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Autobiografia vs ficção: positivement personne

Categoria: Literatura
Visitas: 186

Autobiografia versus ficção: positivement personne

O tema, paradoxal de resto, autobiografia/ficção ao longo da história dos tempos tem vindo a suscitar reflexões de escritores e críticos literários. Ao longo da história da literatura, relacionou-se a mimese e a escrita autobiográfica com a (falta de) qualidade na escrita. A escrita autobiográfica espelha o mundo interior e/ou exterior do narrador enquanto que a ficção apaga a sua presença.

Platão, em «República» e Aristóteles em «Poética» desenvolvem posições completamente opostas. Platão vê na mimese uma forma teatral. Por sua vez Aristóteles encara-a como cópia da realidade.

Mais tarde, em França, escritores oitocentista mantêm esta dicotomia. Victor Hugo procura conferir à narração alguma realidade, Balzac empola os dramas de forma romântica. Por sua vez, Flaubert busca ansiosamente a impessoalidade. A frase de Flaubert. «Madame Bovary, c'est moi» é sobejamente conhecida. Escrevia, descrevendo.

Em Portugal, Eça ‘retoma’ o estilo de Flaubert. A sua escrita opõe-se à de Camilo Castelo Branco em que o espírito de lugar e do tempo transparece no Minho, na roda dos conventos, na porta giratória dos conventos onde os enjeitados eram abandonados. O próprio vocabulário difunde a peculiaridade da cultura minhota oitocentista. Em Camilo, as intromissões do narrador (e o uso da primeira pessoa) são frequentes. Por detrás do escritor, reconhecem-se, com alguma facilidade, os traços autobiográficos.

A expressão francesa «positivamente personne» torna-se difícil de traduzir na medida em que a palavra «personne» reveste-se de um sentido duplo: pessoa e ninguém. Pese embore «pessoa» não nomeie ninguém especificamente, não deixa de ser uma presença. Por sua vez a palavra «ninguém», como é óbvio aponta para a ausência de alguém. A expressão «positivement personne» foi usada por Paul Valéry em «Au sujet d´Adonis» em Variété - Oeuvres Complètes I, Gallimard 1924, «Bibliothèque de la pléiade pp. 483-484. A expressão «positivement personne» remete para a imagem e é fruto do momento.

O narrador escreve à sua imagem. Tem o seu estilo próprio. A sua presença, mais ou menos visível, é mais uma questão de estilo do que de emoções e sentimentos propriamente ditos. O ritmo é um dos fatores que ditam o estilo individual de cada autor. Tal como nas restantes artes, o ritmo dita o movimento. As potencialidades da escrita são imensas. Cabe a cada um, escritor e leitor, encontrar o seu ritmo. fruir o prazer da escrita e da leitura e ser «positivement personne».


Maria Alzira Teixeira Pereira de Moura Guedes

Título: Autobiografia vs ficção: positivement personne

Autor: Maria Alzira Guedes (todos os textos)

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Comentários - Autobiografia vs ficção: positivement personne

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Secretária em vidro

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Tema: Mobiliário
Secretária em vidro\"Rua
A maior parte das casas tem um escritório para fazer os trabalhos relativos Á profissão ou outros. È uma divisão extremamente necessária para as pessoas se recolherem a trabalhar. Por isso o escritório deve ser um local com conforto e agradável. O ambiente torna-se extremamente importante para o recolhimento necessário e a concentração que certos trabalhos exigem. Se não se tiver no local de trabalho tem de construir-se em casa.

Em todas as profissões é útil ter uma secretária para colocar um computador portátil. Livros e outros acessórios. É uma peça de mobiliário que não se dispensa de forma nenhuma. Desde sempre que foi indispensável na escola, no escritório, na empresa. A sua funcionalidade é como a do computador que praticamente não se dispensa. Para onde se vá leva-se o computador portátil a servir de complemento.

No que diz respeito à secretária ela exige um bom material e design bonito. E de facto há secretárias muito belas desde o seu modelo ao material e design. Por exemplo uma secretária em vidro fica muito bem num escritório amplo de uma vivenda ou numa empresa particular bem decorada. Pode colocar-se também num pequeno escritório de um apartamento ou numa sala especial e decorada a gosto. Há quem prefira ter uma secretária num espaço pequeno especificamente para trabalho. Deste modo concentra-se mais nele e não pensa no que tem para fazer em casa. Ou seja, dá mais prioridade ao que eventualmente tenha que fazer numa secretária. Para além de ajudar a decorar e embelezar o espaço onde se coloca dá um certo ar de charme e gramou num ambiente. Se este for decorado com objectos bonitos de decoração e uma estante para livros dá um ar mais intelectual ao ambiente. Deste modo mais propício para o recolhimento.

Não é por acaso que muita gente prefere o seu escritório para passar as horas que dispõe no seu quotidiano ou fins – de - semana. É um local propício a pensar mais nos projectos, no trabalho e nos encargos da vida. Deste modo cada divisão da casa tem uma funcionalidade diferente e um ar distinto dos restantes.

Não quer dizer que uma secretária em vidro não fique adaptada noutro local que não seja para o trabalho de estudantes ou outros, ela pode ainda adaptar-se para embelezar ou harmonizar espaços que estejam por preencher numa casa maior ou outro local. Sem dúvida que a secretária em vidro não vai deixar mal nenhum espaço onde se coloque.

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Teresa Maria Batista Gil

Título:Secretária em vidro

Autor:Teresa Maria Gil(todos os textos)

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Comentários

  • Rua DireitaRua Direita

    20-04-2014 às 15:52:38

    Fantástico texto! A Rua Direita agradece!

    ¬ Responder

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