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Berbequins

Categoria: Ferramentas
Berbequins

Os berbequins são óptimos naquilo para que foram concebidos: furar. Isto era precisamente o que algumas pessoas deviam fazer na vida, no sentido de perscrutar oportunidades: de emprego, de namoro, de saúde, de dinheiro, …, o que as tornaria umas autênticas fura-vidas. Contudo, nem todos nascem com vocação de berbequim, certo?

Os berbequins (genuínos) perfuram materiais, desde os mais suaves – que requerem menos esforço – aos mais duros, como pedra e betão (que exigem maior empenho).

Apresentam, em alguns casos, um segundo punho, regulável, e um dispositivo que permite controlar a profundidade do furo. Este sistema dava jeito em determinadas circunstâncias, como por exemplo no contexto do endividamento, para impedir a entrada num verdadeiro buraco negro, de onde muito dificilmente se consegue sair…

Os berbequins podem girar nos dois sentidos. Quando se emprestam, convém que girem no sentido da ida e, depois, no da volta!

E desengane-se quem pensa que esburacar uma parede para pendurar um quadro é coisa de homens: as mulheres dispõem já de uma opção que vai de encontro à sua sensibilidade, tendo em conta que não gostam de nenhum tipo de dependência ou prisão.

Trata-se de berbequins sem fios, recarregáveis, e que permitem uma maior liberdade de movimentos.

Seja homem ou mulher a manusear um berbequim com ou sem fios, não há que esquecer os óculos e as luvas de protecção ao executar trabalhos com o berbequim, mesmo que o furo não demore mais de um minuto a fazer. «O seguro morreu de velho», e sua mãe, D. Prudência, uma senhor muito velhinha, ainda cá ficou…


Rua Direita

Título: Berbequins

Autor: Rua Direita (todos os textos)

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Pulp Fiction: 20 anos depois

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Tema: Arte
Pulp Fiction: 20 anos depois\"Rua
Faz hoje 20 anos que estreou um dos mais importantes ícones cinematográficos americanos.

Pulp Fiction é um marco do cinema, que atirou para a ribalta Quentin Tarantino e as suas ideias controversas (ainda poucos tinham visto o brilhante “Cães Danados”).

Repleto de referências ao cinema dos anos 70 e com uma escolha de casting excepcional, Pulp Fiction conquistou o público com um discurso incisivo (os monólogos bíblicos de Samuel L. Jackson são um exemplo disso), uma violência propositadamente mordaz e uma não linearidade na sucessão dos acontecimentos, tudo isto, associado a um ritmo alucinante.

As três narrativas principais entrelaçadas de dois assassinos, um pugilista e um casal, valeram-lhe a nomeação para sete Óscares da Academia, acabando por vencer na categoria de Melhor Argumento Original, ganhando também o Globo de Ouro para Melhor Argumento e a Palma D'Ouro do Festival de Cannes para Melhor Filme.

O elenco era composto por nomes como John Travolta, Samuel L. Jackson, Bruce Willis, Uma Thurman e (porque há um português em cada canto do mundo) Maria de Medeiros.

Para muitos a sua banda sonora continua a constar na lista das melhores de sempre, e na memória cinéfila, ficam eternamente, os passos de dança de Uma Thurman e Travolta.

As personagens pareciam ser feitas à medida de cada actor.
Para John Travolta, até então conhecido pelos musicais “Grease” e “Febre de Sábado à Noite”, dar vida a Vincent Vega foi como um renascer na sua carreira.

Uma Thurman começou por recusar o papel de Mia Wallace, mas Tarantino soube ser persuasivo e leu-lhe o guião ao telefone até ela o aceitar.

Começava ali uma parceria profissional (como é habitual de Tarantino) que voltaria ao topo do sucesso com “Kill Bill”, quase 10 anos depois.

Com um humor negro afiadíssimo, Tarantino provou em 1994 que veio para revolucionar o cinema independente americano e nasceu aí uma inspirada carreira de sucesso, que ainda hoje é politicamente incorrecta, contradizendo-se da restante indústria.

Pulp Fiction é uma obra genial. Uma obra crua e simultaneamente refrescante, que sobreviveu ao tempo e se tornou um clássico.
Pulp Fiction foi uma lição de cinema!

Curiosidade Cinéfila:
pulp fiction ou revista pulp são nomes dados a revistas feitas com papel de baixa qualidade a partir do início de 1900. Essas revistas geralmente eram dedicadas às histórias de fantasia e ficção científica e o termo “pulp fiction” foi usado para descrever histórias de qualidade menor ou absurdas.

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Carla Correia

Título:Pulp Fiction: 20 anos depois

Autor:Carla Correia(todos os textos)

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