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Dicas para comprar um brinquedo

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: Brinquedos
Visitas: 2
Comentários: 1
Dicas para comprar um brinquedo

Comprar um brinquedo pode não ser tarefa fácil. Se muitas vezes temos a ideia de que podemos deixar para a última da hora a compra de um brinquedo, esta tarefa pode tornar-se uma experiência um bocadinho complicada.

Em primeiro lugar, as crianças nos dias que correm têm de tudo. Desde jogos a bonecas, a carrinhos e camiões, entre legos e muitas, muitas outras coisas. Em segundo lugar, os gostos das crianças sofrem alterações diariamente. Com a publicidade excessiva e com a intenção de “atingir” as crianças e o seu consumismo irresponsável, marcas de brinquedos despejam para o mercado brinquedos novos e histórias fantásticas para brincar.

Se está na posição de comprar um brinquedo para uma criança, saiba que está prestes a entrar num mundo de aventura do qual não conseguirá sair com muita facilidade, e atingir o objetivo não será uma tarefa nada fácil.

Em primeiro lugar, entenda-se com os gostos da criança. Se é uma menina muito feminina que gosta de um mundo cor-de-rosa e rodeado de florzinhas e borboletas a aposta deverá seguir um caminho, mas se a criança for um menino muito traquina e irrequieto, a estrada para o corredor dos brinquedos dos rapazolas será outro. Conhecer a criança é essencial na compra de um brinquedo. Sabendo que cada criança tem a sua personalidade, respeite-a na hora de comprar um brinquedo.

Em segundo lugar tenha em conta a idade. Naturalmente que não comprará um guizo a uma criança de 4 anos, mas se cair no erro de comprar um brinquedo que não seja próprio para a idade do petiz, o desastre instala-se. Todos os brinquedos aprovados pela União Europeia, são obrigados a indicar a idade própria para utilização. Nem mais, nem menos, a idade deve ser a indicada.

Para terceiro, o tamanho. Prendas demasiado grandes não são na realidade fáceis de brincar, excetuando se está a pensar num escorrega para o jardim. Brinquedos de quarto não devem ser grandes. Além de serem difíceis de montar, o espaço que ocupam impossibilita uma brincadeira em pleno.

Cada criança cria e detém o seu mundo. Obrigue-se a conhecê-lo e a despertar novos horizontes sem ferir suscetibilidades. Oferecer coisas diferentes do habitual também pode ser uma excelente ideia, mas impõe-se que posteriormente alguém acompanhe a criança na brincadeira para lhe permitir uma descoberta mais segura e interessante.

Se não quer falhar mesmo, um jogo didático é sempre uma excelente ideia. Jogos que desenvolvam e alimentem intelectualmente são sempre uma aposta segura.

Mesmo que se sinta confuso e renitente, nunca se esqueça que se deve divertir nesta compra. Afinal está a comprar um brinquedo.


Carla Horta

Título: Dicas para comprar um brinquedo

Autor: Carla Horta (todos os textos)

Visitas: 2

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Imagem por: monozygotic.com

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Comentários     ( 1 )    recentes

  • SophiaSophia

    25-04-2014 às 18:39:10

    Adorei as dicas de como comprar um brinquedo. É bom válido dar um brinquedo que sua criança brinque, o utilize no dia a dia. Muitas vezes, um brinquedo que a criança gosta de início e brinca, logo deixa, pois acaba perdendo a vontade. Precisa ser algo que lhe dê prazer e alegria.

    ¬ Responder

Comentários - Dicas para comprar um brinquedo

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Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

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Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: DVD Filmes
Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.\"Rua
Este texto irá falar sobre o filme Ex_Machina, nele podem e vão ocorrer Spoillers, então se ainda não viram o filme, vejam e voltem depois para lê-lo.

Impressões iniciais:

Ponto para o filme. Já que pela sinopse baixei a expectativa ao imaginar que era apenas mais um filme de robôs com complexo de Pinóquio, mas evidentemente que é muito mais que isso.

Desde as primeiras cenas é possível perceber que o filme tem algo de especial, pois não vemos uma cena de abertura com nenhuma perseguição, explosão ou ação sem propósito, típica em filmes hollywoodianos.
Mais um ponto, pois no geral o filme prende mais nos diálogos cerebrais do que na história em si, e isso é impressionante para o primeiro filme, como diretor, de Alex Garland (também roteirista do filme). O filme se mostrou eficiente em criar um ambiente de suspense, em um enredo, aparentemente sem vilões ou perigos, que prende o espectador.

Entrando um pouco no enredo, não é difícil imaginar que tem alguma coisa errada com Nathan Bateman (Oscar Isaac), que é o criador do android Ava (Alicia Vikander), pois ele vive isolado, está trabalhando num projeto de Inteligência Artificial secreto e quando o personagem orelha, Caleb Smith (Domhnall Gleeson), é introduzido no seu ambiente, o espectador fica esperando que em algum momento ele (Nathan) se mostrará como vilão. No entanto isso ocorre de uma forma bastante interessante no filme, logo chegaremos nela.

Falando um pouco da estética do filme, ponto para ele de novo, pois evita a grande cidade (comum nos filmes de FC) como foco e se concentra mais na casa de Nathan, que fica nas montanhas cercadas de florestas e bastante isolado. Logo de cara já é possível perceber que a estética foi pensada para ser lembrada, e não apenas um detalhe no filme. A pesar do ambiente ser isolado era preciso demonstras que os personagens estão em um mundo modernizado, por isso o cineasta opta por ousar na arquitetura da casa de Nathan.

A casa é nesses moldes novos onde a construção se mistura com o ambiente envolta. Usando artifícios como espelhos, muitas paredes de vidro, estruturas de madeira e rochas, dando a impressão de camuflagem para a mesma, coisa que os ambientalistas julgam favorável à natureza. Por dentro se pode ver de forma realista como podem ser as smart-house, não tenho certeza se o termo existe, mas cabe nesse exemplo. As paredes internas são cobertas com fibra ótica e trocam de cor, um efeito que além de estético ajuda a criar climas de suspense, pois há momentos onde ocorrem quedas de energia, então fica tudo vermelho e trancado.

O papel de Caleb á ajudar Nathan a testar a IA de AVA, mas com o desenrolar da história Nathan revela que o verdadeiro teste está em saber se Ava é capaz de “usar”, ou “se aproveitar” de Caleb, que se demonstra ser uma pessoa boa.

Caleb é o típico nerd introvertido, programador, sem amigos, sem família e sem namorada. Nathan também representa a evolução do nerd. O nerd nos dias de hoje. Por fora o cara é careca, barbudão com uns traços orientais (traços indianos, pois a Índia também fica no Oriente), bebê bastante e ao mesmo tempo malha e mantém uma dieta saudável pra compensar. E por dentro é um gênio da programação que criou, o google, o BlueBook, que é um sistema de busca muito eficiente.

Destaque para um diálogo sobre o BlueBook, onde Nathan fala para Caleb:
“Sabe, meus concorrentes estavam tão obcecados em sugar e ganhar dinheiro por meio de compras e mídia social. Achavam que ferramenta de pesquisa mapeava O QUE as pessoas pensavam. Mas na verdade eles eram um mapa de COMO as pessoas pensavam”.

Impulso. Resposta. Fluido. Imperfeição. Padronização. Caótico.

A questão filosófica vai além disso esbarrando no conceito de “vontade de potência”, de Nietzche, mas sobre isso não irei falar aqui, pois já há textos muito bons por aí.

Tem outra coisa que o filme me lembrou, que eu não sei se é referência ou se foi ocasional, mas o local onde Ava está presa e a forma como ela fica deitada num divã, e questiona se Caleb a observa por detrás das câmeras, lembra o filme “A pele que habito” de Almodóvar, um outro filme excelente que algum dia falarei por aqui.

Talvez seja uma versão “O endoesqueleto de metal e silicone que habito”, ou “O cérebro positrônico azul que habito”, mesmo assim não podia deixar de citar a cena por que é muito interessante.

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Jhon Erik Voese

Título:Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

Autor:Jhon Erik Voese(todos os textos)

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Comentários

  • Suassuna 11-09-2015 às 02:03:47

    Gostei do texto, irei conferir o filme.

    ¬ Responder
  • Jhon Erik VoeseJhon Erik Voese

    15-09-2015 às 15:51:02

    Que bom, obrigado! Espero que goste do filme também!

    ¬ Responder

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