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Animação Sociocultural e educação de adultos

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: Outros
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Animação Sociocultural e educação de adultos

A Animação Sociocultural abrange uma realidade muito diversa e, daí, as múltiplas definições e caracterizações. Atualmente, a animação sociocultural ampliou o campo dos destinatários e objetivos, assim como as atividades. A educação de adultos não é um facto recente.

No contexto da Animação Sociocultural com pessoas adultas, o importante não é tanto a cultura como consumo, mas a cultura como participação.

A Animação Sociocultural nesta faixa etária, apresenta linhas de intervenção que não se esgotam no tempo livre, devendo-se estender, igualmente, ao tempo de trabalho, nomeadamente pela via de uma educação em sentido permanente e que intervenham em áreas como a educação sociolaboral, a educação para uma cidadania ativa, formação para o desenvolvimento pessoal e social, uma educação para a saúde e uma para o tempo livre e tempo de ócio.

Um programa de Animação Sociocultural para adultos comporta princípios que devemos ter em conta, pois associam-se a uma necessidade de elevar o ser humano e a torná-lo protagonista e portador de uma autonomia plena. Este deve ser definido por um conjunto de princípios, que permitam, que o tempo de ócio pessoal seja utilizado como um meio de reflexão e consciencialização sobre a importância de usufruir do tempo livre, de levar o individuo a agir criticamente em relação ao consumismo; de promover, através do tempo livre, ações de educação não formal ligadas à vida; de potenciar o voluntariado e uma participação comprometida com o desenvolvimento da pessoa; participar em iniciativas geradoras de revelações interpessoais e de cultura e por forma a promover o turismo na vertente da animação turística.

A Animação Sociocultural envolve um eficaz dispositivo tecnológico e metodológico para por em prática princípios norteadores de educação permanente e educação de adultos, através da aprendizagem como a educação para o trabalho, para os valores, para a saúde, para a prevenção de acidentes laborais, para o viver no respeito pelo outro, para comunicar, agir e participar. Utiliza recursos vindos da área cultural como o teatro, o cinema, a música, para gerar formas inovadoras ativas que permitem aprendizagens pela via de interação, rompendo, quer com as práticas convencionais de formação na área social, nomeadamente, através de incentivos à participação em associações e grupos de caracter informal, quer, ainda, pela realização de fóruns, seminários, conferências sobre temas diversos relativos à formação dos trabalhadores.


Laura Andrade

Título: Animação Sociocultural e educação de adultos

Autor: Laura Andrade (todos os textos)

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Pulp Fiction: 20 anos depois

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Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: Arte
Pulp Fiction: 20 anos depois\"Rua
Faz hoje 20 anos que estreou um dos mais importantes ícones cinematográficos americanos.

Pulp Fiction é um marco do cinema, que atirou para a ribalta Quentin Tarantino e as suas ideias controversas (ainda poucos tinham visto o brilhante “Cães Danados”).

Repleto de referências ao cinema dos anos 70 e com uma escolha de casting excepcional, Pulp Fiction conquistou o público com um discurso incisivo (os monólogos bíblicos de Samuel L. Jackson são um exemplo disso), uma violência propositadamente mordaz e uma não linearidade na sucessão dos acontecimentos, tudo isto, associado a um ritmo alucinante.

As três narrativas principais entrelaçadas de dois assassinos, um pugilista e um casal, valeram-lhe a nomeação para sete Óscares da Academia, acabando por vencer na categoria de Melhor Argumento Original, ganhando também o Globo de Ouro para Melhor Argumento e a Palma D'Ouro do Festival de Cannes para Melhor Filme.

O elenco era composto por nomes como John Travolta, Samuel L. Jackson, Bruce Willis, Uma Thurman e (porque há um português em cada canto do mundo) Maria de Medeiros.

Para muitos a sua banda sonora continua a constar na lista das melhores de sempre, e na memória cinéfila, ficam eternamente, os passos de dança de Uma Thurman e Travolta.

As personagens pareciam ser feitas à medida de cada actor.
Para John Travolta, até então conhecido pelos musicais “Grease” e “Febre de Sábado à Noite”, dar vida a Vincent Vega foi como um renascer na sua carreira.

Uma Thurman começou por recusar o papel de Mia Wallace, mas Tarantino soube ser persuasivo e leu-lhe o guião ao telefone até ela o aceitar.

Começava ali uma parceria profissional (como é habitual de Tarantino) que voltaria ao topo do sucesso com “Kill Bill”, quase 10 anos depois.

Com um humor negro afiadíssimo, Tarantino provou em 1994 que veio para revolucionar o cinema independente americano e nasceu aí uma inspirada carreira de sucesso, que ainda hoje é politicamente incorrecta, contradizendo-se da restante indústria.

Pulp Fiction é uma obra genial. Uma obra crua e simultaneamente refrescante, que sobreviveu ao tempo e se tornou um clássico.
Pulp Fiction foi uma lição de cinema!

Curiosidade Cinéfila:
pulp fiction ou revista pulp são nomes dados a revistas feitas com papel de baixa qualidade a partir do início de 1900. Essas revistas geralmente eram dedicadas às histórias de fantasia e ficção científica e o termo “pulp fiction” foi usado para descrever histórias de qualidade menor ou absurdas.

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Carla Correia

Título:Pulp Fiction: 20 anos depois

Autor:Carla Correia(todos os textos)

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