus supostos limites. É como a montanha russa: grita-se por uma coisa que, no fundo, dá prazer.

Umas horas prazeirosas é o que procuram aqueles que recorrem à imensa variedade de oferta que os DVD proporcionam. De facto, o preenchimento de determinada expectativa contribui para a boa disposição e, por conseguinte, para o bem-estar.

Maria Bijóias

Título: Quando queremos ver um filme

Autor: Maria Bijóias (todos os textos)

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Pulp Fiction: 20 anos depois

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Tema: Arte
Pulp Fiction: 20 anos depois\"Rua
Faz hoje 20 anos que estreou um dos mais importantes ícones cinematográficos americanos.

Pulp Fiction é um marco do cinema, que atirou para a ribalta Quentin Tarantino e as suas ideias controversas (ainda poucos tinham visto o brilhante “Cães Danados”).

Repleto de referências ao cinema dos anos 70 e com uma escolha de casting excepcional, Pulp Fiction conquistou o público com um discurso incisivo (os monólogos bíblicos de Samuel L. Jackson são um exemplo disso), uma violência propositadamente mordaz e uma não linearidade na sucessão dos acontecimentos, tudo isto, associado a um ritmo alucinante.

As três narrativas principais entrelaçadas de dois assassinos, um pugilista e um casal, valeram-lhe a nomeação para sete Óscares da Academia, acabando por vencer na categoria de Melhor Argumento Original, ganhando também o Globo de Ouro para Melhor Argumento e a Palma D'Ouro do Festival de Cannes para Melhor Filme.

O elenco era composto por nomes como John Travolta, Samuel L. Jackson, Bruce Willis, Uma Thurman e (porque há um português em cada canto do mundo) Maria de Medeiros.

Para muitos a sua banda sonora continua a constar na lista das melhores de sempre, e na memória cinéfila, ficam eternamente, os passos de dança de Uma Thurman e Travolta.

As personagens pareciam ser feitas à medida de cada actor.
Para John Travolta, até então conhecido pelos musicais “Grease” e “Febre de Sábado à Noite”, dar vida a Vincent Vega foi como um renascer na sua carreira.

Uma Thurman começou por recusar o papel de Mia Wallace, mas Tarantino soube ser persuasivo e leu-lhe o guião ao telefone até ela o aceitar.

Começava ali uma parceria profissional (como é habitual de Tarantino) que voltaria ao topo do sucesso com “Kill Bill”, quase 10 anos depois.

Com um humor negro afiadíssimo, Tarantino provou em 1994 que veio para revolucionar o cinema independente americano e nasceu aí uma inspirada carreira de sucesso, que ainda hoje é politicamente incorrecta, contradizendo-se da restante indústria.

Pulp Fiction é uma obra genial. Uma obra crua e simultaneamente refrescante, que sobreviveu ao tempo e se tornou um clássico.
Pulp Fiction foi uma lição de cinema!

Curiosidade Cinéfila:
pulp fiction ou revista pulp são nomes dados a revistas feitas com papel de baixa qualidade a partir do início de 1900. Essas revistas geralmente eram dedicadas às histórias de fantasia e ficção científica e o termo “pulp fiction” foi usado para descrever histórias de qualidade menor ou absurdas.

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Carla Correia

Título:Pulp Fiction: 20 anos depois

Autor:Carla Correia(todos os textos)

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