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Berbequins

Categoria: Ferramentas
Berbequins

Os berbequins são óptimos naquilo para que foram concebidos: furar. Isto era precisamente o que algumas pessoas deviam fazer na vida, no sentido de perscrutar oportunidades: de emprego, de namoro, de saúde, de dinheiro, …, o que as tornaria umas autênticas fura-vidas. Contudo, nem todos nascem com vocação de berbequim, certo?

Os berbequins (genuínos) perfuram materiais, desde os mais suaves – que requerem menos esforço – aos mais duros, como pedra e betão (que exigem maior empenho).

Apresentam, em alguns casos, um segundo punho, regulável, e um dispositivo que permite controlar a profundidade do furo. Este sistema dava jeito em determinadas circunstâncias, como por exemplo no contexto do endividamento, para impedir a entrada num verdadeiro buraco negro, de onde muito dificilmente se consegue sair…

Os berbequins podem girar nos dois sentidos. Quando se emprestam, convém que girem no sentido da ida e, depois, no da volta!

E desengane-se quem pensa que esburacar uma parede para pendurar um quadro é coisa de homens: as mulheres dispõem já de uma opção que vai de encontro à sua sensibilidade, tendo em conta que não gostam de nenhum tipo de dependência ou prisão.

Trata-se de berbequins sem fios, recarregáveis, e que permitem uma maior liberdade de movimentos.

Seja homem ou mulher a manusear um berbequim com ou sem fios, não há que esquecer os óculos e as luvas de protecção ao executar trabalhos com o berbequim, mesmo que o furo não demore mais de um minuto a fazer. «O seguro morreu de velho», e sua mãe, D. Prudência, uma senhor muito velhinha, ainda cá ficou…


Rua Direita

Título: Berbequins

Autor: Rua Direita (todos os textos)

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Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal

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Tema: Literatura
Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal\"Rua
Gertrude Stein foi uma escritora de peças de teatro, de peças de opera, de ficção, de biografia e de poesia, nascida nos Estados Unidos da América, e escreveu a Autobiografia de Alice B. Toklas, vestindo a pele, e ouvindo pela viva voz da sua companheira de 25 anos de vida, os relatos da historia de ambas, numa escrita acessível, apresentando situações caricatas ou indiscretas de grandes vultos da arte e da escrita da sua época. Alice B. Toklas foi também escritora, apesar de ter vivido sempre um pouco na sombra de Stein. Apesar de ambas terem crescido na Califórnia, apenas se conheceram em Paris, em 1907.


Naquela altura, Gertrude vivia há quatro anos com o seu irmão, o artista Leo Stein, no numero 27 da rue de Fleurus, num apartamento que se tinha transformado num salão de arte, recebendo exposições de arte moderna, e divulgando artistas que viriam a tornar-se muito famosos. Nestes anos iniciais em Paris, Stein estava a escrever o seu mais importante trabalho de início de carreira, Three Lives (1905).


Quando Gertrude e Alice se conheceram, a sua conexão foi imediata, e rapidamente Alice foi viver com Gertrude, tornando-se sua parceira de escrita e de vida. A casa, como se referiu atrás, tornou-se um local de reunião para escritores e artistas da vanguarda da época. Stein ajudou a lançar as carreiras de Matisse, e Picasso, entre outros, e passou a ser uma espécie de teórica de arte, aquela que descrevia os trabalhos destes artistas. No entanto, a maior parte das críticas que Stein recebia, acusavam-na de utilizar uma escrita demasiado densa e difícil, pelo que apenas em 1933, com a publicação da Autobiografia de Alice B. Toklas, é que o trabalho de Gertrude Stein se tornou de facto reconhecido e elogiado.


Alice foi o apoio de Gertrude, foi a dona de casa, a cozinheira, grande cozinheira aliás, vindo mais tarde a publicar algumas das suas receitas, e aquela que redigia e corrigia o que Gertrude lhe ditava. Assim, Toklas fundou uma pequena editora, a Plain Editions, onde publicava o trabalho de Gertrude. Aliás, é reconhecido nesta Autobiografia, que o papel de Gertrude, no casal, era o de marido, escrevendo e discutindo arte com os homens, enquanto Alice se ocupava da casa e da cozinha, e de conversar sobre chapéus e roupas com as mulheres dos artistas que visitavam a casa. Depois da morte de Gertrude, Alice continuou a promover o trabalho da sua companheira, bem como alguns trabalhos seus, de culinária, e um de memórias da vida que ambas partilharam.


Assim, este livro que inspirou o filme “Meia noite em Paris”, de Woody Allen, é um livro a não perder, já nas livrarias em Portugal, pela editora Ponto de Fuga.

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Liliana Félix Leite

Título:Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal

Autor:Liliana Félix Leite(todos os textos)

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