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Uma boa comédia

Categoria: DVD Filmes
Uma boa comédia

O termo comédia já existe, pelo menos, desde a Grécia Antiga e significava, na altura, festa popular. No cinema, foi um dos primeiros géneros a ser explorado, ainda no séc. XIX, com o cinema mudo, que permitia arrancar gargalhadas ao público principalmente através do humor físico.

A maioria dos filmes eram produzidos nos Estados Unidos e tinham o objectivo de satirizar o quotidiano. Com o cinema falado, a indústria pôde-se permitir a maiores voos, com filmes de cada vez maior duração e com maior primor ao nível de argumento.

Nestes primeiros tempos, destacava-se o humor de actores como Buster Keaton ou, principalmente, Charlie Chaplin, com filmes como O Garoto ou Luzes da Cidade.

Após os anos 1950, a comédia desenvolveu-se e subdividiu-se para géneros tão diferentes como a conceptual, a satírica, a negra ou ainda a romântica.

Desde esta altura, popularizaram-se realizadores e actores como Woody Allen, Charlie Sheen ou Jim Carrey.

Desde sempre, a comédia foi um género bastante popular e rentável para a indústria do cinema.

Nos dias de hoje, continua a ocupar um lugar de destaque, não só pela sua rentabilidade bastante alta, mas também porque serve como um factor libertador que tem por objectivo o entretenimento puro.


Rua Direita

Título: Uma boa comédia

Autor: Rua Direita (todos os textos)

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Imagem por: Mike Disharoon

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Fine and Mellow

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Tema: Música
Fine and Mellow\"Rua
"O amor é como uma torneira
Que você abre e fecha
Às vezes quando você pensa que ela está aberta, querido
Ela se fechou e se foi"
(Fine and Melow by Billie Holiday)

Ao assistir a Bio de Billie Holiday, ocorreu-me a questão Bluesingers x feminismo, pois quem ouve Blues, especialmente as mais antigas, as damas dos anos 10, 20, 30, 40, 50, há de pensar que eram mulheres submissas ao machismo e maldade de seus homens. Mas, as cantoras de Blues, eram mulheres extremamente independentes; embora cantassem seus problemas, elas não eram submissas a ponto de serem ultrajadas, espancadas... Eram submissas, sim, ao amor, ao bom trato... Essas mulheres, durante muito tempo, tiveram de se virar sozinhas e sempre que era necessário, ficavam sós ou mudavam de parceiros ou assumiam sua bissexualidade ou homossexualidade efetiva. Estas senhoras, muitas trabalharam como prostitutas, eram viciadas em drogas ou viviam boa parte entregues ao álcool, merecem todo nosso respeito. Além de serem precursoras do feminismo, pois romperam barreiras em tempos bem difíceis, amargavam sua solidão motivadas pelo preconceito em relação a cor de sua pele, como aconteceu a Lady Day quê, quando tocava com Artie Shaw, teve que esperar muitas vezes dentro do ônibus, enquanto uma cantora branca cantava os arranjos que haviam sido feitos especialmente para ela, Bilie Holiday. Foram humilhadas, mas, nunca servis; lutaram com garra e competência, eram mulheres de fibra e cheias de muito amor. Ouvir Billie cantar Strange Fruit, uma das primeiras canções de protestos, sem medo, apenas com dor na alma, é demais para quem tem sentimentos. O brilho nos olhos de Billie, fosse quando cantava sobre dor de amor ou sobre dor da dor, é insubstituível. Viva elas, nossas Divas do Blues, viva Billie Holiday, aquela que quando canta parte o coração da gente; linda, magnifica, incomparável, Lady Day.

O amor vai fazer você beber e cair
Vai fazer você ficar a noite toda se repetindo

O amor vai fazer você fazer coisas
Que você sabe que são erradas

Mas, se você me tratar bem, querido
Eu estarei em casa todos os dias

Mas, se você continuar a ser tão mau pra mim, querido
Eu sei que você vai acabar comigo

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Sayonara Melo

Título:Fine and Mellow

Autor:Sayonara Melo(todos os textos)

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