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Vá de carrinho!

Categoria: Automóveis
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Comentários: 2
Vá de carrinho!

Os automóveis, tal como os conhecemos hoje (bem, um pouco mais lentos, feios, barulhentos e desengonçados) apareceram no mercado nos primeiros anos do século XX. Dotados de um espantoso mecanismo, permitiam percorrer distâncias substancialmente superiores, com menor cansaço e uma rapidez impensável para a época. Henry Ford assinou o protótipo pioneiro e deu nome à primeira marca a comercializar o extraordinário invento. Ficaria para sempre na História dos transportes motorizados e o seu arquétipo no topo da “árvore genealógica” da Ford. Efectivamente, a grande descoberta foi sua; os progressos a posteriori foram já composições e raciocínios que tiveram por base a sua genialidade.

O sucesso deste projecto foi tal que não se consegue, hoje, conceber a vida quotidiana sem o recurso ao automóvel e “derivados”. Há lares onde cada membro possui viatura própria. A não ser por necessidade extrema, exageros desta natureza não favorecem rigorosamente nada, nem o convívio familiar, nem o ambiente, que sofre com a emissão dos gases do escape e com a substituição das peças que, entretanto, se vão desgastando. Na verdade, tanto a produção de novos acessórios quanto o depósito dos usados em lixeiras e aterros prejudicam gravemente o ar que todos respiramos.

Quem deve, não só respirar, mas aspirar graxa são os mecânicos. Sujeitos com um grau de “lata” e desfaçatez semelhante ao dos taxistas, levam “couro e cabelo” por qualquer pequeno arranjo que realizem, real ou “fabricado”. Sim, porque não se pode confiar em tudo o que esta classe de “graxistas” apresenta como diagnóstico final.
Aliás, o cúmulo de um mecânico é, precisamente, não ter freio na língua…

Seja como for, nos últimos anos, o parque automóvel tem aumentado exponencialmente e, a certas horas, em determinados locais, há mais carros do que estrada! Similarmente, muitas vezes, tem de se deixar o veículo longe do sítio para onde se vai, por não haver mais espaço. Na realidade, a polícia poderia passar dias inteiros a escrever notas de multa, porque se vêem estacionamentos em todos os buraquinhos, direcções, paragens de autocarro, portas de garagem, … Até há quem diga que a Lua dá voltas e voltas à Terra por não encontrar lugar para estacionar!...

Imobilizado fica um indivíduo quando a mulher lhe pede, como singelo presente, um rádio, especificando que quer um daqueles que traz um carro!... Será que, na verdade, aos ladrões de automóveis só interessa a grafonola e apenas levam o resto por engano?... Estão pior do que aqueles que tentam, a todo o custo, abrir com a sua chave uma viatura alheia que aparenta ser “siamesa” da sua…



Maria Bijóias

Título: Vá de carrinho!

Autor: Maria Bijóias (todos os textos)

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Comentários     ( 2 )    recentes

  • SophiaSophia

    17-06-2014 às 04:24:21

    Vamos que vamos de carrinho. Muito bom seu texto, meus parabéns!
    Cumprimentos,
    Sophia

    ¬ Responder
  • M.L.E.- Soluções de ClimatizaçãoToino

    17-03-2009 às 10:15:48

    Gostei muito da escrita e da foto. Maravilha e acelera...

    ¬ Responder

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Fine and Mellow

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Tema: Música
Fine and Mellow\"Rua
"O amor é como uma torneira
Que você abre e fecha
Às vezes quando você pensa que ela está aberta, querido
Ela se fechou e se foi"
(Fine and Melow by Billie Holiday)

Ao assistir a Bio de Billie Holiday, ocorreu-me a questão Bluesingers x feminismo, pois quem ouve Blues, especialmente as mais antigas, as damas dos anos 10, 20, 30, 40, 50, há de pensar que eram mulheres submissas ao machismo e maldade de seus homens. Mas, as cantoras de Blues, eram mulheres extremamente independentes; embora cantassem seus problemas, elas não eram submissas a ponto de serem ultrajadas, espancadas... Eram submissas, sim, ao amor, ao bom trato... Essas mulheres, durante muito tempo, tiveram de se virar sozinhas e sempre que era necessário, ficavam sós ou mudavam de parceiros ou assumiam sua bissexualidade ou homossexualidade efetiva. Estas senhoras, muitas trabalharam como prostitutas, eram viciadas em drogas ou viviam boa parte entregues ao álcool, merecem todo nosso respeito. Além de serem precursoras do feminismo, pois romperam barreiras em tempos bem difíceis, amargavam sua solidão motivadas pelo preconceito em relação a cor de sua pele, como aconteceu a Lady Day quê, quando tocava com Artie Shaw, teve que esperar muitas vezes dentro do ônibus, enquanto uma cantora branca cantava os arranjos que haviam sido feitos especialmente para ela, Bilie Holiday. Foram humilhadas, mas, nunca servis; lutaram com garra e competência, eram mulheres de fibra e cheias de muito amor. Ouvir Billie cantar Strange Fruit, uma das primeiras canções de protestos, sem medo, apenas com dor na alma, é demais para quem tem sentimentos. O brilho nos olhos de Billie, fosse quando cantava sobre dor de amor ou sobre dor da dor, é insubstituível. Viva elas, nossas Divas do Blues, viva Billie Holiday, aquela que quando canta parte o coração da gente; linda, magnifica, incomparável, Lady Day.

O amor vai fazer você beber e cair
Vai fazer você ficar a noite toda se repetindo

O amor vai fazer você fazer coisas
Que você sabe que são erradas

Mas, se você me tratar bem, querido
Eu estarei em casa todos os dias

Mas, se você continuar a ser tão mau pra mim, querido
Eu sei que você vai acabar comigo

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Sayonara Melo

Título:Fine and Mellow

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