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Olá controlo remoto!

Categoria: TV HIFI
Olá controlo remoto!

É consensual que, para o nosso conforto, uma das melhores invenções foi a do controlo remoto, que nos permite comandar uma máquina à distância.

O primeiro controlo remoto foi criado na década de 1950 pela Zenith Radio Corporation e era ligado à televisão através de um fio, o que limitava a mobilidade deste aparelho.

Nesta mesma década, criou-se o mesmo aparelho, mas sem fios, que funcionava através de uma luz que emitia para uma célula fotoeléctrica no aparelho de televisão.

Passados alguns anos, chegou-se ao controlo remoto por infravermelhos. O problema dos controlos remotos nesta altura era o de que apenas tinham os botões para passar canal a canal.

Com o aumento da disponibilidade de canais a partir dos anos 70, houve a necessidade de criar frequências para os botões numéricos nos comandos, tornando-os similares aos usados nas nossas casas hoje em dia.

Se repararmos bem, hoje em dia existe uma grande variedade de aparelhos electrónicos nas nossas casas que funcionam por comandos.

De modo a evitar a grande quantidade destes aparelhos numa determinada divisão da nossa casa e também a substituir comandos que se avariem, existem os comandos universais que permitem controlar mais do que um aparelho num comando só.

Evitam-se, assim, algumas confusões que possam surgir, como por exemplo querermos ligar a televisão e o leitor de CDs começar a tocar...


Rua Direita

Título: Olá controlo remoto!

Autor: Rua Direita (todos os textos)

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Fine and Mellow

Tema: Música
Fine and Mellow\"Rua
"O amor é como uma torneira
Que você abre e fecha
Às vezes quando você pensa que ela está aberta, querido
Ela se fechou e se foi"
(Fine and Melow by Billie Holiday)

Ao assistir a Bio de Billie Holiday, ocorreu-me a questão Bluesingers x feminismo, pois quem ouve Blues, especialmente as mais antigas, as damas dos anos 10, 20, 30, 40, 50, há de pensar que eram mulheres submissas ao machismo e maldade de seus homens. Mas, as cantoras de Blues, eram mulheres extremamente independentes; embora cantassem seus problemas, elas não eram submissas a ponto de serem ultrajadas, espancadas... Eram submissas, sim, ao amor, ao bom trato... Essas mulheres, durante muito tempo, tiveram de se virar sozinhas e sempre que era necessário, ficavam sós ou mudavam de parceiros ou assumiam sua bissexualidade ou homossexualidade efetiva. Estas senhoras, muitas trabalharam como prostitutas, eram viciadas em drogas ou viviam boa parte entregues ao álcool, merecem todo nosso respeito. Além de serem precursoras do feminismo, pois romperam barreiras em tempos bem difíceis, amargavam sua solidão motivadas pelo preconceito em relação a cor de sua pele, como aconteceu a Lady Day quê, quando tocava com Artie Shaw, teve que esperar muitas vezes dentro do ônibus, enquanto uma cantora branca cantava os arranjos que haviam sido feitos especialmente para ela, Bilie Holiday. Foram humilhadas, mas, nunca servis; lutaram com garra e competência, eram mulheres de fibra e cheias de muito amor. Ouvir Billie cantar Strange Fruit, uma das primeiras canções de protestos, sem medo, apenas com dor na alma, é demais para quem tem sentimentos. O brilho nos olhos de Billie, fosse quando cantava sobre dor de amor ou sobre dor da dor, é insubstituível. Viva elas, nossas Divas do Blues, viva Billie Holiday, aquela que quando canta parte o coração da gente; linda, magnifica, incomparável, Lady Day.

O amor vai fazer você beber e cair
Vai fazer você ficar a noite toda se repetindo

O amor vai fazer você fazer coisas
Que você sabe que são erradas

Mas, se você me tratar bem, querido
Eu estarei em casa todos os dias

Mas, se você continuar a ser tão mau pra mim, querido
Eu sei que você vai acabar comigo

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Sayonara Melo

Título:Fine and Mellow

Autor:Sayonara Melo(todos os textos)

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