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Um presidente que não queria luxos.

Categoria: Biografias
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Um presidente que não queria luxos.

José Alberto Mujica Cordano, mais conhecido como Pepe Mujica, foi o presidente do Uruguai de 2010 até março de 2015, e se tornou extremamente famoso em seu mandato, pelo seu modo diferente de governar o país.

Mujica sempre se mostrou crítico à sociedade consumista que domina a maior parte do mundo, buscando uma vida simples. No lugar da morada luxuosa destinada aos presidente uruguaios, Mujica decidiu morar em uma chácara bem simples, dando continuidade à sua vida de agricultor.

Além disso, o ex-presidente uruguaio doava de 70% a 90% de seu salário para instituições de caridade e brincava, dizendo que a sua esposa que sustentava os dois. Desta forma, Pepe Mujica manteve a coerência de seu discurso, mantendo até mesmo um fusca como seu meio de transporte.

Mas a polêmica em torno de Mujica não para por aí. O ex-presidente também aprovou leis que despertaram o amor de uns e o ódio de outros, como a legalização da maconha, a descriminalização do aborto e aprovou o casamento igualitário, se tornando odiado pelos conservadores e religiosos e, ao mesmo tempo, um herói, para aqueles que idealizavam essas medidas há tempos.

Chamado por outros líderes internacionais de "o presidente mais pobre do mundo", Mujica discorda. Para ele, ele apenas vive de uma maneira que "as coisas não consigam roubar sua liberdade", como ele mesmo diz. Ex-guerrilheiro na época da ditadura que o Uruguai viveu e declaradamente contra o capitalismo, ele defende um modo de viver desprendido das coisas materiais, simples e livre.

"Ou você é feliz com pouco, com pouca bagagem, porque a felicidade está dentro de você, ou você não consegue nada. Isso não é uma apologia da pobreza, mas da sobriedade. Só que inventamos uma sociedade de consumo, e a economia tem que crescer, porque senão acontece uma tragédia. Inventamos uma montanha de consumo supérfluo. Compra-se e descarta-se. Mas o que se gasta é tempo de vida. Porque quando você compra algo, você não paga com dinheiro. Você paga com o tempo de vida que teve que gastar para ter este dinheiro. O argumento é diferente. A única coisa que não se pode comprar é a vida. A vida só se pode gastar. E é lamentável desperdiçar a vida." - Pepe Mujica


Cleiton Lopes Pereira

Título: Um presidente que não queria luxos.

Autor: Cleiton Lopes Pereira (todos os textos)

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Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal

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Tema: Literatura
Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal\"Rua
Gertrude Stein foi uma escritora de peças de teatro, de peças de opera, de ficção, de biografia e de poesia, nascida nos Estados Unidos da América, e escreveu a Autobiografia de Alice B. Toklas, vestindo a pele, e ouvindo pela viva voz da sua companheira de 25 anos de vida, os relatos da historia de ambas, numa escrita acessível, apresentando situações caricatas ou indiscretas de grandes vultos da arte e da escrita da sua época. Alice B. Toklas foi também escritora, apesar de ter vivido sempre um pouco na sombra de Stein. Apesar de ambas terem crescido na Califórnia, apenas se conheceram em Paris, em 1907.


Naquela altura, Gertrude vivia há quatro anos com o seu irmão, o artista Leo Stein, no numero 27 da rue de Fleurus, num apartamento que se tinha transformado num salão de arte, recebendo exposições de arte moderna, e divulgando artistas que viriam a tornar-se muito famosos. Nestes anos iniciais em Paris, Stein estava a escrever o seu mais importante trabalho de início de carreira, Three Lives (1905).


Quando Gertrude e Alice se conheceram, a sua conexão foi imediata, e rapidamente Alice foi viver com Gertrude, tornando-se sua parceira de escrita e de vida. A casa, como se referiu atrás, tornou-se um local de reunião para escritores e artistas da vanguarda da época. Stein ajudou a lançar as carreiras de Matisse, e Picasso, entre outros, e passou a ser uma espécie de teórica de arte, aquela que descrevia os trabalhos destes artistas. No entanto, a maior parte das críticas que Stein recebia, acusavam-na de utilizar uma escrita demasiado densa e difícil, pelo que apenas em 1933, com a publicação da Autobiografia de Alice B. Toklas, é que o trabalho de Gertrude Stein se tornou de facto reconhecido e elogiado.


Alice foi o apoio de Gertrude, foi a dona de casa, a cozinheira, grande cozinheira aliás, vindo mais tarde a publicar algumas das suas receitas, e aquela que redigia e corrigia o que Gertrude lhe ditava. Assim, Toklas fundou uma pequena editora, a Plain Editions, onde publicava o trabalho de Gertrude. Aliás, é reconhecido nesta Autobiografia, que o papel de Gertrude, no casal, era o de marido, escrevendo e discutindo arte com os homens, enquanto Alice se ocupava da casa e da cozinha, e de conversar sobre chapéus e roupas com as mulheres dos artistas que visitavam a casa. Depois da morte de Gertrude, Alice continuou a promover o trabalho da sua companheira, bem como alguns trabalhos seus, de culinária, e um de memórias da vida que ambas partilharam.


Assim, este livro que inspirou o filme “Meia noite em Paris”, de Woody Allen, é um livro a não perder, já nas livrarias em Portugal, pela editora Ponto de Fuga.

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Liliana Félix Leite

Título:Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal

Autor:Liliana Félix Leite(todos os textos)

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