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Uma estante virtual

Categoria: Literatura
Uma estante virtual

Para onde todas as pessoas boas foram?

Foi esta pergunta, indagada por Jack Johnson na música “Good People”, que inspirou os criadores do site skoob.com.br: “A primeira e maior rede de leitores do Brasil”, conforme descrição no próprio site.

O nome do site, que às vezes não é compreendido de imediato, é um anagrama simples da palavra inglesa “books”, que significa “livros” em português, e seus membros são carinhosamente chamados de skoobers.

Os autores, no texto de apresentação, afirmam que é para lá que todas as pessoas boas foram e onde elas se encontram e, com certeza, após alguns dias fazendo parte dessa rede literária, qualquer skoober concordará com a afirmação.

O site, que possui uma interface iconográfica bonita e intuitiva, permite a cada membro recriar uma estante virtual de livros com todos os títulos que fizeram parte de sua jornada literária: aqueles que foram lidos avidamente ou de forma letárgica, mas lidos por completo; aqueles que foram abandonados devido a uma linguagem difícil ou uma história maçante; os que estão em nossa cabeceira no momento sendo abertos pela primeira vez ou aqueles que estão sendo apreciados novamente pelos nossos olhos; os preferidos que nos encantam pela linguagem elaborada e poética, pela história surpreendente em uma literatura fantástica ou porque nos apaixonamos pelas personagens loucas, intensas, profundas e incomuns; os mais desejados, os preferidos, os que já possuímos e os que estamos dispostos a trocar. Todos eles são destacados em nossa estante virtual.

No perfil de cada membro ainda há um espaço para recados que pode ser utilizado para fazer novos amigos, divulgar lançamentos próprios, conversar sobre livros e, o mais intenso de todos, negociar trocas. É nesse quesito que a interação entre os membros ultrapassa a realidade virtual e se torna física.

As trocas são negociadas pelos próprios membros e normalmente são feitas através dos Correios. A confiança entre os skoobers é o “gatilho” principal das negociações, afinal de contas, é lá que as pessoas boas estão.

O site é realmente incrível e o lugar certo para os que amam ler. Além disso, avaliar livros, criar resenhas e registrar históricos de leituras com avaliações e comentários transformam os membros de expectadores a escritores incipientes.

E por mais que o site seja brasileiro e que trocas físicas pareçam um pouco impossível para membros de outros países, a troca de experiência é mais do que viável e incentivada, afinal, a internet não conhece fronteiras.


Glaucia Alves

Título: Uma estante virtual

Autor: Glaucia Alves (todos os textos)

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Imagem por: stephmcg

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Pulp Fiction: 20 anos depois

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Tema: Arte
Pulp Fiction: 20 anos depois\"Rua
Faz hoje 20 anos que estreou um dos mais importantes ícones cinematográficos americanos.

Pulp Fiction é um marco do cinema, que atirou para a ribalta Quentin Tarantino e as suas ideias controversas (ainda poucos tinham visto o brilhante “Cães Danados”).

Repleto de referências ao cinema dos anos 70 e com uma escolha de casting excepcional, Pulp Fiction conquistou o público com um discurso incisivo (os monólogos bíblicos de Samuel L. Jackson são um exemplo disso), uma violência propositadamente mordaz e uma não linearidade na sucessão dos acontecimentos, tudo isto, associado a um ritmo alucinante.

As três narrativas principais entrelaçadas de dois assassinos, um pugilista e um casal, valeram-lhe a nomeação para sete Óscares da Academia, acabando por vencer na categoria de Melhor Argumento Original, ganhando também o Globo de Ouro para Melhor Argumento e a Palma D'Ouro do Festival de Cannes para Melhor Filme.

O elenco era composto por nomes como John Travolta, Samuel L. Jackson, Bruce Willis, Uma Thurman e (porque há um português em cada canto do mundo) Maria de Medeiros.

Para muitos a sua banda sonora continua a constar na lista das melhores de sempre, e na memória cinéfila, ficam eternamente, os passos de dança de Uma Thurman e Travolta.

As personagens pareciam ser feitas à medida de cada actor.
Para John Travolta, até então conhecido pelos musicais “Grease” e “Febre de Sábado à Noite”, dar vida a Vincent Vega foi como um renascer na sua carreira.

Uma Thurman começou por recusar o papel de Mia Wallace, mas Tarantino soube ser persuasivo e leu-lhe o guião ao telefone até ela o aceitar.

Começava ali uma parceria profissional (como é habitual de Tarantino) que voltaria ao topo do sucesso com “Kill Bill”, quase 10 anos depois.

Com um humor negro afiadíssimo, Tarantino provou em 1994 que veio para revolucionar o cinema independente americano e nasceu aí uma inspirada carreira de sucesso, que ainda hoje é politicamente incorrecta, contradizendo-se da restante indústria.

Pulp Fiction é uma obra genial. Uma obra crua e simultaneamente refrescante, que sobreviveu ao tempo e se tornou um clássico.
Pulp Fiction foi uma lição de cinema!

Curiosidade Cinéfila:
pulp fiction ou revista pulp são nomes dados a revistas feitas com papel de baixa qualidade a partir do início de 1900. Essas revistas geralmente eram dedicadas às histórias de fantasia e ficção científica e o termo “pulp fiction” foi usado para descrever histórias de qualidade menor ou absurdas.

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Carla Correia

Título:Pulp Fiction: 20 anos depois

Autor:Carla Correia(todos os textos)

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