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O que é o Fado?

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: Música
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O que é o Fado?

Para muitos o Fado é apenas um género musical restrito a uma faixa etária e a um grupo fechado e triste. Mas para mim o fado é muito mais do que isso. Além de música é melodia, é letra, é escrita e é sentimento. Confesso que em pequena não gostava muito. E também sei por quê. Porque não percebia nada do assunto. Mas com o tempo fui-me interessando por esta arte tão diferante das outras artes. É das artes mais completas que já conheci. As guitarras, os fadistas, os escritores poéticos. E o público é imenso, agora que o Fado é património da humanidade.

A primeira vez que ouvi fado ainda era criança. O meu pai gostava de ouvir a Amália rodrigues e eu ficava muito atenta a ouvir. Mesmo que estivesse com vontade de fazer birra como é típico das crianças esta melodia acalmava-me e eu sorria contente. Cheguei até a adormeçer tão tranquíla! E mesmo que digam que o fado é um género triste, eu não concordo. O Fado é sentimento, é emoção. Faz parte da minha história como alfacinha da qual não abdico. Uma das coisas que me faz gostar de fado são as letras. Porque para existirem teve de existir um escritor, um poeta. Pois os fados são cantados em verso. E eu amo poesia.

Neste momento, escrevo ao som da rádio amália para me inspirar. Apesar de no começo ouvir a Amália Rodrigues também gosto de ouvir outros fadístas tais como. Carlos do carmo, mariza, entre outros.

Claro que gosto de outros géneros musicais. Não gosto apenas de fado. Mas o fado dá-me outro tipo de aconchego agradavel que não acontece quando ouço outras músicas.

Mas apesar de o Fado ser considerado Património da Humanidade ainda existe muita gente com preconceitos. Claro que gostos não se discutem mas é impossível gostar de fado se não formos ao fundo da questão. Para gostar de fado é preciso entender por que é que este existe. Por que é que se canta há tantos anos. Por que motivos é o fado imagem de marca do nosso país. Só depois de perceber isso é que se pode começar a gostar. Aliás, quem não percebe de arte e nem tãopouco a aprecia, é lógico que não vai gostar de fado pois, o fado faz parte da nossa cultura. O fado é a nossa identidade enquanto cidadãos portugueses.

Uma sugestão: não gosta de fado? Porque? Olhe para dentro de si e encontre as respostas. Não encontra? Então talvez seja melhor experimentar espreitar uma casa de fados. Pode ser que assim, mude de ideia acerca do fado.


Jovita Capitão

Título: O que é o Fado?

Autor: Jovita Capitão (todos os textos)

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Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal

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Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: Literatura
Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal\"Rua
Gertrude Stein foi uma escritora de peças de teatro, de peças de opera, de ficção, de biografia e de poesia, nascida nos Estados Unidos da América, e escreveu a Autobiografia de Alice B. Toklas, vestindo a pele, e ouvindo pela viva voz da sua companheira de 25 anos de vida, os relatos da historia de ambas, numa escrita acessível, apresentando situações caricatas ou indiscretas de grandes vultos da arte e da escrita da sua época. Alice B. Toklas foi também escritora, apesar de ter vivido sempre um pouco na sombra de Stein. Apesar de ambas terem crescido na Califórnia, apenas se conheceram em Paris, em 1907.


Naquela altura, Gertrude vivia há quatro anos com o seu irmão, o artista Leo Stein, no numero 27 da rue de Fleurus, num apartamento que se tinha transformado num salão de arte, recebendo exposições de arte moderna, e divulgando artistas que viriam a tornar-se muito famosos. Nestes anos iniciais em Paris, Stein estava a escrever o seu mais importante trabalho de início de carreira, Three Lives (1905).


Quando Gertrude e Alice se conheceram, a sua conexão foi imediata, e rapidamente Alice foi viver com Gertrude, tornando-se sua parceira de escrita e de vida. A casa, como se referiu atrás, tornou-se um local de reunião para escritores e artistas da vanguarda da época. Stein ajudou a lançar as carreiras de Matisse, e Picasso, entre outros, e passou a ser uma espécie de teórica de arte, aquela que descrevia os trabalhos destes artistas. No entanto, a maior parte das críticas que Stein recebia, acusavam-na de utilizar uma escrita demasiado densa e difícil, pelo que apenas em 1933, com a publicação da Autobiografia de Alice B. Toklas, é que o trabalho de Gertrude Stein se tornou de facto reconhecido e elogiado.


Alice foi o apoio de Gertrude, foi a dona de casa, a cozinheira, grande cozinheira aliás, vindo mais tarde a publicar algumas das suas receitas, e aquela que redigia e corrigia o que Gertrude lhe ditava. Assim, Toklas fundou uma pequena editora, a Plain Editions, onde publicava o trabalho de Gertrude. Aliás, é reconhecido nesta Autobiografia, que o papel de Gertrude, no casal, era o de marido, escrevendo e discutindo arte com os homens, enquanto Alice se ocupava da casa e da cozinha, e de conversar sobre chapéus e roupas com as mulheres dos artistas que visitavam a casa. Depois da morte de Gertrude, Alice continuou a promover o trabalho da sua companheira, bem como alguns trabalhos seus, de culinária, e um de memórias da vida que ambas partilharam.


Assim, este livro que inspirou o filme “Meia noite em Paris”, de Woody Allen, é um livro a não perder, já nas livrarias em Portugal, pela editora Ponto de Fuga.

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Liliana Félix Leite

Título:Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal

Autor:Liliana Félix Leite(todos os textos)

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