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Malas para Senhora - Verão 2011

Categoria: Vestuário
Comentários: 1
Malas para Senhora - Verão 2011

A mala para senhora, como nós a conhecemos hoje em dia, podemos considerar uma invenção do século XX, visto que, antes do seu surgimento, as senhoras utilizavam o que se chamava de bolsas. As bolsas que remontam ao surgimento das primeiras sociedades estruturadas eram utilizadas como um meio de transporte de dinheiro e bens pessoais de pequeno porte. Podemos dizer que, a ideia da mala ser vista como uma parte integral do estilo pessoal e ser um reflexo da moda de uma determinada época, veio daqui. As senhoras da corte, faziam-se pavonear com bolsas e pequenas sacolas pessoais, que muito discretamente combinavam com os seus vestidos e jóias.

Porém, presentemente, as malas de senhora, ocupam um lugar um pouco diferente, na medida em que, tornaram-se mais que um acessório, para se tornarem mais uma forma de expressão do estilo pessoal e personalidade de cada um de nós. Vemos malas simples, berrantes, de pele, de plástico, pretas, castanhas, brancas, e de todas as cores possíveis e imaginárias, dos mais diversos materiais e tamanhos. Por existirem todas as variantes possíveis e imaginárias, é que podemos constatar que por alguma razão existem mulheres viciadas na aquisição de malas de senhora, chegando a gastar 500 euros ou mais numa mala.

Algo que veio a aumentar a euforia, relativamente às malas de mulher, foi o facto de alguns estilistas reconhecidos internacionalmente, terem criado linhas independentes às suas principais marcas, que se focam única e exclusivamente, no design de malas para senhora, isto veio rapidamente a dar à mala de senhora, toda uma nova vida e presença enquanto objecto de moda.

Seja um saco, uma mala de estilista (prada ou versace), uma pouchet ou uma mala de cinto reinventada, este Verão tem as portas abertas para brincar, experimentar e exagerar com este acessório. Em termos de cores e padrões use e abuse, cores vivas, materiais diferentes (naturais ou sintéticos), com ou sem borlas, não tenha receio de experimentar. As suas malas são não só um complemento ao seu guarda-roupa mas também podem ser uma forma de expressão da sua personalidade.

Bruno Jorge

Título: Malas para Senhora - Verão 2011

Autor: Bruno Jorge (todos os textos)

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Comentários     ( 1 )    recentes

  • SophiaSophia

    12-06-2014 às 20:03:57

    Gostei da dica sobre malas para senhoras.
    Cumprimentos,
    Sophia

    ¬ Responder

Comentários - Malas para Senhora - Verão 2011

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Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal

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Tema: Literatura
Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal\"Rua
Gertrude Stein foi uma escritora de peças de teatro, de peças de opera, de ficção, de biografia e de poesia, nascida nos Estados Unidos da América, e escreveu a Autobiografia de Alice B. Toklas, vestindo a pele, e ouvindo pela viva voz da sua companheira de 25 anos de vida, os relatos da historia de ambas, numa escrita acessível, apresentando situações caricatas ou indiscretas de grandes vultos da arte e da escrita da sua época. Alice B. Toklas foi também escritora, apesar de ter vivido sempre um pouco na sombra de Stein. Apesar de ambas terem crescido na Califórnia, apenas se conheceram em Paris, em 1907.


Naquela altura, Gertrude vivia há quatro anos com o seu irmão, o artista Leo Stein, no numero 27 da rue de Fleurus, num apartamento que se tinha transformado num salão de arte, recebendo exposições de arte moderna, e divulgando artistas que viriam a tornar-se muito famosos. Nestes anos iniciais em Paris, Stein estava a escrever o seu mais importante trabalho de início de carreira, Three Lives (1905).


Quando Gertrude e Alice se conheceram, a sua conexão foi imediata, e rapidamente Alice foi viver com Gertrude, tornando-se sua parceira de escrita e de vida. A casa, como se referiu atrás, tornou-se um local de reunião para escritores e artistas da vanguarda da época. Stein ajudou a lançar as carreiras de Matisse, e Picasso, entre outros, e passou a ser uma espécie de teórica de arte, aquela que descrevia os trabalhos destes artistas. No entanto, a maior parte das críticas que Stein recebia, acusavam-na de utilizar uma escrita demasiado densa e difícil, pelo que apenas em 1933, com a publicação da Autobiografia de Alice B. Toklas, é que o trabalho de Gertrude Stein se tornou de facto reconhecido e elogiado.


Alice foi o apoio de Gertrude, foi a dona de casa, a cozinheira, grande cozinheira aliás, vindo mais tarde a publicar algumas das suas receitas, e aquela que redigia e corrigia o que Gertrude lhe ditava. Assim, Toklas fundou uma pequena editora, a Plain Editions, onde publicava o trabalho de Gertrude. Aliás, é reconhecido nesta Autobiografia, que o papel de Gertrude, no casal, era o de marido, escrevendo e discutindo arte com os homens, enquanto Alice se ocupava da casa e da cozinha, e de conversar sobre chapéus e roupas com as mulheres dos artistas que visitavam a casa. Depois da morte de Gertrude, Alice continuou a promover o trabalho da sua companheira, bem como alguns trabalhos seus, de culinária, e um de memórias da vida que ambas partilharam.


Assim, este livro que inspirou o filme “Meia noite em Paris”, de Woody Allen, é um livro a não perder, já nas livrarias em Portugal, pela editora Ponto de Fuga.

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Liliana Félix Leite

Título:Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal

Autor:Liliana Félix Leite(todos os textos)

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