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Caminhar nas Alturas

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: Outros
Caminhar nas Alturas

Vi um dia destes na televisão, nas raras vezes que o faço, porque o tempo é pouco, tão pouco que é difícil tirar um bocadinho para ficar parada em frente à caixa preta… mas uma dia destes alguém me chamou para ver uma reportagem sobre um, não sei se aventureiro ou louco, mas em qualquer dos casos bastante audaz, um homem que resolveu atravessar as Cataratas do Niagara a uma altura considerável de cerca de sessenta metros sobre o precipício, mas não de avião, nem de helicóptero, e nem mesmo der ultra-leve, a passagem foi feita a pé sobre um cabo, e como acessórios levou uma vara e uma mochila. Sabemos que o autor da proeza, um equilibrista de nome Nick Wallenda, de trinta e três anos de idade, pertence a uma família com tradição de circo, podendo assim considerar que este homem, apesar de ainda relativamente jovem tem uma invejável preparação física para realizar tal façanha.

É difícil fazer isto, mas não é difícil imaginar a paisagem magnífica que este homem corajoso pôde observar, ainda que imagino, o seu empenho no projeto e a dificuldade do mesmo não lhe daria oportunidade de ver com calma o que estava sob os seus pés. Também não é difícil imaginar a alegria por terminar com eficácia uma tarefa a que se propôs e nem é difícil imaginar a aclamação recebida dos observadores que se deslocaram até ao local só para ver a travessia.

Todos nós efetuamos também uma travessia… esta vida não é mais do que cruzar um espaço algures sobre um precipício no qual devemos alcançar a outra margem, sem pestanejar, sem parar, levando apenas o necessário para a travessia, sabendo que do outro lado encontraremos o sabor da vitória e a palavra de quem nos desafia a caminhar como podemos ler em Mateus 25:34 “ Vinde benditos de meu pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo”… Como será maravilhoso ouvirmos estas palavras da boca daquele que nos remiu com o seu sangue precioso vertido sobre a cruz do Calvário. É difícil expressar o quão admirável será!!!

Para efetuar esta travessia porém, precisamos estar preparados. Necessitamos livrar-nos de todas as cargas que nos impedem de caminhar. Mateus 11: 29 e 30 impinge-nos a tomar o jugo de Jesus que é suave e o seu fardo que é leve… este fardo equiparado à mochila do equilibrista citado, não tem um peso tão grande que não possamos suportar a travessia, mas ele tem o peso exato para que o possamos fazer na segurança exigida. Também a vara na Mão de Nick Wallenda se equiparam à vara de Deus na nossa travessia porque o salmo 23 afirma-nos que a vara e o cajado de Deus nos consolam.

Finalmente tal como este homem, precisamos subir às alturas, olhando de baixo o Deus da nossa vida, mas o perigo de cima porque como afirma a escritura em Romanos 8: 31 “Se Deus é por nós, quem será contra nós” A palavra diz-nos que nenhum perigo, nenhuma aflição nos pode separar do amor de Deus.


Ana Sebastião

Título: Caminhar nas Alturas

Autor: Ana Sebastião (todos os textos)

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Comentários - Caminhar nas Alturas

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Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

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Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: DVD Filmes
Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.\"Rua
Este texto irá falar sobre o filme Ex_Machina, nele podem e vão ocorrer Spoillers, então se ainda não viram o filme, vejam e voltem depois para lê-lo.

Impressões iniciais:

Ponto para o filme. Já que pela sinopse baixei a expectativa ao imaginar que era apenas mais um filme de robôs com complexo de Pinóquio, mas evidentemente que é muito mais que isso.

Desde as primeiras cenas é possível perceber que o filme tem algo de especial, pois não vemos uma cena de abertura com nenhuma perseguição, explosão ou ação sem propósito, típica em filmes hollywoodianos.
Mais um ponto, pois no geral o filme prende mais nos diálogos cerebrais do que na história em si, e isso é impressionante para o primeiro filme, como diretor, de Alex Garland (também roteirista do filme). O filme se mostrou eficiente em criar um ambiente de suspense, em um enredo, aparentemente sem vilões ou perigos, que prende o espectador.

Entrando um pouco no enredo, não é difícil imaginar que tem alguma coisa errada com Nathan Bateman (Oscar Isaac), que é o criador do android Ava (Alicia Vikander), pois ele vive isolado, está trabalhando num projeto de Inteligência Artificial secreto e quando o personagem orelha, Caleb Smith (Domhnall Gleeson), é introduzido no seu ambiente, o espectador fica esperando que em algum momento ele (Nathan) se mostrará como vilão. No entanto isso ocorre de uma forma bastante interessante no filme, logo chegaremos nela.

Falando um pouco da estética do filme, ponto para ele de novo, pois evita a grande cidade (comum nos filmes de FC) como foco e se concentra mais na casa de Nathan, que fica nas montanhas cercadas de florestas e bastante isolado. Logo de cara já é possível perceber que a estética foi pensada para ser lembrada, e não apenas um detalhe no filme. A pesar do ambiente ser isolado era preciso demonstras que os personagens estão em um mundo modernizado, por isso o cineasta opta por ousar na arquitetura da casa de Nathan.

A casa é nesses moldes novos onde a construção se mistura com o ambiente envolta. Usando artifícios como espelhos, muitas paredes de vidro, estruturas de madeira e rochas, dando a impressão de camuflagem para a mesma, coisa que os ambientalistas julgam favorável à natureza. Por dentro se pode ver de forma realista como podem ser as smart-house, não tenho certeza se o termo existe, mas cabe nesse exemplo. As paredes internas são cobertas com fibra ótica e trocam de cor, um efeito que além de estético ajuda a criar climas de suspense, pois há momentos onde ocorrem quedas de energia, então fica tudo vermelho e trancado.

O papel de Caleb á ajudar Nathan a testar a IA de AVA, mas com o desenrolar da história Nathan revela que o verdadeiro teste está em saber se Ava é capaz de “usar”, ou “se aproveitar” de Caleb, que se demonstra ser uma pessoa boa.

Caleb é o típico nerd introvertido, programador, sem amigos, sem família e sem namorada. Nathan também representa a evolução do nerd. O nerd nos dias de hoje. Por fora o cara é careca, barbudão com uns traços orientais (traços indianos, pois a Índia também fica no Oriente), bebê bastante e ao mesmo tempo malha e mantém uma dieta saudável pra compensar. E por dentro é um gênio da programação que criou, o google, o BlueBook, que é um sistema de busca muito eficiente.

Destaque para um diálogo sobre o BlueBook, onde Nathan fala para Caleb:
“Sabe, meus concorrentes estavam tão obcecados em sugar e ganhar dinheiro por meio de compras e mídia social. Achavam que ferramenta de pesquisa mapeava O QUE as pessoas pensavam. Mas na verdade eles eram um mapa de COMO as pessoas pensavam”.

Impulso. Resposta. Fluido. Imperfeição. Padronização. Caótico.

A questão filosófica vai além disso esbarrando no conceito de “vontade de potência”, de Nietzche, mas sobre isso não irei falar aqui, pois já há textos muito bons por aí.

Tem outra coisa que o filme me lembrou, que eu não sei se é referência ou se foi ocasional, mas o local onde Ava está presa e a forma como ela fica deitada num divã, e questiona se Caleb a observa por detrás das câmeras, lembra o filme “A pele que habito” de Almodóvar, um outro filme excelente que algum dia falarei por aqui.

Talvez seja uma versão “O endoesqueleto de metal e silicone que habito”, ou “O cérebro positrônico azul que habito”, mesmo assim não podia deixar de citar a cena por que é muito interessante.

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Jhon Erik Voese

Título:Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

Autor:Jhon Erik Voese(todos os textos)

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Comentários

  • Suassuna 11-09-2015 às 02:03:47

    Gostei do texto, irei conferir o filme.

    ¬ Responder
  • Jhon Erik VoeseJhon Erik Voese

    15-09-2015 às 15:51:02

    Que bom, obrigado! Espero que goste do filme também!

    ¬ Responder

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