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Como Recuperar Ficheiros Eliminados

Categoria: Informática
Visitas: 2
Como Recuperar Ficheiros Eliminados

Se forem daqueles utilizadores que já tentaram utilizar vários tipos de ferramentas para tentar recuperar ficheiros eliminados de propósito ou por engano, então sabem que o funcionamento é praticamente o mesmo nas diversas ferramentas: temos de escolher o disco onde pretendemos recuperar, esperar pela pesquisa completa de ficheiros eliminados, ver a longa listagem de ficheiros que foram encontrados e somente depois escolher aquele que realmente nos interessa. A verdade é que o processo é quase standard, contudo leva a uma grande perda de tempo.

Com base na premissa do tempo (para ganha-lo), e procurando uma relação qualidade/tempo de análise/recuperação, apresentamos o Puran File Recovery. Uma poderosa ferramenta, de uso não comercial gratuito, com os princípios base deste tipo de aplicação que, contudo, oferece ainda mais opções, flexibilidade e, provavelmente, mais recuperações de sucesso do que muitos dos seus concorrentes, sejam gratuitos sejam pagos. Vamos conhecer?

puran-file-recovery-00-pplware


O controlo da aplicação é bastante fácil. O Puran File Recovery não se limita a apresentar-nos uma lista de unidades onde pretendemos pesquisar, aqui, por exemplo, podemos escolher as partições e verificar as unidades em RAW ou física, sendo compatível com sistemas de ficheiros FAT e NTFS.

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No que toca a pesquisas, podemos dizer que são bastante rápiaos com a possibilidade de os resultados poderem ser apresentados de duas formas: por um lado uma vista tipo Explorador do Windows, género árvore, que é ideal quando necessitamos localizar ficheiros apagados por pasta base. Se estivermos a pesquisar por nome ou tamanho de ficheiro, a vista regular geralmente funciona melhor.

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Quando clicamos em cima de um ficheiro listado podemos ver, do lado direito, uma pré-visualização do mesmo. No caso da tentativa de recuperação de imagens essa função pode revelar-se bastante útil pois permite ver de avanço se aquela é a imagem que pretendemos recuperar ou não.

Seja qual for a opção escolhida de visualização, a janela de pré-visualização ajuda a reconhecer os ficheiros, exibindo miniaturas de imagem, ou um hexadecimal no caso de outros formatos.

Em todos os casos, o programa sempre informa o estado de recuperação do ficheiro em questão: Excelente, Bom, Satisfatório, etc. Quanto melhor for o estado, melhor a recuperação.

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Se o programa não descobriu os ficheiros que pretendíamos trazer de volta podes optar por uma pesquisa em profundidade ou completa, pois só assim ele irá vasculhar as nossas unidades para mais detalhes. Esta última opção é uma das melhores hipóteses de recuperação possíveis, através de pesquisas em baixo nível, segundo o fabricante do software, são reconhecidos mais de 50 tipos de ficheiros para ajudar a detectá-los.

A verdade é que não há nada de incomum, no entanto, a diferença reside no facto de o programa nos permitir personalizar essa lista com novos formatos. No mínimo, podemos apenas dizer ao Puran File Recovery o que procurar no início e no final de um determinado tipo de ficheiro – e para uma página web , por exemplo – e que deve ser imediatamente capaz de listar alguns exemplos na próxima pesquisa.

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Se encontramos aquele ficheiro que realmente necessitamos de «ressuscitar», então com um par de cliques no rato é possível fazê-lo. E até aqui temos algum controlo: por exemplo se o relatório de recuperação do nosso ficheiro fala num vídeo onde falta 1GB de tamanho quando na verdade ele tem 2GB, basta seleccionar a opção “Recuperar com tamanho personalizado”, o que permite digitar o número correcto do tamanho. A ter em conta que esta opção nem sempre estará disponível – se o ficheiro foi substituído então não há mesmo nada a ser feito. De todas as formas, existe sempre a possibilidade de recuperar alguma informação.

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Para terminar, podemos dizer que Puran File Recovery não é perfeito, como é óbvio, mas é muito bom. O ideal era mesmo uma versão portátil que nos permitisse flexibilidade de transporte, mas tirando esse detalhe estamos, certamente, perante uma das melhores ferramentas de recuperação de ficheiros que já conhecemos. Sem margem para dúvidas é um programa a testar, vai valer a pena!


Miguel Pereira

Título: Como Recuperar Ficheiros Eliminados

Autor: Miguel Pereira (todos os textos)

Visitas: 2

537 

Comentários - Como Recuperar Ficheiros Eliminados

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Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

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Tema: DVD Filmes
Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.\"Rua
Este texto irá falar sobre o filme Ex_Machina, nele podem e vão ocorrer Spoillers, então se ainda não viram o filme, vejam e voltem depois para lê-lo.

Impressões iniciais:

Ponto para o filme. Já que pela sinopse baixei a expectativa ao imaginar que era apenas mais um filme de robôs com complexo de Pinóquio, mas evidentemente que é muito mais que isso.

Desde as primeiras cenas é possível perceber que o filme tem algo de especial, pois não vemos uma cena de abertura com nenhuma perseguição, explosão ou ação sem propósito, típica em filmes hollywoodianos.
Mais um ponto, pois no geral o filme prende mais nos diálogos cerebrais do que na história em si, e isso é impressionante para o primeiro filme, como diretor, de Alex Garland (também roteirista do filme). O filme se mostrou eficiente em criar um ambiente de suspense, em um enredo, aparentemente sem vilões ou perigos, que prende o espectador.

Entrando um pouco no enredo, não é difícil imaginar que tem alguma coisa errada com Nathan Bateman (Oscar Isaac), que é o criador do android Ava (Alicia Vikander), pois ele vive isolado, está trabalhando num projeto de Inteligência Artificial secreto e quando o personagem orelha, Caleb Smith (Domhnall Gleeson), é introduzido no seu ambiente, o espectador fica esperando que em algum momento ele (Nathan) se mostrará como vilão. No entanto isso ocorre de uma forma bastante interessante no filme, logo chegaremos nela.

Falando um pouco da estética do filme, ponto para ele de novo, pois evita a grande cidade (comum nos filmes de FC) como foco e se concentra mais na casa de Nathan, que fica nas montanhas cercadas de florestas e bastante isolado. Logo de cara já é possível perceber que a estética foi pensada para ser lembrada, e não apenas um detalhe no filme. A pesar do ambiente ser isolado era preciso demonstras que os personagens estão em um mundo modernizado, por isso o cineasta opta por ousar na arquitetura da casa de Nathan.

A casa é nesses moldes novos onde a construção se mistura com o ambiente envolta. Usando artifícios como espelhos, muitas paredes de vidro, estruturas de madeira e rochas, dando a impressão de camuflagem para a mesma, coisa que os ambientalistas julgam favorável à natureza. Por dentro se pode ver de forma realista como podem ser as smart-house, não tenho certeza se o termo existe, mas cabe nesse exemplo. As paredes internas são cobertas com fibra ótica e trocam de cor, um efeito que além de estético ajuda a criar climas de suspense, pois há momentos onde ocorrem quedas de energia, então fica tudo vermelho e trancado.

O papel de Caleb á ajudar Nathan a testar a IA de AVA, mas com o desenrolar da história Nathan revela que o verdadeiro teste está em saber se Ava é capaz de “usar”, ou “se aproveitar” de Caleb, que se demonstra ser uma pessoa boa.

Caleb é o típico nerd introvertido, programador, sem amigos, sem família e sem namorada. Nathan também representa a evolução do nerd. O nerd nos dias de hoje. Por fora o cara é careca, barbudão com uns traços orientais (traços indianos, pois a Índia também fica no Oriente), bebê bastante e ao mesmo tempo malha e mantém uma dieta saudável pra compensar. E por dentro é um gênio da programação que criou, o google, o BlueBook, que é um sistema de busca muito eficiente.

Destaque para um diálogo sobre o BlueBook, onde Nathan fala para Caleb:
“Sabe, meus concorrentes estavam tão obcecados em sugar e ganhar dinheiro por meio de compras e mídia social. Achavam que ferramenta de pesquisa mapeava O QUE as pessoas pensavam. Mas na verdade eles eram um mapa de COMO as pessoas pensavam”.

Impulso. Resposta. Fluido. Imperfeição. Padronização. Caótico.

A questão filosófica vai além disso esbarrando no conceito de “vontade de potência”, de Nietzche, mas sobre isso não irei falar aqui, pois já há textos muito bons por aí.

Tem outra coisa que o filme me lembrou, que eu não sei se é referência ou se foi ocasional, mas o local onde Ava está presa e a forma como ela fica deitada num divã, e questiona se Caleb a observa por detrás das câmeras, lembra o filme “A pele que habito” de Almodóvar, um outro filme excelente que algum dia falarei por aqui.

Talvez seja uma versão “O endoesqueleto de metal e silicone que habito”, ou “O cérebro positrônico azul que habito”, mesmo assim não podia deixar de citar a cena por que é muito interessante.

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Jhon Erik Voese

Título:Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

Autor:Jhon Erik Voese(todos os textos)

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Comentários

  • Suassuna 11-09-2015 às 02:03:47

    Gostei do texto, irei conferir o filme.

    ¬ Responder
  • Jhon Erik VoeseJhon Erik Voese

    15-09-2015 às 15:51:02

    Que bom, obrigado! Espero que goste do filme também!

    ¬ Responder

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