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Um Espelho

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: Literatura
Comentários: 1
Um Espelho

Um espelho, honestamente para que serve? O seu uso é deveras diverso, se haver alguém atraente então constantemente este pensa do monte de atenção que recebe mas por outro lado aquele mais feio odeia-se cada vez que se vê ao espelho. O espelho faz nos relembrar aquilo que somos para o nosso bem e mal. Não há que enganar. Tentar remover o espelho da verdade é impossível, quebrando só dá maré de azar, assim dizem os ditados.

O espelho é para ficar, é para olhar. Não se espera vultos lá dentro, nada de mágico ou sinistro nada de mais do que algo cristalizado de onde podes ver o teu reflexo. Usa-se por vezes para salvar a vida do outro, para ver o que acontece atrás das nossas costas. Infelizmente evolução não nos garantiu olhos por trás das costas. Mas o espelho é sobretudo um objeto de vaidade, estar sempre constantemente a olhar, é assustador, saber que estamos tão obcecados com a nossa imagem, mas é necessário, para a nossa sobrevivência, é a única maneira de sermos aceites, é mostrar um exterior por vezes incompatível com o nosso interior.

O espelho ajuda da nossa visualização, indicar quando a roupa está ao avesso, quando calças estão demasiadas para baixo, quando estamos mal fraldados, indica o cabelo a mais, barba por fazer. Bem sim, realmente o espelho tem os seus usos, é importante para o sucesso. Mesmo apesar que é frustrante, certa altura o espelho é a única coisa que resta duma boa companhia, quando só estamos sós.

Sim por vezes o espelho leva a loucura, imagina-se estranhos vultos, tentando olhar para trás apercebemos da nossa insanidade, o espelho não dá companhia. Só relembra o isolamento que obtemos, quando se dedica ao olhar para lá e ver um reflexo que pode nem ser o nosso. É um poço de desejos, tenta se olhar sempre para reparar se a barriga já diminuiu, se a cara cresceu, se perdemos as borbulhas, espera-se por um milagre que só o tempo responderá, o pior é quando esse milagre não acontece, existe sempre aqueles em que idade só deteriora, o espelho lembra-te que tu estás velho, descaído, já não te resta mais nada, senão a tua própria solidão.

Manuel Velez

Título: Um Espelho

Autor: Manuel Velez (todos os textos)

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Comentários     ( 1 )    recentes

  • M.L.E.- Soluções de ClimatizaçãoDaniela Vicente

    12-09-2012 às 20:15:03

    adorei o seu texto. você tem uma grande capacidade de imaginação e uma óptima escrita. concordo em muita coisas que você descreve no seu artigo. para que serve um espelho? óptimos argumentos. vou recomendar aos meus amigos. eles vão adorar. nem sempre queremos um texto cientifico, por vezes também sabe bem ler um texto soft como este para nos lembrar da simplicidade da vida. como é frágil. parabéns pela abordagem ao tema.

    ¬ Responder

Comentários - Um Espelho

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Pulp Fiction: 20 anos depois

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Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: Arte
Pulp Fiction: 20 anos depois\"Rua
Faz hoje 20 anos que estreou um dos mais importantes ícones cinematográficos americanos.

Pulp Fiction é um marco do cinema, que atirou para a ribalta Quentin Tarantino e as suas ideias controversas (ainda poucos tinham visto o brilhante “Cães Danados”).

Repleto de referências ao cinema dos anos 70 e com uma escolha de casting excepcional, Pulp Fiction conquistou o público com um discurso incisivo (os monólogos bíblicos de Samuel L. Jackson são um exemplo disso), uma violência propositadamente mordaz e uma não linearidade na sucessão dos acontecimentos, tudo isto, associado a um ritmo alucinante.

As três narrativas principais entrelaçadas de dois assassinos, um pugilista e um casal, valeram-lhe a nomeação para sete Óscares da Academia, acabando por vencer na categoria de Melhor Argumento Original, ganhando também o Globo de Ouro para Melhor Argumento e a Palma D'Ouro do Festival de Cannes para Melhor Filme.

O elenco era composto por nomes como John Travolta, Samuel L. Jackson, Bruce Willis, Uma Thurman e (porque há um português em cada canto do mundo) Maria de Medeiros.

Para muitos a sua banda sonora continua a constar na lista das melhores de sempre, e na memória cinéfila, ficam eternamente, os passos de dança de Uma Thurman e Travolta.

As personagens pareciam ser feitas à medida de cada actor.
Para John Travolta, até então conhecido pelos musicais “Grease” e “Febre de Sábado à Noite”, dar vida a Vincent Vega foi como um renascer na sua carreira.

Uma Thurman começou por recusar o papel de Mia Wallace, mas Tarantino soube ser persuasivo e leu-lhe o guião ao telefone até ela o aceitar.

Começava ali uma parceria profissional (como é habitual de Tarantino) que voltaria ao topo do sucesso com “Kill Bill”, quase 10 anos depois.

Com um humor negro afiadíssimo, Tarantino provou em 1994 que veio para revolucionar o cinema independente americano e nasceu aí uma inspirada carreira de sucesso, que ainda hoje é politicamente incorrecta, contradizendo-se da restante indústria.

Pulp Fiction é uma obra genial. Uma obra crua e simultaneamente refrescante, que sobreviveu ao tempo e se tornou um clássico.
Pulp Fiction foi uma lição de cinema!

Curiosidade Cinéfila:
pulp fiction ou revista pulp são nomes dados a revistas feitas com papel de baixa qualidade a partir do início de 1900. Essas revistas geralmente eram dedicadas às histórias de fantasia e ficção científica e o termo “pulp fiction” foi usado para descrever histórias de qualidade menor ou absurdas.

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Carla Correia

Título:Pulp Fiction: 20 anos depois

Autor:Carla Correia(todos os textos)

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