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O bem é progressão geométrica

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: DVD Filmes
O bem é progressão geométrica

Isso é o que se aprende quando se assiste ao filme “A Corrente do bem”(no Brasil) ou “Favores em Cadeia”(em Portugal). É um filme dramático, feito para emocionar o espectador, mas, sobretudo, para dar uma lição de esperança: se você fizer o bem e quem receber este bem o passar adiante, ele se espalhará e voltará de alguma forma para você.

Este é o jogo proposto pelo menino Trevor McKinney, vivido por Haley Joel Osment na história, ao realizar uma tarefa proposta na aula de estudos sociais. Seu professor, Eugene Simonet, interpretado pelo ator Kevin Spacey, solicita a tarefa de observar o mundo ao redor e criar um projeto que possa melhorar a realidade das pessoas e, com isso, mudar o mundo.

Surpreendentemente o menino, proveniente de uma família desestruturada, de mãe alcoólatra (Arlene, estrelado por Helen Hunt), avó solitária, não muito bem aceito pelos amigos, com um pai violento que bate na mãe, consegue levar adiante um projeto para mudar a vida de muitos ao redor, inclusive de sua mãe e de seu professor de estudos sociais.

A proposta desenvolvida por Trevor é muito simples: fazer um bem, um favor a três pessoas com a única intenção de que elas retribuam esse auxílio a mais três pessoas e assim sucessivamente numa progressão geométrica que atingiria o mundo todo. E assim, jogando o Pay it forward (Passe-o adiante), o menino consegue ver modificada a vida das pessoas que mais ama.

Porém, como, por incrível que pareça, o bem por vezes não é obrigação, é motivo de notícia, de destaque, o jovem Trevor passa a ser seguido por um repórter modificando a seqüência da trama e causando o inesperado final da história.

A Corrente do bem é um filme emocionante, com uma ideia positiva e possível para modificar tanta hostilidade e intolerância em que estamos presenciando no mundo hoje. Que tal adotar o Pay it forward em sua vida?

Há alguns críticos que não consideram o filme uma boa produção devido à direção de Mimi Leder, alegando ser uma produção sem grandes recursos estéticos, dramático em excesso, superficial e pouco realista. O que tenta qualificar o filme, segundo a visão destes críticos, são os excelentes atores e a ideia que propõe o roteiro.

Mas aos expectadores, sensíveis e carentes de boas ações que envolvam o seu ser e mudem a sua perspetiva de mundo, o filme representa uma forma de sublimação da emoção. É a possibilidade de fazer mais ao próximo e a si mesmo. Sair da acomodação e realmente fazer a diferença no mundo. Para alguém e para si próprio.


Rosana Fernandes

Título: O bem é progressão geométrica

Autor: Rosana Fernandes (todos os textos)

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Comentários - O bem é progressão geométrica

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Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal

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Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: Literatura
Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal\"Rua
Gertrude Stein foi uma escritora de peças de teatro, de peças de opera, de ficção, de biografia e de poesia, nascida nos Estados Unidos da América, e escreveu a Autobiografia de Alice B. Toklas, vestindo a pele, e ouvindo pela viva voz da sua companheira de 25 anos de vida, os relatos da historia de ambas, numa escrita acessível, apresentando situações caricatas ou indiscretas de grandes vultos da arte e da escrita da sua época. Alice B. Toklas foi também escritora, apesar de ter vivido sempre um pouco na sombra de Stein. Apesar de ambas terem crescido na Califórnia, apenas se conheceram em Paris, em 1907.


Naquela altura, Gertrude vivia há quatro anos com o seu irmão, o artista Leo Stein, no numero 27 da rue de Fleurus, num apartamento que se tinha transformado num salão de arte, recebendo exposições de arte moderna, e divulgando artistas que viriam a tornar-se muito famosos. Nestes anos iniciais em Paris, Stein estava a escrever o seu mais importante trabalho de início de carreira, Three Lives (1905).


Quando Gertrude e Alice se conheceram, a sua conexão foi imediata, e rapidamente Alice foi viver com Gertrude, tornando-se sua parceira de escrita e de vida. A casa, como se referiu atrás, tornou-se um local de reunião para escritores e artistas da vanguarda da época. Stein ajudou a lançar as carreiras de Matisse, e Picasso, entre outros, e passou a ser uma espécie de teórica de arte, aquela que descrevia os trabalhos destes artistas. No entanto, a maior parte das críticas que Stein recebia, acusavam-na de utilizar uma escrita demasiado densa e difícil, pelo que apenas em 1933, com a publicação da Autobiografia de Alice B. Toklas, é que o trabalho de Gertrude Stein se tornou de facto reconhecido e elogiado.


Alice foi o apoio de Gertrude, foi a dona de casa, a cozinheira, grande cozinheira aliás, vindo mais tarde a publicar algumas das suas receitas, e aquela que redigia e corrigia o que Gertrude lhe ditava. Assim, Toklas fundou uma pequena editora, a Plain Editions, onde publicava o trabalho de Gertrude. Aliás, é reconhecido nesta Autobiografia, que o papel de Gertrude, no casal, era o de marido, escrevendo e discutindo arte com os homens, enquanto Alice se ocupava da casa e da cozinha, e de conversar sobre chapéus e roupas com as mulheres dos artistas que visitavam a casa. Depois da morte de Gertrude, Alice continuou a promover o trabalho da sua companheira, bem como alguns trabalhos seus, de culinária, e um de memórias da vida que ambas partilharam.


Assim, este livro que inspirou o filme “Meia noite em Paris”, de Woody Allen, é um livro a não perder, já nas livrarias em Portugal, pela editora Ponto de Fuga.

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Liliana Félix Leite

Título:Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal

Autor:Liliana Félix Leite(todos os textos)

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