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O Bullying Dentro de Casa

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: Outros
Visitas: 314
Comentários: 3
O Bullying Dentro de Casa

Muito se tem falado sobre o bullying e a forma como afeta as nossas crianças e jovens. Esta agressividade, quer seja física ou emocional, causa marcas irreversíveis para toda a vida. Existem inclusive traumas que têm de ser tratadas com visitas a um terapeuta ou psicólogo e acompanhadas por medicação.
Ansiedade, angustia e muitas vezes o desespero são sentimentos que muitas das nossas crianças e jovens conhecem e as vitimas não conseguem muitas vezes encontrar um equilíbrio e uma saída. A família é fundamental para superar casos de bullying e a tranquilidade e segurança que sentem em casa são fatores fundamentais para ultrapassar tão gigantesco problema.
No entanto, em casa, o bullying pode acontecer de forma muito mais agressiva. Naquele que é supostamente o meio mais reconfortante, existem crianças que sofrem bulliyng por parte de membros diretos da família.
Existem casos de irmãos que não suportam a presença e a existência do irmão e qualquer meio serve para atingir o fim. Proporcionar todos os maus momentos possíveis ao irmão, em prol de mostrar aos pais que ele sim, é o menino e filho exemplar.
Ao viverem na mesma casa, o agressor sente-se num local conhecido e a sua confiança aumenta. Quanto à vítima, a situação é bem mais complicada, até porque para falar com os pais, não se queixará de outra criança qualquer, mas sim do outro filho deles. Poderá ter a sensação que os pais não vão acreditar na sua palavra ou que irão escolher o irmão, o que agravará ainda mais a sua posição dentro de casa.
No entanto, os irmãos podem não ser os agressores. A agressão verbal pode partir da parte de um dos progenitores. A violência física pode nunca existir, mas as agressões verbais traumatizam e marcam para toda a vida.
Uma mãe que não incentive um filho ou que não o encoraje para a vida, contribui para um saldo negativo na autoestima do filho. Agredi-lo com palavras que contribuem para ele se sinta deprimido é bullying.
Quantos são aqueles que criticam noticiários e jornais que relatam casos de bullying e o fazem em casa quando tornam os seus filhos em pessoas inseguras e nervosas? Acusar um filho de que não faz nada bem, de que a sua existência implica necessidades da sua parte, que deixou de viver como queria quando ele nasceu e até mesmo numa recusa permanente de amor maternal/paternal são considerados maus tratos aos olhos de qualquer um que o olhe de fora.
Estude as suas atitudes perante os seus filhos. Ninguém diz que desculpar e permitir excessos é dar amor, mas dê atenção e siga os passos deles. Encoraje-os e permita que eles errem, afinal, isso faz parte de viver. Alimente a autoestima dos seus filhos e perante dificuldades, deixe-os tentar, dando-lhes a certeza que estará por perto para apoiar a queda e tratar-lhes das feridas.

Carla Horta

Título: O Bullying Dentro de Casa

Autor: Carla Horta (todos os textos)

Visitas: 314

767 

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Comentários     ( 3 )    recentes

  • Vicente SilvaVicente

    18-08-2014 às 04:47:20

    Muito difícil quando o bullying é dentro de sua própria casa. É bom saber lidar com isso, mas nem sempre temos paciência.

    ¬ Responder
  • Marcello Godoy

    19-12-2013 às 02:58:08

    passei a maior parte da vida sofrendo bullying, desde a minha infância eu vivo nesse inferno
    hoje tenho 26 anos e autismo leve, e ainda sofro com essa forma NEFASTA de assédio moral e dentro da minha família o buraco é bem mais embaixo, aliás, qualquer lugar é propenso pra sofrer bullying
    resumindo, eu durmo com vários inimigos fortíssimos e ninguém, eu disse NINGUÉM, faz nada, ou seja, é eu sozinho contra todo mundo

    ¬ Responder
  • regiane soeiro casanova

    13-03-2013 às 10:46:32

    foi importante conhecer mais um pouco de bullyng,passei por isso quando criança,e hoje vivo tentando esquecer.é ótimo as pessoas tomarem conhecimento disso pois evitaremos muitas tragedias e sofrimentos para ambos.

    ¬ Responder

Comentários - O Bullying Dentro de Casa

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Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

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Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: DVD Filmes
Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.\"Rua
Este texto irá falar sobre o filme Ex_Machina, nele podem e vão ocorrer Spoillers, então se ainda não viram o filme, vejam e voltem depois para lê-lo.

Impressões iniciais:

Ponto para o filme. Já que pela sinopse baixei a expectativa ao imaginar que era apenas mais um filme de robôs com complexo de Pinóquio, mas evidentemente que é muito mais que isso.

Desde as primeiras cenas é possível perceber que o filme tem algo de especial, pois não vemos uma cena de abertura com nenhuma perseguição, explosão ou ação sem propósito, típica em filmes hollywoodianos.
Mais um ponto, pois no geral o filme prende mais nos diálogos cerebrais do que na história em si, e isso é impressionante para o primeiro filme, como diretor, de Alex Garland (também roteirista do filme). O filme se mostrou eficiente em criar um ambiente de suspense, em um enredo, aparentemente sem vilões ou perigos, que prende o espectador.

Entrando um pouco no enredo, não é difícil imaginar que tem alguma coisa errada com Nathan Bateman (Oscar Isaac), que é o criador do android Ava (Alicia Vikander), pois ele vive isolado, está trabalhando num projeto de Inteligência Artificial secreto e quando o personagem orelha, Caleb Smith (Domhnall Gleeson), é introduzido no seu ambiente, o espectador fica esperando que em algum momento ele (Nathan) se mostrará como vilão. No entanto isso ocorre de uma forma bastante interessante no filme, logo chegaremos nela.

Falando um pouco da estética do filme, ponto para ele de novo, pois evita a grande cidade (comum nos filmes de FC) como foco e se concentra mais na casa de Nathan, que fica nas montanhas cercadas de florestas e bastante isolado. Logo de cara já é possível perceber que a estética foi pensada para ser lembrada, e não apenas um detalhe no filme. A pesar do ambiente ser isolado era preciso demonstras que os personagens estão em um mundo modernizado, por isso o cineasta opta por ousar na arquitetura da casa de Nathan.

A casa é nesses moldes novos onde a construção se mistura com o ambiente envolta. Usando artifícios como espelhos, muitas paredes de vidro, estruturas de madeira e rochas, dando a impressão de camuflagem para a mesma, coisa que os ambientalistas julgam favorável à natureza. Por dentro se pode ver de forma realista como podem ser as smart-house, não tenho certeza se o termo existe, mas cabe nesse exemplo. As paredes internas são cobertas com fibra ótica e trocam de cor, um efeito que além de estético ajuda a criar climas de suspense, pois há momentos onde ocorrem quedas de energia, então fica tudo vermelho e trancado.

O papel de Caleb á ajudar Nathan a testar a IA de AVA, mas com o desenrolar da história Nathan revela que o verdadeiro teste está em saber se Ava é capaz de “usar”, ou “se aproveitar” de Caleb, que se demonstra ser uma pessoa boa.

Caleb é o típico nerd introvertido, programador, sem amigos, sem família e sem namorada. Nathan também representa a evolução do nerd. O nerd nos dias de hoje. Por fora o cara é careca, barbudão com uns traços orientais (traços indianos, pois a Índia também fica no Oriente), bebê bastante e ao mesmo tempo malha e mantém uma dieta saudável pra compensar. E por dentro é um gênio da programação que criou, o google, o BlueBook, que é um sistema de busca muito eficiente.

Destaque para um diálogo sobre o BlueBook, onde Nathan fala para Caleb:
“Sabe, meus concorrentes estavam tão obcecados em sugar e ganhar dinheiro por meio de compras e mídia social. Achavam que ferramenta de pesquisa mapeava O QUE as pessoas pensavam. Mas na verdade eles eram um mapa de COMO as pessoas pensavam”.

Impulso. Resposta. Fluido. Imperfeição. Padronização. Caótico.

A questão filosófica vai além disso esbarrando no conceito de “vontade de potência”, de Nietzche, mas sobre isso não irei falar aqui, pois já há textos muito bons por aí.

Tem outra coisa que o filme me lembrou, que eu não sei se é referência ou se foi ocasional, mas o local onde Ava está presa e a forma como ela fica deitada num divã, e questiona se Caleb a observa por detrás das câmeras, lembra o filme “A pele que habito” de Almodóvar, um outro filme excelente que algum dia falarei por aqui.

Talvez seja uma versão “O endoesqueleto de metal e silicone que habito”, ou “O cérebro positrônico azul que habito”, mesmo assim não podia deixar de citar a cena por que é muito interessante.

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Jhon Erik Voese

Título:Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

Autor:Jhon Erik Voese(todos os textos)

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Comentários

  • Suassuna 11-09-2015 às 02:03:47

    Gostei do texto, irei conferir o filme.

    ¬ Responder
  • Jhon Erik VoeseJhon Erik Voese

    15-09-2015 às 15:51:02

    Que bom, obrigado! Espero que goste do filme também!

    ¬ Responder

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