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Quero ser uma televisão!

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: TV HIFI
Visitas: 4
Comentários: 1
Quero ser uma televisão!

Este pode ser o clamor de quem se sente preterido ou delegado para segundo ou terceiro plano pela caixinha que veio revolucionar o mundo inteiro. A partir da sua entrada no quotidiano de quase toda a gente, o universo mudou e jamais voltará a ser o que era. Mais do que um veículo de informação, a televisão constitui um bilhete para viagens inimagináveis através do transporte, em segurança, a mundos desconhecidos, a realidades imperscrutáveis, a culturas distantes, a saberes impensáveis, a doces ilusões.

Muitas vezes, sobretudo em produções fictícias, confunde-se o que é fábula com a própria verdade da existência. Este facto pode comportar riscos mais ou menos graves, sobretudo para os protagonistas de papéis menos simpáticos, que além de serem vaiados em praça pública, são, amiúde, vítimas da materialização da agressividade latente daqueles que habitualmente acompanham o desenrolar da sua personagem naquele momento e anseiam proteger os “bons da fita”. Isto será sinónimo de um belíssimo desempenho, mas convém manter a integridade física para continuar o trabalho…

Independentemente de se gostar mais disto e menos daquilo, o certo é que, regra geral, se coloca a emissão televisiva à frente de muitas coisas… e pessoas. Deste modo, perdeu-se um pouco a noção da importância do diálogo e o silêncio é quebrado por um televisor em cada divisão da casa. Bom, parece que, por enquanto, a casa de banho tem sido poupada… Não obstante, há quem gostasse de ocupar o lugar da televisão, isto é, ter um espaço de destaque, reunir a família em seu redor, ser levado a sério quando fala, ver-se no centro das atenções, ser ouvido sem interrupções, receber cuidado semelhante ao do aparelho quando não funciona, ter a capacidade de divertir a todos, enfim, simplesmente experimentar o que vive qualquer televisão!

Um garoto teria ainda mais alguns itens a acrescentar a este rol de desejos: ter a companhia do pai quando chega a casa, mesmo que cansado, a alegria originada na procura que a mãe faz da sua companhia quando se sente só e aborrecida, em vez de o ignorar, e a satisfação de observar os irmãos a disputá-lo, a competir para estar com ele, como fazem com a TV.
Certamente que uma criança gostaria e necessitaria de sentir que a família, de vez em quando, deixa tudo de lado para passar alguns momentos com ela! Como, aliás, qualquer indivíduo minimamente sensível. Neste contexto, talvez não fosse de todo descabida a definição que um petiz deu de telescópio à professora: «É um tubo que nos permite ver televisão de bem longe.»

Maria Bijóias

Título: Quero ser uma televisão!

Autor: Maria Bijóias (todos os textos)

Visitas: 4

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Comentários     ( 1 )    recentes

  • SophiaSophia

    04-06-2014 às 06:44:06

    Boa reflexão! Quero ser uma televisão é o que muita gente gostaria de ser...heheh
    Cumprimentos,
    Sophia

    ¬ Responder

Comentários - Quero ser uma televisão!

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Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

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Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: DVD Filmes
Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.\"Rua
Este texto irá falar sobre o filme Ex_Machina, nele podem e vão ocorrer Spoillers, então se ainda não viram o filme, vejam e voltem depois para lê-lo.

Impressões iniciais:

Ponto para o filme. Já que pela sinopse baixei a expectativa ao imaginar que era apenas mais um filme de robôs com complexo de Pinóquio, mas evidentemente que é muito mais que isso.

Desde as primeiras cenas é possível perceber que o filme tem algo de especial, pois não vemos uma cena de abertura com nenhuma perseguição, explosão ou ação sem propósito, típica em filmes hollywoodianos.
Mais um ponto, pois no geral o filme prende mais nos diálogos cerebrais do que na história em si, e isso é impressionante para o primeiro filme, como diretor, de Alex Garland (também roteirista do filme). O filme se mostrou eficiente em criar um ambiente de suspense, em um enredo, aparentemente sem vilões ou perigos, que prende o espectador.

Entrando um pouco no enredo, não é difícil imaginar que tem alguma coisa errada com Nathan Bateman (Oscar Isaac), que é o criador do android Ava (Alicia Vikander), pois ele vive isolado, está trabalhando num projeto de Inteligência Artificial secreto e quando o personagem orelha, Caleb Smith (Domhnall Gleeson), é introduzido no seu ambiente, o espectador fica esperando que em algum momento ele (Nathan) se mostrará como vilão. No entanto isso ocorre de uma forma bastante interessante no filme, logo chegaremos nela.

Falando um pouco da estética do filme, ponto para ele de novo, pois evita a grande cidade (comum nos filmes de FC) como foco e se concentra mais na casa de Nathan, que fica nas montanhas cercadas de florestas e bastante isolado. Logo de cara já é possível perceber que a estética foi pensada para ser lembrada, e não apenas um detalhe no filme. A pesar do ambiente ser isolado era preciso demonstras que os personagens estão em um mundo modernizado, por isso o cineasta opta por ousar na arquitetura da casa de Nathan.

A casa é nesses moldes novos onde a construção se mistura com o ambiente envolta. Usando artifícios como espelhos, muitas paredes de vidro, estruturas de madeira e rochas, dando a impressão de camuflagem para a mesma, coisa que os ambientalistas julgam favorável à natureza. Por dentro se pode ver de forma realista como podem ser as smart-house, não tenho certeza se o termo existe, mas cabe nesse exemplo. As paredes internas são cobertas com fibra ótica e trocam de cor, um efeito que além de estético ajuda a criar climas de suspense, pois há momentos onde ocorrem quedas de energia, então fica tudo vermelho e trancado.

O papel de Caleb á ajudar Nathan a testar a IA de AVA, mas com o desenrolar da história Nathan revela que o verdadeiro teste está em saber se Ava é capaz de “usar”, ou “se aproveitar” de Caleb, que se demonstra ser uma pessoa boa.

Caleb é o típico nerd introvertido, programador, sem amigos, sem família e sem namorada. Nathan também representa a evolução do nerd. O nerd nos dias de hoje. Por fora o cara é careca, barbudão com uns traços orientais (traços indianos, pois a Índia também fica no Oriente), bebê bastante e ao mesmo tempo malha e mantém uma dieta saudável pra compensar. E por dentro é um gênio da programação que criou, o google, o BlueBook, que é um sistema de busca muito eficiente.

Destaque para um diálogo sobre o BlueBook, onde Nathan fala para Caleb:
“Sabe, meus concorrentes estavam tão obcecados em sugar e ganhar dinheiro por meio de compras e mídia social. Achavam que ferramenta de pesquisa mapeava O QUE as pessoas pensavam. Mas na verdade eles eram um mapa de COMO as pessoas pensavam”.

Impulso. Resposta. Fluido. Imperfeição. Padronização. Caótico.

A questão filosófica vai além disso esbarrando no conceito de “vontade de potência”, de Nietzche, mas sobre isso não irei falar aqui, pois já há textos muito bons por aí.

Tem outra coisa que o filme me lembrou, que eu não sei se é referência ou se foi ocasional, mas o local onde Ava está presa e a forma como ela fica deitada num divã, e questiona se Caleb a observa por detrás das câmeras, lembra o filme “A pele que habito” de Almodóvar, um outro filme excelente que algum dia falarei por aqui.

Talvez seja uma versão “O endoesqueleto de metal e silicone que habito”, ou “O cérebro positrônico azul que habito”, mesmo assim não podia deixar de citar a cena por que é muito interessante.

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Jhon Erik Voese

Título:Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

Autor:Jhon Erik Voese(todos os textos)

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Comentários

  • Suassuna 11-09-2015 às 02:03:47

    Gostei do texto, irei conferir o filme.

    ¬ Responder
  • Jhon Erik VoeseJhon Erik Voese

    15-09-2015 às 15:51:02

    Que bom, obrigado! Espero que goste do filme também!

    ¬ Responder

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