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O que é o Síndrome de Down?

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: Saúde
O que é o Síndrome de Down?

Durante muito tempo foram muitas as designações para quem tem é portador de Síndrome de Down. Mongoloides, atrasados mentais, enfim, um sem número de nomes absurdos que incapacitavam logo à partida um portador deste síndrome, sem que lhe fossem dadas oportunidades para mostrar o seu fantástico potencial.

Mas afinal o que é o Síndrome de Down? Antes de mais, há que saber que é uma alteração genética que ocorre durante a divisão celular do embrião (durante a gravidez). Qualquer um de nós tem 46 cromossomas (23 da mãe e 23 do pai) presentes nas células, ligados em pares (23 pares). Num portador de Síndrome de Down, o número de cromossomas é de 47, estando este excedente ligado ao par 21. Daí ter surgido o termo Trissomia 21, resultado desta divisão de pares de cromossomas.

Em 1866, John Langdon Down estudou as diferenças e semelhanças fisiológicas entre crianças. Mais tarde, em 1958 um médico geneticista Francês de nome Jérôme Lejeune foi quem verificou a alteração genética e dedicou toda a sua vida a este estudo e à luta para melhorar a qualidade de vida dos portadores do Síndrome. Jérôme batizou a anomalia genética com o nome do primeiro homem que se debruçou sobre o caso com seriedade e afinco.




Existem porém 3 tipos (anomalias cromossômicas ou variantes) de Síndrome de Down.:
Trissomia Simples, onde se possuem 47 cromossomas em todas as células (95% dos casos de Síndrome de Down); Translocação, quando o par 21 é totalmente colado (aproximadamente 3% dos casos de Síndrome de Down); Mosáico em que apenas algumas células apresentam 46 cromossomas, mas outras apresentam 47 (2% dos casos de Síndrome de DoWn).

Julga-se que a causa seja a idade materna, pois 60% dos casos são originados por mulheres que engravidaram com mais de 30 anos. A explicação pode estar no efeito que a idade tem na ovogénese. A falta de segregação também pode ser um fator, aumentando também as probabilidades deste Síndrome quando o pai também já passou os 35 anos. NO entanto, é importante perceber que se trata de uma alteração genética e que ninguém é culpado.

As características de portadores do Síndrome são várias, e naturalmente podem ser mais acentuadas em certos indivíduos do que noutros.

A parte superior da cabeça pode ser ligeiramente achatada, cara arredondada, cabelo liso e fina. O nariz é normalmente pequeno e afundado, olhos com pálpebras ligeiramente estreitas, semelhantes aos orientais.

Orelhas e boca pequenas e o palato estreito. Os dentes de leite chegam mais tarde. Mãos e pés pequenos e grossos.

O Rastreio Pré-Natal é fundamental e o acompanhamento e estimulo do portador, são fundamentais.

Se durante tantos anos se marginalizou um portador deste Síndrome, nos dias de hoje estamos cada vez mais certos das suas capacidades. São portadores de um Síndrome, mas também donos de uma grande vontade.


Carla Horta

Título: O que é o Síndrome de Down?

Autor: Carla Horta (todos os textos)

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Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal

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Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: Literatura
Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal\"Rua
Gertrude Stein foi uma escritora de peças de teatro, de peças de opera, de ficção, de biografia e de poesia, nascida nos Estados Unidos da América, e escreveu a Autobiografia de Alice B. Toklas, vestindo a pele, e ouvindo pela viva voz da sua companheira de 25 anos de vida, os relatos da historia de ambas, numa escrita acessível, apresentando situações caricatas ou indiscretas de grandes vultos da arte e da escrita da sua época. Alice B. Toklas foi também escritora, apesar de ter vivido sempre um pouco na sombra de Stein. Apesar de ambas terem crescido na Califórnia, apenas se conheceram em Paris, em 1907.


Naquela altura, Gertrude vivia há quatro anos com o seu irmão, o artista Leo Stein, no numero 27 da rue de Fleurus, num apartamento que se tinha transformado num salão de arte, recebendo exposições de arte moderna, e divulgando artistas que viriam a tornar-se muito famosos. Nestes anos iniciais em Paris, Stein estava a escrever o seu mais importante trabalho de início de carreira, Three Lives (1905).


Quando Gertrude e Alice se conheceram, a sua conexão foi imediata, e rapidamente Alice foi viver com Gertrude, tornando-se sua parceira de escrita e de vida. A casa, como se referiu atrás, tornou-se um local de reunião para escritores e artistas da vanguarda da época. Stein ajudou a lançar as carreiras de Matisse, e Picasso, entre outros, e passou a ser uma espécie de teórica de arte, aquela que descrevia os trabalhos destes artistas. No entanto, a maior parte das críticas que Stein recebia, acusavam-na de utilizar uma escrita demasiado densa e difícil, pelo que apenas em 1933, com a publicação da Autobiografia de Alice B. Toklas, é que o trabalho de Gertrude Stein se tornou de facto reconhecido e elogiado.


Alice foi o apoio de Gertrude, foi a dona de casa, a cozinheira, grande cozinheira aliás, vindo mais tarde a publicar algumas das suas receitas, e aquela que redigia e corrigia o que Gertrude lhe ditava. Assim, Toklas fundou uma pequena editora, a Plain Editions, onde publicava o trabalho de Gertrude. Aliás, é reconhecido nesta Autobiografia, que o papel de Gertrude, no casal, era o de marido, escrevendo e discutindo arte com os homens, enquanto Alice se ocupava da casa e da cozinha, e de conversar sobre chapéus e roupas com as mulheres dos artistas que visitavam a casa. Depois da morte de Gertrude, Alice continuou a promover o trabalho da sua companheira, bem como alguns trabalhos seus, de culinária, e um de memórias da vida que ambas partilharam.


Assim, este livro que inspirou o filme “Meia noite em Paris”, de Woody Allen, é um livro a não perder, já nas livrarias em Portugal, pela editora Ponto de Fuga.

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Liliana Félix Leite

Título:Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal

Autor:Liliana Félix Leite(todos os textos)

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