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E o Óscar vai para...

Categoria: DVD Filmes
Comentários: 5
E o Óscar vai para...

Na 81ª edição dos prémios da Academia, “Quem quer ser Bilionário?” foi a grande estrela, arrecadando 8 das treze estatuetas douradas para as quais estava nomeado. Esta franca vitória foi como uma chapada de luva branca dada por Danny Boyle, oscarizado como melhor realizador, a Hollywood e a toda a indústria cinematográfica, que lhe negaram financiamento para a concretização deste filme. A verdade é que mesmo sem este apoio, o filme foi um enorme sucesso. “Quem quer ser Bilionário?” conta a história de Jamal Malik, um rapaz órfão, criado nos bairros de lata de Mumbai, que está prestes a ganhar o célebre concurso televisivo “Quem quer ser Milionário?”. Suspeito de ter cometido fraude para ganhar o concurso, é torturado pela polícia, acabando por rever com o inspector todo o sofrimento que teve na vida e que acaba por se interligar com as perguntas que lhe foram colocadas no programa. Assim, conta a sua história de vida, desde o eterno amor por Latika, passando pela difícil relação com o irmão Salim, até aos momentos em que sobreviveu às maiores adversidades pelas quais passou. O certo é que todo este enredo acabou por vencer nas categorias de Melhor Filme, Melhor Realizador, de Melhor Argumento Adaptado, de Melhor Fotografia, Som, Montagem, Banda Sonora Original e Canção Original.

O segundo filme mais oscarizado foi “O Estranho Caso de Benjamin Button”, que arrecadou três prémios: Melhor Cenografia, Maquilhagem e Efeitos Visuais. Apesar de ter o maior número de nomeações, 13, ficou aquém das expectativas, além de não ter conseguido consagrar Brad Pitt como Melhor Actor.

No Kodak Theatre, Kate Winslet conquistou o seu primeiro Óscar, com o papel que desempenhou em “O Leitor”, derrotando actrizes como Angelina Jolie e Merryl Streep. Na parte masculina, Sean Peen protagonizou o triunfo menos esperado, ao arrecadar o Óscar de Melhor Actor pelo papel protagonizado em “MilK”, derrotando Mickey Rourke, que era tido como favorito, pelo seu papel em “O Wrestler”.

A espanhola Penélope Cruz venceu na categoria de Melhor Actriz Secundária pelo desempenho em “Vicky Christina Barcelona”.

Mas o momento mais emotivo da cerimónia aconteceu com a entrega do Óscar de Melhor Actor Secundário a Heath Ledger, falecido há pouco mais de um ano com overdose de medicamentos, pelo papel de Joker no filme “O Cavaleiro das Trevas”.
Este foi o segundo Óscar póstumo de interpretação, a ser atribuído na história da Academia. Os pais de Ledger subiram ao palco para receber a estatueta e fizeram um pequeno discurso que deixou a plateia visivelmente emocionada.

A cerimónia foi apresentada por Hugh Jackman, rompendo com a longa tradição de serem comediantes a cumprir essa função.

A passadeira estendeu-se uma vez mais para revelar uma noite recheada de surpresas e emoções.



Catarina Guedes Duarte

Título: E o Óscar vai para...

Autor: Catarina Guedes Duarte (todos os textos)

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Comentários     ( 5 )    recentes

  • SophiaSophia

    28-04-2014 às 04:34:01

    Lindo texto, a Rua Direita fica agradecida!

    ¬ Responder
  • M.L.E.- Soluções de ClimatizaçãoDaniela Vicente

    13-09-2012 às 11:41:16

    eu gostei do filme Quem quer ser bilionário, com uma imagem muito positiva, de como se pode vencer na vida sem ser bandido na índia. Jamal Malik é uma personagem encantadora, que desperta de imediato o apoio do espectador na busca por uma vida melhor no amor e no dinheiro. também o Estranho caso de Benjamin Button foi lindissimo. não sei dizer qual o melhor.

    ¬ Responder
  • M.L.E.- Soluções de ClimatizaçãoSofia Nunes

    11-09-2012 às 16:56:14

    Tive o prazer de ver a maioria dos filmes a que se refere no seu texto: “Quem quer ser Bilionário?”, “O Estranho Caso de Benjamin Button”, “O Cavaleiro das Trevas”, “Vicky Christina Barcelona”, “O Leitor” e “Milk”, sendo que os dois últimos passaram a integrar a minha lista de filmes favoritos. A preferência que atribuímos a alguns filmes está relacionada com as nossas características pessoais, pelo que me fascina particularmente a perseverança de Harvey Milk.

    ¬ Responder
  • M.L.E.- Soluções de ClimatizaçãoPaula Rita

    04-03-2009 às 23:58:41

    Amiga catarina, sonho em poder pisar a passadeira.

    É bom sonhar, eu vou continuar a faze-lo.

    A passadeira do sonho...

    ¬ Responder
  • M.L.E.- Soluções de Climatizaçãoroberto

    03-03-2009 às 22:43:56

    adoro-te catarina e adoro a forma como escreves e em particular este texto. um muito obrigado

    ¬ Responder

Comentários - E o Óscar vai para...

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Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal

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Tema: Literatura
Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal\"Rua
Gertrude Stein foi uma escritora de peças de teatro, de peças de opera, de ficção, de biografia e de poesia, nascida nos Estados Unidos da América, e escreveu a Autobiografia de Alice B. Toklas, vestindo a pele, e ouvindo pela viva voz da sua companheira de 25 anos de vida, os relatos da historia de ambas, numa escrita acessível, apresentando situações caricatas ou indiscretas de grandes vultos da arte e da escrita da sua época. Alice B. Toklas foi também escritora, apesar de ter vivido sempre um pouco na sombra de Stein. Apesar de ambas terem crescido na Califórnia, apenas se conheceram em Paris, em 1907.


Naquela altura, Gertrude vivia há quatro anos com o seu irmão, o artista Leo Stein, no numero 27 da rue de Fleurus, num apartamento que se tinha transformado num salão de arte, recebendo exposições de arte moderna, e divulgando artistas que viriam a tornar-se muito famosos. Nestes anos iniciais em Paris, Stein estava a escrever o seu mais importante trabalho de início de carreira, Three Lives (1905).


Quando Gertrude e Alice se conheceram, a sua conexão foi imediata, e rapidamente Alice foi viver com Gertrude, tornando-se sua parceira de escrita e de vida. A casa, como se referiu atrás, tornou-se um local de reunião para escritores e artistas da vanguarda da época. Stein ajudou a lançar as carreiras de Matisse, e Picasso, entre outros, e passou a ser uma espécie de teórica de arte, aquela que descrevia os trabalhos destes artistas. No entanto, a maior parte das críticas que Stein recebia, acusavam-na de utilizar uma escrita demasiado densa e difícil, pelo que apenas em 1933, com a publicação da Autobiografia de Alice B. Toklas, é que o trabalho de Gertrude Stein se tornou de facto reconhecido e elogiado.


Alice foi o apoio de Gertrude, foi a dona de casa, a cozinheira, grande cozinheira aliás, vindo mais tarde a publicar algumas das suas receitas, e aquela que redigia e corrigia o que Gertrude lhe ditava. Assim, Toklas fundou uma pequena editora, a Plain Editions, onde publicava o trabalho de Gertrude. Aliás, é reconhecido nesta Autobiografia, que o papel de Gertrude, no casal, era o de marido, escrevendo e discutindo arte com os homens, enquanto Alice se ocupava da casa e da cozinha, e de conversar sobre chapéus e roupas com as mulheres dos artistas que visitavam a casa. Depois da morte de Gertrude, Alice continuou a promover o trabalho da sua companheira, bem como alguns trabalhos seus, de culinária, e um de memórias da vida que ambas partilharam.


Assim, este livro que inspirou o filme “Meia noite em Paris”, de Woody Allen, é um livro a não perder, já nas livrarias em Portugal, pela editora Ponto de Fuga.

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Liliana Félix Leite

Título:Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal

Autor:Liliana Félix Leite(todos os textos)

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