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Amor Maluco

Categoria: Literatura
Amor Maluco

Aqui está mais um poema. Escrevi novamente algumas coisas a respeito dele, mas logo abaixo estará prontinho para você ler e comentar. Fique à vontade!

"Este poema é um dos poemas que mais gosto. Não apenas pelas palavras em si, mas pela pessoa que me inspirou. Também pelo momento que estava vivendo e o que essa pessoa representa para mim. Mesmo sabendo que nunca poderei encontrá-lo e nem sequer viver um grande romance com ele.

Na verdade, ele nem sabe que eu o escrevi pensando nele. Apesar de que o leu para dar a sua opinião a respeito, mas achei importante não dizê-lo que era um poema sobre "ele" e para “ele”.

Ele também escreve e escreve apaixonadamente, maravilhosamente e de forma encantadora. Acredito que foi isso que mais me chamou atenção do que qualquer outra qualidade que ele tenha. Amo quando leio seus escritos!

Mesmo sem conhecê-lo pessoalmente(conheço-o apenas pelo que escreve, pelas suas palavras), eu o admiro por trazer sensibilidade em muitas situações da vida e como a forma das suas palavras mexem ao meu coração. O que ele escreve vai à alma, sempre me leva a imaginar o momento e vai ao encontro do que estou vivenciando. Parece que ele me conhece tão bem, mesmo sem nunca ter me visto. Na verdade, não estou sozinha, ele também toca diversos corações nos mais diferentes lugares.

Foi assim que esse poema surgiu. Numa madrugada, estando a pensar apenas nele. No meu quarto, ouvia apenas o som, as batidas de meu coração e aos poucos, ela foi surgindo e se transformou nisso que você acabará de ler."

Espero que apreciem e que gostem também. Obrigada a todos!

Amor Maluco

Eu o amo antes de conhecê-lo,
Seguindo os meus vários caminhos;
Uns mais suaves, outros mais ásperos
Na ânsia de que estás a caminho
Mesmo não o tendo ao meu lado,
Sigo amando, o amando;
Sei que quando chegares,
Me encontrarás te esperando
Não sei a sua forma:
Se és magro, se és alto
Qual a cor dos seus olhos,
Mas, sei que formado virás lá do alto
Penso que estás a demorar,
Mas, Deus diz que há dia e hora marcada,
Para que eu não mais o encontre
Mas, que seja encontrada
E, então, eu não mais seguirei o amando
Naqueles dias após dias
Mas, que ambos sigam amando
A cada dia


Rua Direita

Título: Amor Maluco

Autor: Rua Direita (todos os textos)

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Comentários - Amor Maluco

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Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

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Tema: DVD Filmes
Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.\"Rua
Este texto irá falar sobre o filme Ex_Machina, nele podem e vão ocorrer Spoillers, então se ainda não viram o filme, vejam e voltem depois para lê-lo.

Impressões iniciais:

Ponto para o filme. Já que pela sinopse baixei a expectativa ao imaginar que era apenas mais um filme de robôs com complexo de Pinóquio, mas evidentemente que é muito mais que isso.

Desde as primeiras cenas é possível perceber que o filme tem algo de especial, pois não vemos uma cena de abertura com nenhuma perseguição, explosão ou ação sem propósito, típica em filmes hollywoodianos.
Mais um ponto, pois no geral o filme prende mais nos diálogos cerebrais do que na história em si, e isso é impressionante para o primeiro filme, como diretor, de Alex Garland (também roteirista do filme). O filme se mostrou eficiente em criar um ambiente de suspense, em um enredo, aparentemente sem vilões ou perigos, que prende o espectador.

Entrando um pouco no enredo, não é difícil imaginar que tem alguma coisa errada com Nathan Bateman (Oscar Isaac), que é o criador do android Ava (Alicia Vikander), pois ele vive isolado, está trabalhando num projeto de Inteligência Artificial secreto e quando o personagem orelha, Caleb Smith (Domhnall Gleeson), é introduzido no seu ambiente, o espectador fica esperando que em algum momento ele (Nathan) se mostrará como vilão. No entanto isso ocorre de uma forma bastante interessante no filme, logo chegaremos nela.

Falando um pouco da estética do filme, ponto para ele de novo, pois evita a grande cidade (comum nos filmes de FC) como foco e se concentra mais na casa de Nathan, que fica nas montanhas cercadas de florestas e bastante isolado. Logo de cara já é possível perceber que a estética foi pensada para ser lembrada, e não apenas um detalhe no filme. A pesar do ambiente ser isolado era preciso demonstras que os personagens estão em um mundo modernizado, por isso o cineasta opta por ousar na arquitetura da casa de Nathan.

A casa é nesses moldes novos onde a construção se mistura com o ambiente envolta. Usando artifícios como espelhos, muitas paredes de vidro, estruturas de madeira e rochas, dando a impressão de camuflagem para a mesma, coisa que os ambientalistas julgam favorável à natureza. Por dentro se pode ver de forma realista como podem ser as smart-house, não tenho certeza se o termo existe, mas cabe nesse exemplo. As paredes internas são cobertas com fibra ótica e trocam de cor, um efeito que além de estético ajuda a criar climas de suspense, pois há momentos onde ocorrem quedas de energia, então fica tudo vermelho e trancado.

O papel de Caleb á ajudar Nathan a testar a IA de AVA, mas com o desenrolar da história Nathan revela que o verdadeiro teste está em saber se Ava é capaz de “usar”, ou “se aproveitar” de Caleb, que se demonstra ser uma pessoa boa.

Caleb é o típico nerd introvertido, programador, sem amigos, sem família e sem namorada. Nathan também representa a evolução do nerd. O nerd nos dias de hoje. Por fora o cara é careca, barbudão com uns traços orientais (traços indianos, pois a Índia também fica no Oriente), bebê bastante e ao mesmo tempo malha e mantém uma dieta saudável pra compensar. E por dentro é um gênio da programação que criou, o google, o BlueBook, que é um sistema de busca muito eficiente.

Destaque para um diálogo sobre o BlueBook, onde Nathan fala para Caleb:
“Sabe, meus concorrentes estavam tão obcecados em sugar e ganhar dinheiro por meio de compras e mídia social. Achavam que ferramenta de pesquisa mapeava O QUE as pessoas pensavam. Mas na verdade eles eram um mapa de COMO as pessoas pensavam”.

Impulso. Resposta. Fluido. Imperfeição. Padronização. Caótico.

A questão filosófica vai além disso esbarrando no conceito de “vontade de potência”, de Nietzche, mas sobre isso não irei falar aqui, pois já há textos muito bons por aí.

Tem outra coisa que o filme me lembrou, que eu não sei se é referência ou se foi ocasional, mas o local onde Ava está presa e a forma como ela fica deitada num divã, e questiona se Caleb a observa por detrás das câmeras, lembra o filme “A pele que habito” de Almodóvar, um outro filme excelente que algum dia falarei por aqui.

Talvez seja uma versão “O endoesqueleto de metal e silicone que habito”, ou “O cérebro positrônico azul que habito”, mesmo assim não podia deixar de citar a cena por que é muito interessante.

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Jhon Erik Voese

Título:Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

Autor:Jhon Erik Voese(todos os textos)

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Comentários

  • Suassuna 11-09-2015 às 02:03:47

    Gostei do texto, irei conferir o filme.

    ¬ Responder
  • Jhon Erik VoeseJhon Erik Voese

    15-09-2015 às 15:51:02

    Que bom, obrigado! Espero que goste do filme também!

    ¬ Responder

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