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Cegueira dos rios

Categoria: Saúde
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Cegueira dos rios

A cegueira dos rios, ou oncocercose, é uma doença ocasionada pelo microorganismo onchocerca volvulus e transmitida pela chamada mosca preta, do género simulium (simulídeos), podendo lesar a pele, os olhos e o tecido linfático. Esta doença é transmitida de pessoa para pessoa por meio de picadas da mosca preta, que ataca de dia e se reproduz em rios e riachos, onde o perigo de propagação é máximo. Quando a mosca pica, recebe do indivíduo que é picado a microfilária (caso este se encontre infectado), que se desenvolve, posteriormente, para a forma de larva. Ao picar outra pessoa, inocula-lhe as larvas na pele. Estas começam a mover-se no tecido subcutâneo e produzem nódulos, onde se tornam adultas, dão origem a novas microfilárias e podem viver de nove a onze anos!

Que se saiba, o ser humano é o único afectado por uma patologia que constitui uma das principais causas de cegueira em África e a quarta a nível mundial, no que se refere a cegueira evitável. O período de incubação pode ir de nove a 24 meses. Os primeiros sintomas constam de febre, urticária, comichão, vermelhidão na pele e tumores fibrosos. É ainda possível que a derme se apresente enrugada, grossa, áspera, despigmentada e semelhante à de um lagarto ou leopardo. Quando os olhos são comprometidos, os sinais podem ir de visão turva à cegueira completa. Luzes mais intensas são passíveis de provocar dor e, na ausência de tratamento, a opacidade da córnea completar-se. A íris, a pupila e a retina são susceptíveis de ser afectadas, assim como o nervo óptico, que pode mesmo inflamar e iniciar um processo de degenerescência.

Os nódulos dos parasitas são identificados através de ecografia ou análise microscópica de amostras de biopsia. A detecção também pode ser levada a cabo por observação do olho com oftalmoscópio.

São utilizados dois princípios activos no combate à cegueira dos rios, um que paralisa e mata as microfilárias, aliviando a comichão, moderando o avanço da doença e travando a transmissão, e outro que actua de forma indirecta, porque destinado a destruir as bactérias com as quais o parasita vive em simbiose.

Constata-se que esta enfermidade é mais usual em homens do que em mulheres, quiçá mercê da maior exposição a que actividades como a agricultura e a pesca obrigam. A melhor maneira de acautelar a cegueira dos rios é evitar a picada da mosca, usando roupas de manga comprida e repelente de insectos.

A cegueira, além de conduzir ao abandono das zonas ribeirinhas, levando ao cultivo de áreas menos férteis e ao consequente empobrecimento, acarreta uma eventual diminuição da esperança de vida. Milhões de pessoas são atingidas, sendo que 95 por cento estão em África.

O Gana, a Libéria e a República Democrática do Congo dispuseram-se a participar em testes clínicos de um medicamento inovador, que se espera venha a liquidar ou, pelo menos, tornar estéreis, os parasitas adultos, no intuito de interromper o ciclo de contaminação.



Maria Bijóias

Título: Cegueira dos rios

Autor: Maria Bijóias (todos os textos)

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Comentários     ( 6 )    recentes

  • maria serafim

    06-08-2015 às 12:32:50

    depois de tomar conhecimento sobre esta doenca
    gostava de saber o governo de cada pais pode ajudar na cura visto que a maioria das pessoas com essa epidimia sao de baixa renda isto em angola

    ¬ Responder
  • Naty

    09-06-2013 às 17:46:20

    Oi!!! Muito legal saber, me ajudou na lição de ciências. Obs: Quando escrever nome científico, o gênero(1ºnome) é em letra maiuscula, e a especie(2º nome) letra minuscula. Ex:Onchocerca volvulus, e não esquecer de deixar em destaque!!!
    :)

    ¬ Responder
  • M.L.E.- Soluções de ClimatizaçãoCecília

    09-09-2011 às 21:16:05

    é muito bom saber que podem ajudar que está a perder a visão, também gostariaa que em Portugal se preocupassem mais com a visão do cidadão em Hospitais Públicos. beijos

    ¬ Responder
  • ivan severoivan severo

    25-06-2011 às 18:41:46

    essa doemça é similar aquela do estado do tocantins?algo sinistro ocorre naquela região.

    ¬ Responder
  • ThaisThais

    26-04-2010 às 12:48:14

    Oi, isso é interessante, bjs.

    ¬ Responder
  • MARIA GERALDA REAL DE ASSUNÇÃOMARIA GERALDA REAL DE ASSUNÇÃO

    13-10-2009 às 16:17:24

    Ótimo documento

    ¬ Responder

Comentários - Cegueira dos rios

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A história da fotografia

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Tema: Fotografia
A história da fotografia\"Rua
A história e princípios básicos da fotografia e da câmara fotográfica remontam à Grécia Antiga, quando Aristóteles verificou que os raios de luz solar e com o uso de substâncias químicas, ao atravessarem um pequeno orifício, projetavam na parede de um quarto escuro a imagem do exterior. Este método recebeu o nome de câmara escura.

A primeira fotografia reconhecida foi uma imagem produzida em 1826 por Niepce. Esta fotografia foi feita com uma câmara e assente numa placa de estanho coberta com um derivado de petróleo, tendo estado exposta à luz solar por oito horas, esta encontra-se ainda hoje preservada.

Niepce e Louis –Jacques Mandé Daguerre inciaram em 1829 as suas pesquisas, sendo que dez anos depois foi oficializado o processo fotográfico o nome de daguerreótipo. Este processo consistia na utilização de duas placas, uma dourada e outra prateada, que uma vez expostas a vapores de iodo, formando uma pelicula de iodeto de prata sobre a mesma, ai era a luz que entrava na camara escura e o calor gerado pela luz que gravava a imagem/fotografia na placa, sendo usado vapor de mercúrio para fazer a revelação da imagem. Foi graças á investigação realizada por Friedrich Voigtlander e John F. Goddard em 1840, que os tempos de exposição e revelação foram encurtados.




Podemos dizer que o grande passo (não descurando muitas outras mentes brilhantes) foi dado por Richard Leach Maddox, que em 1871 fabricou as primeiras placas secas com gelatina, substituindo o colódio. Três anos depois, as emulsões começaram a ser lavadas com água corrente para eliminar resíduos.

A fotografia digital


Com o boom das novas tecnologias e com a capacidade de converter quase tudo que era analógico em digital, sendo a fotografia uma dessas mesmas áreas, podemos ver no início dos anos 90, um rápido crescimento de um novo mercado, a fotografia digital. Esta é o ideal para as mais diversas áreas do nosso dia a dia, seja a nível profissional ou pessoal.

As máquinas tornaram-se mais pequenas, mais leves e mais práticas, ideais para quem não teve formação na área e que não tem tempo para realizar a revelação de um rolo fotográfico, sem necessidade de impressão. Os melhores momentos da nossa vida podem agora ser partilhados rapidamente com os nossos amigos e familiares rapidamente usando a internet e sites sociais como o Facebook e o Twitter .

A primeira câmara digital começou a ser comercializada em 1990, pela Kodak. Num instante dominou o mercado e hoje tornou-se produto de consumo, substituindo quase por completo as tradicionais máquinas fotográficas.

Sendo que presentemente com o aparecimento do FullHD, já consegue comprar uma máquina com sensores digitais que lhe permitem, além de fazer fotografia, fazer vídeo em Alta-Definição, criando assim não só fotografias quase que perfeitas em quase todas as condições de luz bem como vídeo com uma qualidade até agora impossível no mercado do vídeo amador.

Tirar fotografias já é acessível a todos e como já não existe o limite que era imposto pelos rolos, “dispara-se” por tudo e por nada. Ter uma máquina fotográfica não é mais um luxo, até já existem máquinas disponíveis para as crianças. Muitas vezes uma fotografia vale mais que mil palavras e afinal marca um momento para mais tarde recordar.

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Autor:Bruno Jorge(todos os textos)

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Comentários

  • Rua DireitaRua Direita

    05-05-2014 às 03:48:18

    Como é bom viver o hoje e saber da história da fotografia. Isso nos dá a ideia de como tudo evoluiu e como o mundo está melhor a cada dia produzindo fotos mais bonitas e com qualidade!

    ¬ Responder

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