Bem vindo à Rua Direita!
Eu sou a Sophia, a assistente virtual da Rua Direita.
Em que posso ser-lhe útil?

Email

Questão

a carregar
Textos | Produtos                                                    
|
Top 30 | Categorias

Email

Password


Esqueceu a sua password?
Início > Textos > Categoria > Literatura > Detective Lumber

Detective Lumber

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: Literatura
Detective Lumber

Detetive Samuel Lumber tinha acabado tomar o seu suminho de laranja com gás, quando ouve um precipitado bater da porta.
-Pode entrar. E entrando era o seu grande amigo Comissário Sam Mack.
-Boas Samuel, como vai a tua vida?
-Ia melhor se houvesse mais criminosos.
-Não me digas.
-Digo pois, o negócio anda um bocado parado.
-Pois ainda bem, vim aqui trazer-te um caso que provavelmente, tu poderás ajudar.
-Sabes que, prefiro estar num lado e as autoridades do outro.
-Trata-se do caso “As joias de Neptuno”.
-Não pode.
-Pode sim, infelizmente julgávamo-las perdidas, mas uma delas foi recentemente descoberta.
-Então?
-Acontece que “Esguio” Al, morreu recentemente, algo envolvendo disputas por causa de território de gangster. Honestamente a mim pouco me importa, matam se uns aos outros tanto faz, o que é certo que um dos seus maiores compinchas Zeus Berdani foi encontrado com uma das joias, ele pediu auxílio policial para a família dele, em troca deu uma das joias.
-Bem já só faltam quatro. Ele disse o resto?
-Ele suicidou-se com um balázio da cabeça.
-Apanhou-o foi?
-Aparentemente ele sofria de stress e de depressão. A sério algo triste.
-Pena pelo Diabo?
-Mas pelo chapéu dele. Era muito bonito.
-Mais alguma pista?
-Não.
-Então, não sei o que queres de mim.
-Foste sempre um bom farejador de pistas.
-Andas a chamar-me de cão?
-Não, mas eu sei que sabes morder.
-Eu não era muito capaz de te auxiliar desse caso.
-Preferia que sim.
-Pois o que preferes ou não é indiferente para a minha vida.
-Temo que não seja o caso.
-Porque?
-Bem acontece que, a licença de Detetive deve estar prestes a caducar.
-Só lá para ao fim deste ano.
-Acontece que deste caso eu posso revogá-la.
-Não se atreveria!
-Atrevo-me sim. És a única hipótese de podermos resolver este caso.
-Porque eu?
-Tu tiveste experiencia desse caso, podes resolve-lo uma vez por todas, e voltares para a policia.
-Uma coisa de cada vez.
-Tudo bem. Ajudas-nos?
-…Sim.
Detetive Samuel Lumber acompanhou Comissário Sam Mack, este falou alguns duns detalhes mais específicos, como por exemplo Zeus, disse que tinha dado algumas das joias como oferenda de paz para os gangster mas o chefe guardou a maior só para si, infelizmente acontece que isso não resolveu a pacificar os seus rivais. Al era visto como o mais poderoso e ameaçador deles todos, mas constava-se que ele tinha negócios com a policia, em vez de usar o medo como os outros gangsters, ele financiava-os, dava dinheiro para pagar a educação aos filhos de alguns agentes ou ajudar a pagar dividas sem que ele ficassem endividados com ele, mostrava atos generosidade, que fazia os outros suspeitarem dele, também consoante que alguns rivais mais odiados de Al, também foram parar a cadeia, duma maneira deveras suspeita.
-Eu então suponho que Al tinha poucas amizades.
-Certo, Zeus era o seu braço-direito, mas agora com ele morto, será mais difícil procurar o que queremos.
-Ele tinha dito aonde parava o resto das joias?
-Não sabia.
-Achas que Mike English pode estar envolvido?
-Sabes que ele morreu não sabes?
-O corpo dele nunca mais foi achado.
-Duvido que pudesse ter sido ele.
-Porque pararam as buscas?
-O sitio mais credível aonde ele estivesse era do oceano, depois de cinco dias estimamos que ou tinha sido levado pelas àguas ou devorado.
-Como é que o Al morreu novamente, balázio da cabeça.
-Como o Zeus, foi suicídio?
-Bem pode pensar que sim, mas duvido muito.
-Então não é de muito longe pensar que Zeus teve o mesmo destino.
-Al tinha um revolver da mão, mas a gente o conhecia, era obvio que foi causado por um adversário, a bala não combina com o revolver que ele tinha da mão.
-Se calhar, eles não estavam à espera que a balística os descobrisse.
-Eh os bandidos dos dias de hoje têm que ficar cada vez mais espertos.
-E nós também. Então qual é a primeira pessoa que devemos ir fazer perguntas?
-A mulher do Al

-Eu já tinha dito que não sei de nada.
Dizia a viúva de Al “Esguio”, um poderoso chefe de gangster que havia aqui da cidade de Detetive Samuel Lumber e Comissário Sam Mack, Al recentemente tinha sido morto com um tiro da cabeça, em casos normais isto indicaria suicídio, mas isto não era um caso normal, mais joias preciosas de Al, teriam sido roubadas, e o seu antigo braço direito, também morreu, da mesma forma, talvez isto indicando, que poderia haver algo mais. Tinha dito o Comissário
-Ouça minha senhora, saiba que mentir às autoridades geralmente nunca é muito boa ideia.
- Tenho pouco medo, de vocês. Ripostou Lucy, a viúva, ela demonstrava uma frieza deveras forte para alguém que perdeu o marido recentemente, de facto sempre houve rumores que ela estava apenas pelo dinheirinho. Fosse como fosse eles não conseguiram arrancar nada dela.
-Existe possibilidade de ela ser suspeita de alguma coisa? Perguntou Lumber.
-Bem o álibi dela era que estava da casa da prima da hora do suposto crime.
-A prima confere isso?
-A prima parece não existir.
-Como assim?
-Quando foram ter com a prima, aparentemente partiu pouco tempos depois.
-Então ela obviamente mente, é um bocado digamos conveniente não? Devia estar presa.
-Bem tem advogados que estão a impedir isso.
-E agora?
-Resta-nos a família do seu braço direito.
-A família Berdani.
-Exatamente.
-Achas que serão mais cooperativos?
-Honestamente não sei. Bem vem comigo conheço um atalho
Quando chegaram à dita casa de repente descobriram que a casa estava rodeada de um montão de gente, sem falar de que existia policias, da verdade tratava-se duma cena do crime. O comissário encontrou-se com o tenente Louis MacIntosh.
-Comissário Mack, infelizmente a família for morta.
-Como é que isso pode ser possível?
-Bem pensa-se que se trate duma metralhadora.
-Isto está bonito. Disse Lumber.
Lumber via uma mulher, duas crianças, um idoso, sem duvida parecia um trabalho de Mike English.
Mike English era um assassino perverso, com uma sede sangue quase inesgotável, conta-se que se tronou assassino por contrato aos 20 anos, geralmente eles começam uma década mais tarde, poderia talvez vir da sua possivel já vasta experiencia. Mike English nem se calhar seria o seu nome verdadeiro, este trabalhava para Al, houve um certo trabalhinho que Mike tinha que fazer, esse trabalho consistia em roubar as “Jóias de Neptuno” não era necessário assassinar qualquer outro, apenas em extremo caso, mas Mike bem, ele gostava muito de fazer constava-se que centenas de corpos ficaram pela sua autoria, algo que o próprio Al não suportava mais, ele ajudou deste caso a apanhar o Mike, da verdade Mike fugiu de carro a toda a velocidade indo parar à agua. Achou-se o carro, mas nunca a pessoa.
Lumber lembra-se que a maneira de ver se era o tal assassino era quando deixava…
-Tenente, Comissário, achamos isto.
Uma carta de coringa… ou mais conhecido por Joker

Fim

A HISTORIA CONTINUARÁ NA PRÓXIMA SEMANA

Manuel Velez

Título: Detective Lumber

Autor: Manuel Velez (todos os textos)

Visitas: 0

603 

Comentários - Detective Lumber

voltar ao texto
  • Avatar *     (clique para seleccionar)


  • Nome *

  • Email

    opcional - receberá notificações

  • Mensagem *

  • Os campos com * são obrigatórios


  • Notifique-me de comentários neste texto por email.

  • Notifique-me de respostas ao meu comentário por email.

Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

Ler próximo texto...

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: DVD Filmes
Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.\"Rua
Este texto irá falar sobre o filme Ex_Machina, nele podem e vão ocorrer Spoillers, então se ainda não viram o filme, vejam e voltem depois para lê-lo.

Impressões iniciais:

Ponto para o filme. Já que pela sinopse baixei a expectativa ao imaginar que era apenas mais um filme de robôs com complexo de Pinóquio, mas evidentemente que é muito mais que isso.

Desde as primeiras cenas é possível perceber que o filme tem algo de especial, pois não vemos uma cena de abertura com nenhuma perseguição, explosão ou ação sem propósito, típica em filmes hollywoodianos.
Mais um ponto, pois no geral o filme prende mais nos diálogos cerebrais do que na história em si, e isso é impressionante para o primeiro filme, como diretor, de Alex Garland (também roteirista do filme). O filme se mostrou eficiente em criar um ambiente de suspense, em um enredo, aparentemente sem vilões ou perigos, que prende o espectador.

Entrando um pouco no enredo, não é difícil imaginar que tem alguma coisa errada com Nathan Bateman (Oscar Isaac), que é o criador do android Ava (Alicia Vikander), pois ele vive isolado, está trabalhando num projeto de Inteligência Artificial secreto e quando o personagem orelha, Caleb Smith (Domhnall Gleeson), é introduzido no seu ambiente, o espectador fica esperando que em algum momento ele (Nathan) se mostrará como vilão. No entanto isso ocorre de uma forma bastante interessante no filme, logo chegaremos nela.

Falando um pouco da estética do filme, ponto para ele de novo, pois evita a grande cidade (comum nos filmes de FC) como foco e se concentra mais na casa de Nathan, que fica nas montanhas cercadas de florestas e bastante isolado. Logo de cara já é possível perceber que a estética foi pensada para ser lembrada, e não apenas um detalhe no filme. A pesar do ambiente ser isolado era preciso demonstras que os personagens estão em um mundo modernizado, por isso o cineasta opta por ousar na arquitetura da casa de Nathan.

A casa é nesses moldes novos onde a construção se mistura com o ambiente envolta. Usando artifícios como espelhos, muitas paredes de vidro, estruturas de madeira e rochas, dando a impressão de camuflagem para a mesma, coisa que os ambientalistas julgam favorável à natureza. Por dentro se pode ver de forma realista como podem ser as smart-house, não tenho certeza se o termo existe, mas cabe nesse exemplo. As paredes internas são cobertas com fibra ótica e trocam de cor, um efeito que além de estético ajuda a criar climas de suspense, pois há momentos onde ocorrem quedas de energia, então fica tudo vermelho e trancado.

O papel de Caleb á ajudar Nathan a testar a IA de AVA, mas com o desenrolar da história Nathan revela que o verdadeiro teste está em saber se Ava é capaz de “usar”, ou “se aproveitar” de Caleb, que se demonstra ser uma pessoa boa.

Caleb é o típico nerd introvertido, programador, sem amigos, sem família e sem namorada. Nathan também representa a evolução do nerd. O nerd nos dias de hoje. Por fora o cara é careca, barbudão com uns traços orientais (traços indianos, pois a Índia também fica no Oriente), bebê bastante e ao mesmo tempo malha e mantém uma dieta saudável pra compensar. E por dentro é um gênio da programação que criou, o google, o BlueBook, que é um sistema de busca muito eficiente.

Destaque para um diálogo sobre o BlueBook, onde Nathan fala para Caleb:
“Sabe, meus concorrentes estavam tão obcecados em sugar e ganhar dinheiro por meio de compras e mídia social. Achavam que ferramenta de pesquisa mapeava O QUE as pessoas pensavam. Mas na verdade eles eram um mapa de COMO as pessoas pensavam”.

Impulso. Resposta. Fluido. Imperfeição. Padronização. Caótico.

A questão filosófica vai além disso esbarrando no conceito de “vontade de potência”, de Nietzche, mas sobre isso não irei falar aqui, pois já há textos muito bons por aí.

Tem outra coisa que o filme me lembrou, que eu não sei se é referência ou se foi ocasional, mas o local onde Ava está presa e a forma como ela fica deitada num divã, e questiona se Caleb a observa por detrás das câmeras, lembra o filme “A pele que habito” de Almodóvar, um outro filme excelente que algum dia falarei por aqui.

Talvez seja uma versão “O endoesqueleto de metal e silicone que habito”, ou “O cérebro positrônico azul que habito”, mesmo assim não podia deixar de citar a cena por que é muito interessante.

Pesquisar mais textos:

Jhon Erik Voese

Título:Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

Autor:Jhon Erik Voese(todos os textos)

Alerta

Tipo alerta:

Mensagem

Conte-nos porque marcou o texto. Essa informação não será publicada.

Deixe o seu comentárioDeixe o seu comentário

Comentários

  • Suassuna 11-09-2015 às 02:03:47

    Gostei do texto, irei conferir o filme.

    ¬ Responder
  • Jhon Erik VoeseJhon Erik Voese

    15-09-2015 às 15:51:02

    Que bom, obrigado! Espero que goste do filme também!

    ¬ Responder

Pesquisar mais textos:

Deixe o seu comentário

  • Nome *

  • email

    opcional - receberá notificações

  • mensagem *

  • Os campos com * são obrigatórios