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Pânico cabeludo: saiba o que é!

Categoria: Segurança
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Pânico cabeludo: saiba o que é!

Quem não se lembra de ver filmes western antigos? A primeira imagem que vem à memória talvez seja a do típico cowboy, de ar austero e calejado pela vida dura, normalmente a segurar uma arma ou envolvido em alguma espécie de conflito com outros cowboys.

A paisagem circundante também não variava muito: uma cidade desolada, com casas de madeira, muita poeira a voar e, por vezes, bolas de mato seco a rolar, empurradas pelo vento da estepe árida e seca.

Ora, pois são estas mesmas bolas de mato seco (chamadas de «tumbleweeds», em inglês) que costumam assolar regiões áridas da América do Norte e Austrália. O leitor pode estranhar o facto de um arbusto seco poder causar algum tipo de problema, mas se imaginar centenas de «tumbleweeds» a rolarem na direção de casas, estradas e carros, então, já poderá compreender melhor a questão. A expressão «pânico cabeludo» deriva diretamente do inglês «hairy panic» e serve para caraterizar situações em que, por exemplo, casas e carros são literalmente engolidos por estes arbustos.

A solução, nestes casos, passa por limpar as áreas circundantes da habitação com moto-serras ou, em casos declarados de emergência, chamar as autoridades competentes, que terão de intervir com maquinaria pesada. Um dos maiores riscos associados a estes arbustos é que são altamente inflamáveis, uma vez que estão secos e o ambiente em redor é quente, seco e ventoso. Uma casa ou um carro poderiam desaparecer em pouco tempo se um incêndio ocorresse.
As origens deste arbusto não estão, como se poderia pensar, na América do Norte, mas sim na Ucrânia, quando agricultores imigrantes os trouxeram e plantaram (com objetivos agrícolas) em solo norte-americano.


A planta, por si só, não possui nenhum valor especial; contudo há pessoas que gostam de a ver rebolar pelos campos áridos. Em cidades do Arizona, Estados Unidos, há habitantes que constroem árvores de Natal a partir dos famosos «tumbleweeds». Ou seja, o seu valor parece ser unicamente decorativo.
E por que motivo a planta corre, levada pelo vento? Sendo um arbusto, quando seca, a raiz da planta desprende-se do solo e, auxiliada pelo vento, percorre longas distâncias pelo terreno seco até se depositar definitivamente em áreas húmidas, onde fica presa e, eventualmente, se desfaz.

Este processo é muito importante para a reprodução da planta, uma vez que as suas sementes vão caindo ao longo da trajetória e dando origem a novos arbustos.
Se ficou com saudades de ver um bom filme western, então preste atenção a estes arbustos cabeludos: é caso para dizer, já fazem parte da paisagem!


Isabel Rodrigues

Título: Pânico cabeludo: saiba o que é!

Autor: Isabel Rodrigues (todos os textos)

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Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal

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Tema: Literatura
Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal\"Rua
Gertrude Stein foi uma escritora de peças de teatro, de peças de opera, de ficção, de biografia e de poesia, nascida nos Estados Unidos da América, e escreveu a Autobiografia de Alice B. Toklas, vestindo a pele, e ouvindo pela viva voz da sua companheira de 25 anos de vida, os relatos da historia de ambas, numa escrita acessível, apresentando situações caricatas ou indiscretas de grandes vultos da arte e da escrita da sua época. Alice B. Toklas foi também escritora, apesar de ter vivido sempre um pouco na sombra de Stein. Apesar de ambas terem crescido na Califórnia, apenas se conheceram em Paris, em 1907.


Naquela altura, Gertrude vivia há quatro anos com o seu irmão, o artista Leo Stein, no numero 27 da rue de Fleurus, num apartamento que se tinha transformado num salão de arte, recebendo exposições de arte moderna, e divulgando artistas que viriam a tornar-se muito famosos. Nestes anos iniciais em Paris, Stein estava a escrever o seu mais importante trabalho de início de carreira, Three Lives (1905).


Quando Gertrude e Alice se conheceram, a sua conexão foi imediata, e rapidamente Alice foi viver com Gertrude, tornando-se sua parceira de escrita e de vida. A casa, como se referiu atrás, tornou-se um local de reunião para escritores e artistas da vanguarda da época. Stein ajudou a lançar as carreiras de Matisse, e Picasso, entre outros, e passou a ser uma espécie de teórica de arte, aquela que descrevia os trabalhos destes artistas. No entanto, a maior parte das críticas que Stein recebia, acusavam-na de utilizar uma escrita demasiado densa e difícil, pelo que apenas em 1933, com a publicação da Autobiografia de Alice B. Toklas, é que o trabalho de Gertrude Stein se tornou de facto reconhecido e elogiado.


Alice foi o apoio de Gertrude, foi a dona de casa, a cozinheira, grande cozinheira aliás, vindo mais tarde a publicar algumas das suas receitas, e aquela que redigia e corrigia o que Gertrude lhe ditava. Assim, Toklas fundou uma pequena editora, a Plain Editions, onde publicava o trabalho de Gertrude. Aliás, é reconhecido nesta Autobiografia, que o papel de Gertrude, no casal, era o de marido, escrevendo e discutindo arte com os homens, enquanto Alice se ocupava da casa e da cozinha, e de conversar sobre chapéus e roupas com as mulheres dos artistas que visitavam a casa. Depois da morte de Gertrude, Alice continuou a promover o trabalho da sua companheira, bem como alguns trabalhos seus, de culinária, e um de memórias da vida que ambas partilharam.


Assim, este livro que inspirou o filme “Meia noite em Paris”, de Woody Allen, é um livro a não perder, já nas livrarias em Portugal, pela editora Ponto de Fuga.

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Liliana Félix Leite

Título:Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal

Autor:Liliana Félix Leite(todos os textos)

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