Bem vindo à Rua Direita!
Eu sou a Sophia, a assistente virtual da Rua Direita.
Em que posso ser-lhe útil?

Email

Questão

a carregar
Textos | Produtos                                                    
|
Top 30 | Categorias

Email

Password


Esqueceu a sua password?
Início > Textos > Categoria > Literatura > Capítulo 4 – A vice-diretora.

Capítulo 4 – A vice-diretora.

Categoria: Literatura
Capítulo 4 – A vice-diretora.

- Gente, nós temos que estruturar melhor esse projeto do conselho, senão não adianta nem convocar os alunos - disse a vice-diretora tentando organizar a bagunça que se instaurava na sala dos professores.

- Por mim podia deixar do jeito que tá, nós vemos quem merece passar e passamos, não sei por que ficar inventando moda desse jeito - o comentário da professora de Química, fez com que o sangue da vice-diretora Raquel fervesse, mas ela precisava manter a compostura então disse apenas:
- Professora, a senhora está equivocada com esse pensamento! – parou um instante para respirar e prosseguiu - A ideia é trazer os alunos para participar, pois estamos mudando a forma como a escola se posiciona com relação ao ensino de forma geral. Não podemos ficar pensando apenas nos mesmos métodos. Foi pra isso que convocamos essa reunião. Temos que pensar um método diferente, pois se ficarmos reafirmando velhos costumes, nós só vamos perder tempo.

- Tudo bem Diretora, eu sou estou expondo o meu ponto de vista, não quero me abster desse direito. Cada um pode dizer o que pensa não é? – resmungou a professora baixando um pouco a voz e parecendo que estava falando com algum outro professor, como se pesquisasse a posição dos outros em relação ao assunto.
Ninguém parecia concordar com ela.
Com um sorriso no rosto Raquel pensou consigo: “Dá pra acreditar nessa professora?” e observando os outros professores podia ouvir outra Raquel enfurecida dentro de sua própria cabeça que dizia:

“Deixe esse assunto pra lá, mulher! Olhe para eles! Estão todos desinteressados, mais da metade quer ir embora e os outros não se interessam em mudar nada. Você poderia salvar uns três ou quatro que realmente querem estar nessa reunião”.
- Muito bem. Acredito que o melhor caminho seja colocarmos nossas ideias no papel, então acho que podemos criar um grupo de e-mails para expor as novas ideias, afinal de contas temos tempo ainda até o final do bimestre – dizendo isso dispensou a todos e quase podia ouvir seus gritos de comemoração por poderem ir embora não fosse a freada brusca seguida de um forte pancada seca vinda de fora da escola.

Depois de um segundo, as pessoas abismadas começaram a sair da sala em direção ao barulho. Alguns professores aproveitaram a movimentação para arrumar as suas coisas e sair à francesa. Outros ainda não queriam se deslocar e abandonar seus preciosos copinhos de café.
A vice-diretora seguiu com os curiosos, mas com certa cautela para não parecer uma fuxiqueira. Seus pensamentos se dividiam novamente, a Raquel boa pensou: “Espero que ninguém tenha se machucado” enquanto a Raquel enfurecida e agora também Raquel empolgada “Até que enfim alguma coisa empolgante nessa escola, Uhul!”.

Quando chegaram ao portão muitos estavam envolta do carro com seus celulares engatilhados, mas o carro parecia não ter sofrido nada com o impacto.
Raquel sentiu o cheiro dos pneus que se arrastaram por alguns metros antes de conseguirem segurar de vez o carro preto.
- Está tudo bem por aqui seu Joarez? – questionou Raquel.
- Tá, sim senhora. Parece que o sujeito atropelou o cone da dona Isolete, mas fora isso ta tudo em ordem.
- E por que o professor Eduardo da esticado ali no asfalto?
- Parece que ele tá só dormindo! – algum professor anônimo que estava próximo de Eduardo respondeu com um grito.
- E o motorista como está? – continuou a vice-diretora agora travestida de detetive.

- Parece que tá desmaiado ou dormindo também, mas acho que não se machucou não. Tá até de cinto. Acho que foi só um susto mesmo. Mas, por via das dúvidas eu já chamei a polícia. – falou uma professora anônima que estava perto do motorista.
- Fez bem! – concluiu a detetive e em sua cabeça ela agora estava olhando a cena vestida com um sobretudo e um chapéu, deu uma tragada num cigarro imaginário que acendera a pouco com seu isqueiro imaginário. E falou. – Isso não me cheira bem, acho que temos uma história de mistério aqui. E eu vou levar isso até as últimas consequências...

De repente o ímpeto da professora/vice-diretora/detetive foi cortado pela pergunta de do vigia da escola:
- A senhora está bem?
Ela olhou para si mesma e quão ridícula estava parecendo fumando um cigarro que não estava ali. Ajeito brevemente o seu jaleco como que se recompondo. E falou:
- É, acho que todos estão cansados aqui. Aqueles que quiserem estão formalmente dispensados, só queria pedir que alguém levasse o professor Eduardo para sua casa ele parece estar a dias sem dormir. E seu Joarez os senhor pode esperar a polícia chegar para explicar o que houve e ver o que precisa ser feito? Acho que eu também preciso descansar. Amanhã comunique à diretora também, por favor.
- Sim senhora.
Quando já estava na cama Raquel ainda lutava com seus “eus” interiores.

“Vamos investigar a fundo essa história, como assim o carro freio daquele jeito? Aquele barulho deve ter sido de atropelamento. Que coincidência o Eduardo estar desmaiado perto da cena. Muito conveniente.”
“Não, mas que loucura sem tamanho. Foi só um acidente bobo com um cone que nem devia estar lá, acho que preciso dormir, pois meus pensamentos já estão ficando bagunçados”.
E dormiu.

Continua...


Jhon Erik Voese

Título: Capítulo 4 – A vice-diretora.

Autor: Jhon Erik Voese (todos os textos)

Visitas: 0

0 

Comentários - Capítulo 4 – A vice-diretora.

voltar ao texto
  • Avatar *     (clique para seleccionar)


  • Nome *

  • Email

    opcional - receberá notificações

  • Mensagem *

  • Os campos com * são obrigatórios


  • Notifique-me de comentários neste texto por email.

  • Notifique-me de respostas ao meu comentário por email.

Raio Mata Três Pessoas No Brasil

Ler próximo texto...

Tema: Segurança
Raio Mata Três Pessoas No Brasil\"Rua
No dia 07 de novembro de 2014, três pessoas acabaram morrendo em decorrência de raios após as vítimas serem socorridas, mesmo depois de bastante tempo tentando reanimá-las.

Os três homens deram entrada no hospital com parada cardiorrespiratória e com muitas queimaduras. Esse incidente aconteceu na zona leste de São Paulo, as vitimas trabalhavam com ferro velho.

O Brasil é o país onde os raios estão mais presentes no mundo. São mais de 50 milhões de raios por ano. Esses raios atingem mais pessoas na zona rural, porém nas áreas urbanas ocorrem também só que com menos frequência.

Há pessoas que falam que raios não ocorrem duas vezes no mesmo lugar, mas isso é improvável, eles ocorrem sim! Tanto que nos últimos séculos, as tempestades aumentaram 90% por causa do aquecimento do planeta devido ao asfalto, que é uma das formas de poluição.

Alguns cuidados, nesses momentos, são importantes como: não ficar em área aberta, não usar o telefone e se vir uma tempestade, então permaneça no carro.

Os raios ocorrem no Brasil porque é um país tropical e de muito calor, por isso está em primeiro lugar em queda de raios. Nesse mesmo ano de 2014, um rapaz morreu usando o computador. Ele recebeu a eletricidade no momento em que o raio caiu na antena.

O estado de São Paulo lidera em quedas de raios. Um raio dura em média 1 segundo, e a queda de raios acontece por uma descarga elétrica que produz nuvens de chuva. Os relâmpagos ocorrem entre as nuvens e os raios pelo solo.

Algumas regiões tem tendência de cair mais raios, a descarga é visível a olho nu e é um fenômeno que produz um clarão. As mortes mais frequente são nas áreas urbanas, por isso não é seguro se proteger em baixo de árvores.

Pesquisar mais textos:

Gislene Santos Sousa

Título:Raio Mata Três Pessoas No Brasil

Autor:Gislene Santos Sousa(todos os textos)

Alerta

Tipo alerta:

Mensagem

Conte-nos porque marcou o texto. Essa informação não será publicada.

Pesquisar mais textos:

Deixe o seu comentário

  • Nome *

  • email

    opcional - receberá notificações

  • mensagem *

  • Os campos com * são obrigatórios