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Saiba servir... e sorrir!

Categoria: Serviços
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Saiba servir... e sorrir!

Quando se fala de serviços, vem imediatamente à mente aquela expressão mal disposta e carrancuda de inúmeros funcionários de repartições públicas, atrás de um balcão, que não esconde, contudo, a total ausência de educação e de delicadeza no atendimento às pessoas que dele se abeiram. Já para não falar da falta de rapidez e eficiência nos obséquios prestados.
Parece mesmo que estão a fazer um favor de muito má vontade…

Raramente se pode aferir acerca da brancura, ou não, das respectivas dentuças: não mostram os dentes a ninguém. O que aparece, frequentemente, são as “garras”, que apontam na direcção de algum colega mais incauto, geralmente com a conivência e a complacência de outro. Entretanto, o utente espera pacientemente que termine a sessão de má-língua para ser atendido.
Sobretudo em indivíduos de idade mais avançada, as varizes e os problemas nas articulações não se compadecem com tamanhas demoras e as dores incomodam. Do outro lado, as “caras de pau” permanecem impávidas e serenas. Isto daria mote para se afixar na porta de entrada ou na parede um cartaz semelhante ao que, numa vila do interior, o presidente da Câmara Municipal, irritado com a gente que vinha das aldeias e amarrava os burros em frente aos Paços do Concelho, mandou pregar: «A partir de hoje, é expressamente proibido prender os burros aqui fora, para não atrapalhar os que estão lá dentro!»

Hoje em dia, com a introdução do livro de reclamações e da avaliação do desempenho na função pública, e das correspondentes consequências, talvez se pense duas vezes antes de dar uma má resposta ou de recusar um sorriso de simpatia. E, provavelmente, ter-se-á maior atenção ao rigor e à uniformidade das informações que se dão e a toda uma série de certificações indispensáveis a um trabalho sério. No âmbito da medicina, certos erros e negligências podem ser irreversíveis ou mesmo fatais.
Acontece, por exemplo, quando não se verifica a devida comprovação, a amputação de membros sãos, ao invés dos gangrenados e destruídos, ou a declaração de um óbito que, afinal, está vivo! Acordar na fria pedra da morgue é que deve ser um susto de morte…!

As auditorias e as investigações imparciais e isentas são meios eficazes de combate ao desleixo e à fraca produtividade. Evitam ou, pelo menos, dificultam, entre muitas outras coisas, a execução prática da máxima: «Entrar tarde e cedo sair dá mais tempo para divertir.» E, já agora, porque não implementar a obrigatoriedade de cumprir o que dizem os avisos em todos os espaços dotados de sistema de videovigilância: «Sorria! Está a ser filmado»?...

Maria Bijóias

Título: Saiba servir... e sorrir!

Autor: Maria Bijóias (todos os textos)

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Comentários     ( 6 )    recentes

  • Briana AlvesBriana

    26-08-2014 às 00:38:14

    Realmente, concordo com você! As repartições públicas possuem pessoas que não sabem trabalhar com boa vontade, nos atendem como se fosse uma obrigação. É triste receber um mau atendimento, mas elas pó podem mudar, com certeza, o sorriso é uma das melhores ferramentas para atrair pessoas e ainda ter um dia mais proveitoso!

    ¬ Responder
  • SophiaSophia

    29-05-2014 às 23:41:28

    O sorriso abre portas e as escancaram! Todo mundo gosta de ser bem atendido, quando damos atenção e sorrisos, as pessoas logo vão sorrir de volta e isso é um dos aspectos mais importantes ao servir. Valorizo muito o sorrir,pois ele é sempre vantajoso!
    Cumprimentos,
    Sophia

    ¬ Responder
  • M.L.E.- Soluções de ClimatizaçãoGuida

    19-04-2014 às 11:45:40

    Aprendi muito a ter uma nova perspetiva sobre o tema, tanto pelo texto escrito mas ainda mais pelos comentários - Saiba servir ...e sorrir!

    ¬ Responder
  • M.L.E.- Soluções de ClimatizaçãoSofia Nunes

    13-09-2012 às 15:48:19

    Concordo em absoluto com a sua análise. Na realidade sempre foi um mistério para mim o facto de a grande maioria das pessoas que prestam serviços públicos ser antipática. Sabendo que um sorriso muda a disposição de qualquer pessoa para melhor, acho que deveriam esforçar-se mais no sentido de melhorarem nesse sentido. Tendo perceber as razões, talvez o trabalho que estão a exercer seja maçador, talvez estejam presos a um cargo que não os estimula…

    ¬ Responder
  • M.L.E.- Soluções de ClimatizaçãoMaria Pinto

    24-04-2009 às 15:36:04

    Concordo plenamente; um sorriso muda tudo. O facto de as pessoas estarem muito tempo em filas de espera para serem atendidas já é "um sacrificio". Porque não, um sorriso do outro lado, quando finalmente somos atendidos.
    Por vezes somos tratados, como "pessoas inferiores"; só temos deveres a cumprir mas, não o direito a qualquer "direito" (desculpem-me a redondancia).
    Normalmente, este tipo de atitude funciona mais nas repartições públicas; só que quem nos atende esquece-se de quem lhes paga o ordenada ao final do mês; são os nossos impostos.
    O livro de reclamações, poucou ou nada serve para reclamar. Já tive duas experiencias. Não foram nada positivas; numa das reclamações, passei de queixosa ("a quase") culpada do erro cometido pela pessoa que me atendeu.
    As pessoas que trabalham no atendimento ao publico, em geral, deveriam fazer uma formação de "civismo".
    Pois, senão gostam de atender, falar, ou informar as pessoas; deveriam ter outro trabalho. E deixar para quem tem aptidão para o fazer. Mas, infelizmente os critérios de recrutamento destas pessoas faz-se pelo factor "C".

    ¬ Responder
  • M.L.E.- Soluções de ClimatizaçãoAnonimo

    15-03-2009 às 19:12:45

    Sim, é verdade.

    Olha eu sou Aviador. Sim adoro ter um contaco com o publico. O interagir com outros seres humanos é muito enrequecedor. À perto de 23 anos que sou Aviador. Eu sou daquelas pessoas que adora o que faz. E faz o que adora.

    Sempre que falo com um novo cliente existe um momento de establecer contacto. Esses momentos preenchem me de felicidade. Os clientes voltam sempre, e tal como tu escreveste, só porque eu sorrio.

    Sim É uma grande verdade o sorrir para melhor servir...
    Uma vez contaram-me ( a Dª Madalena) que eu vendi todos os chouriços só por causa do meu sorriso. Eu já tinha os 34 chouriços á mais de um mês, e um bom serviço...puf...um sorriso...negócio feito.

    Eu tenho muita experiencia e sei do que estou a falar, eu sou Aviador.

    Obrigada , menina, por confirmar o meu mote de vida.

    E quem sabe um dia deste vou a servir a si ou estimados leitores, porque conforme já vos disse eu sou Aviador, de merciaria.

    ¬ Responder

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Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal

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Tema: Literatura
Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal\"Rua
Gertrude Stein foi uma escritora de peças de teatro, de peças de opera, de ficção, de biografia e de poesia, nascida nos Estados Unidos da América, e escreveu a Autobiografia de Alice B. Toklas, vestindo a pele, e ouvindo pela viva voz da sua companheira de 25 anos de vida, os relatos da historia de ambas, numa escrita acessível, apresentando situações caricatas ou indiscretas de grandes vultos da arte e da escrita da sua época. Alice B. Toklas foi também escritora, apesar de ter vivido sempre um pouco na sombra de Stein. Apesar de ambas terem crescido na Califórnia, apenas se conheceram em Paris, em 1907.


Naquela altura, Gertrude vivia há quatro anos com o seu irmão, o artista Leo Stein, no numero 27 da rue de Fleurus, num apartamento que se tinha transformado num salão de arte, recebendo exposições de arte moderna, e divulgando artistas que viriam a tornar-se muito famosos. Nestes anos iniciais em Paris, Stein estava a escrever o seu mais importante trabalho de início de carreira, Three Lives (1905).


Quando Gertrude e Alice se conheceram, a sua conexão foi imediata, e rapidamente Alice foi viver com Gertrude, tornando-se sua parceira de escrita e de vida. A casa, como se referiu atrás, tornou-se um local de reunião para escritores e artistas da vanguarda da época. Stein ajudou a lançar as carreiras de Matisse, e Picasso, entre outros, e passou a ser uma espécie de teórica de arte, aquela que descrevia os trabalhos destes artistas. No entanto, a maior parte das críticas que Stein recebia, acusavam-na de utilizar uma escrita demasiado densa e difícil, pelo que apenas em 1933, com a publicação da Autobiografia de Alice B. Toklas, é que o trabalho de Gertrude Stein se tornou de facto reconhecido e elogiado.


Alice foi o apoio de Gertrude, foi a dona de casa, a cozinheira, grande cozinheira aliás, vindo mais tarde a publicar algumas das suas receitas, e aquela que redigia e corrigia o que Gertrude lhe ditava. Assim, Toklas fundou uma pequena editora, a Plain Editions, onde publicava o trabalho de Gertrude. Aliás, é reconhecido nesta Autobiografia, que o papel de Gertrude, no casal, era o de marido, escrevendo e discutindo arte com os homens, enquanto Alice se ocupava da casa e da cozinha, e de conversar sobre chapéus e roupas com as mulheres dos artistas que visitavam a casa. Depois da morte de Gertrude, Alice continuou a promover o trabalho da sua companheira, bem como alguns trabalhos seus, de culinária, e um de memórias da vida que ambas partilharam.


Assim, este livro que inspirou o filme “Meia noite em Paris”, de Woody Allen, é um livro a não perder, já nas livrarias em Portugal, pela editora Ponto de Fuga.

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Liliana Félix Leite

Título:Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal

Autor:Liliana Félix Leite(todos os textos)

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