Bem vindo à Rua Direita!
Eu sou a Sophia, a assistente virtual da Rua Direita.
Em que posso ser-lhe útil?

Email

Questão

a carregar
Textos | Produtos                                                    
|
Top 30 | Categorias

Email

Password


Esqueceu a sua password?
Início > Textos > Categoria > Outros > O egito, um dom do Nilo?

O egito, um dom do Nilo?

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: Outros
Visitas: 58
Comentários: 4
O egito, um dom do Nilo?

Os egípcios tiveram uma grande civilização, que se estendeu por três mil anos e onde reinaram muitos faraõs. A sua localização é no nordeste de àfrica, e está confinada a leste com o deserto da Arábia e a oeste a Líbia.

O seu clima é quente e seco, e é atravessado pelo rio Nilo, que se estende para o norte e desagua no Mediterrânio. Segundo o o historiador grego, Heródoto, o Egito é o dom do Nilo. Isto porque toda a civilização floreceu graças ao rio, adorada como um deus, o Hapi, pelos antigos egípcios.

Todos os anos este rio tinha cheias, cujas chuvas tropicais, junto da necente do rio, faziam subir o caudal, provocando inundações das margens, entre julho e setembro, e a sua fertilização era feita pelo lodo, depositado nos campos.

Foi por isso, que os egípcios chamaram aos seu país Terra Negra de Kamet. Para levar água a outros terras, os camponeses construíram canais, para travar o seu avanço e também levantaram diques.

Desenvolveram uma agricultura bastante produtiva, que era a base da economia egípcia. A partir de outubro, o caudal do rio voltava sempre ao seu curso normal, as águas recuavam e os solos eram preparados para as sementeiras.

Os camponeses cultivavam cereais, favas, lentilhas, ervilhas, alho, cebolas e linho, entre outros produtos. Além destes, produziam ainda figos, azeitonas, tâmaras e româs.

A pecuária já estava desenvolvida e era uma atividade vital. Criavam cabras, carneiros, porcos, bois e aves, sendo alguns exclusivamente para a alimentação. Outros serviam para transporte de carga e para ajudar nos trabalhos agrícolas.

A caça e a pesca complementavam a alimentação e os pobres comiam mais peixe do que carne.
Os artesãos dedicavam-se a fabricar os objetos como vestuário, calçado, loiça e móveis.
Na verdade, o rio Nilo era um excelente eio para se fazer comércio.

Os egípcios importavam madeira, marfim e metais e exportavam papiro, linho, tecidos e peixe seco, para o Líbano e Mesopotâmia. O linho e o papiro eram cultivados nas margens do rio Nilo e eram objeto de riqueza na sua economia.

No que diz respeito ao artesanato e comércio, as mulheres faziam os tecidos em teares horizontais. Os oleiros já usavam a roda no seu trabalho.

Nos mercados fazia-se a troca direta e os vendedores eram os próprios produtores.

O Egito era quase autossuficiente e o comércio externo teve um papel relevante. Era o faraó que controlava o comércio.


Teresa Maria Batista Gil

Título: O egito, um dom do Nilo?

Autor: Teresa Maria Gil (todos os textos)

Visitas: 58

768 

Deixe o seu comentárioDeixe o seu comentário

Comentários     ( 4 )    recentes

  • Vicente SilvaVicente

    31-07-2014 às 05:54:13

    Fantástico texto!

    ¬ Responder
  • Pei mendis

    14-08-2013 às 09:00:32

    Gostaria de saber porque que ejipto é dom do nilo?

    ¬ Responder
  • Reginado

    06-06-2013 às 11:58:07

    obrigado pela resposta, graças a si, ja tenho noçoes sobre o egito é um dom do nilo.

    ¬ Responder
  • Teresa Maria Batista GilTeresa Maria Batista Gil

    18-09-2012 às 10:10:38

    O Egito é famoso pela cheias periódicas do rio Nilo duas vezes no ano.Se não fossem estas cheias o Egito não podia produzir os produtos agrícolas e o papiro típico das margens do rio que o atravessa.È por isso que se conhece a expressão "o egito é um dom do Nilo" porque sem ele o Egito seria um imenso deserto.

    ¬ Responder

Comentários - O egito, um dom do Nilo?

voltar ao texto
  • Avatar *     (clique para seleccionar)


  • Nome *

  • Email

    opcional - receberá notificações

  • Mensagem *

  • Os campos com * são obrigatórios


  • Notifique-me de comentários neste texto por email.

  • Notifique-me de respostas ao meu comentário por email.

Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal

Ler próximo texto...

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: Literatura
Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal\"Rua
Gertrude Stein foi uma escritora de peças de teatro, de peças de opera, de ficção, de biografia e de poesia, nascida nos Estados Unidos da América, e escreveu a Autobiografia de Alice B. Toklas, vestindo a pele, e ouvindo pela viva voz da sua companheira de 25 anos de vida, os relatos da historia de ambas, numa escrita acessível, apresentando situações caricatas ou indiscretas de grandes vultos da arte e da escrita da sua época. Alice B. Toklas foi também escritora, apesar de ter vivido sempre um pouco na sombra de Stein. Apesar de ambas terem crescido na Califórnia, apenas se conheceram em Paris, em 1907.


Naquela altura, Gertrude vivia há quatro anos com o seu irmão, o artista Leo Stein, no numero 27 da rue de Fleurus, num apartamento que se tinha transformado num salão de arte, recebendo exposições de arte moderna, e divulgando artistas que viriam a tornar-se muito famosos. Nestes anos iniciais em Paris, Stein estava a escrever o seu mais importante trabalho de início de carreira, Three Lives (1905).


Quando Gertrude e Alice se conheceram, a sua conexão foi imediata, e rapidamente Alice foi viver com Gertrude, tornando-se sua parceira de escrita e de vida. A casa, como se referiu atrás, tornou-se um local de reunião para escritores e artistas da vanguarda da época. Stein ajudou a lançar as carreiras de Matisse, e Picasso, entre outros, e passou a ser uma espécie de teórica de arte, aquela que descrevia os trabalhos destes artistas. No entanto, a maior parte das críticas que Stein recebia, acusavam-na de utilizar uma escrita demasiado densa e difícil, pelo que apenas em 1933, com a publicação da Autobiografia de Alice B. Toklas, é que o trabalho de Gertrude Stein se tornou de facto reconhecido e elogiado.


Alice foi o apoio de Gertrude, foi a dona de casa, a cozinheira, grande cozinheira aliás, vindo mais tarde a publicar algumas das suas receitas, e aquela que redigia e corrigia o que Gertrude lhe ditava. Assim, Toklas fundou uma pequena editora, a Plain Editions, onde publicava o trabalho de Gertrude. Aliás, é reconhecido nesta Autobiografia, que o papel de Gertrude, no casal, era o de marido, escrevendo e discutindo arte com os homens, enquanto Alice se ocupava da casa e da cozinha, e de conversar sobre chapéus e roupas com as mulheres dos artistas que visitavam a casa. Depois da morte de Gertrude, Alice continuou a promover o trabalho da sua companheira, bem como alguns trabalhos seus, de culinária, e um de memórias da vida que ambas partilharam.


Assim, este livro que inspirou o filme “Meia noite em Paris”, de Woody Allen, é um livro a não perder, já nas livrarias em Portugal, pela editora Ponto de Fuga.

Pesquisar mais textos:

Liliana Félix Leite

Título:Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal

Autor:Liliana Félix Leite(todos os textos)

Alerta

Tipo alerta:

Mensagem

Conte-nos porque marcou o texto. Essa informação não será publicada.

Pesquisar mais textos:

Deixe o seu comentário

  • Nome *

  • email

    opcional - receberá notificações

  • mensagem *

  • Os campos com * são obrigatórios