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Quando A Razão E O Amor Não Se Entendem

Categoria: Relacionamentos
Quando A Razão E O Amor Não Se Entendem

Perder um grande amor, para outra ou para o mundo, dói como perder uma parte do próprio corpo. Dói, literalmente dói. É como se algo estivesse sendo arrancado de você à força, sem anestesia, sem pré-operatório. E, com isso, sofremos.

Choramos, nos revoltamos, gritamos, brigamos, sofremos como se não fosse possível sofrer mais. Entre as muitas palavras de apoio, nada parece ser útil ou suficiente. Todos os discursos repletos de elogios carregam um pouco daquela dúvida quanto ao real sentido de tudo aquilo, quanto ao real significado daquela história.

Se há, de fato, tantas qualidades em mim, ou em você, por que algo assim acontece?! Não há explicação.

Amar, assim como ser moral, significa estar e permanecer em um estado de perpétua incerteza. Nunca saberemos o que vai dar certo… e é essa incerteza que alimenta a esperança, ou a falta dela. Nesse contexto, as melhores palavras, as mais inteligentes, sensatas, realistas, podem vir da pessoa que você menos espera.

Podem vir de alguém que já te magoou, que já lhe fez sofrer (ainda que menos), mas que conseguiu com serenidade, ir diretamente na ferida, lhe lembrar do real sentido de cada decepção.

Trata-se de uma passagem, de algo que provavelmente aconteceu para o bem, para o meu (ou seu) bem. Ansiosos por conquistar o que queremos, por chegar onde queremos, acabamos nos esquecendo do que realmente importa, cobrindo defeitos grandes naqueles que um dia amamos – ou ainda amamos.

Estes aparecem com mais clareza quando a tempestade passa, e acordamos para o simples fato de que sim, era pouco demais – ou não era o bastante. Ansiosos por um futuro feliz, sofremos muito e sofremos pelo tanto que dedicamos, pelo tanto que colocamos na mesa.

Mas, quer saber, é como me disseram… o mal pode ser cortado antes que vire algo pior e daí há a esperança por dias melhores, por amores maiores (e estes sim, eternos). É o que faz nascer novamente a esperança. Não devemos desistir do amor… devemos, por sua vez, acreditar que há algo de mais incrível para aparecer.

Cada pessoa que sai da sua vida é alguém que deixa a porta aberta para outra pessoa e, essa outra, pode sim ser a pessoa certa. Não devemos buscar apenas relacionamentos… se o que queremos é algo mais completo, eterno. Devemos estar prontos para deixar o que é passageiro ir e, assim, dar espaço para algo que não venha a se transformar em pura decepção no futuro.

O amor teme a razão; a razão teme o amor. Cada um tenta viver sem o outro. Mas sempre que o fazem, o problema fica guardado. Esta é, na sua expressão mais breve, a incerteza do amor. E da razão.

Entre seguir a razão e viver plenamente o amor podemos encontrar um meio termo, um ponto que abrigue dois universos tão distantes. Entre sentir e pensar, a junção de tais mundos cai como uma resposta perfeita ao que pode ser a receita para a felicidade.


Maria Rachel Lins Brandão

Título: Quando A Razão E O Amor Não Se Entendem

Autor: Maria Rachel Brandão (todos os textos)

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Pulp Fiction: 20 anos depois

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Tema: Arte
Pulp Fiction: 20 anos depois\"Rua
Faz hoje 20 anos que estreou um dos mais importantes ícones cinematográficos americanos.

Pulp Fiction é um marco do cinema, que atirou para a ribalta Quentin Tarantino e as suas ideias controversas (ainda poucos tinham visto o brilhante “Cães Danados”).

Repleto de referências ao cinema dos anos 70 e com uma escolha de casting excepcional, Pulp Fiction conquistou o público com um discurso incisivo (os monólogos bíblicos de Samuel L. Jackson são um exemplo disso), uma violência propositadamente mordaz e uma não linearidade na sucessão dos acontecimentos, tudo isto, associado a um ritmo alucinante.

As três narrativas principais entrelaçadas de dois assassinos, um pugilista e um casal, valeram-lhe a nomeação para sete Óscares da Academia, acabando por vencer na categoria de Melhor Argumento Original, ganhando também o Globo de Ouro para Melhor Argumento e a Palma D'Ouro do Festival de Cannes para Melhor Filme.

O elenco era composto por nomes como John Travolta, Samuel L. Jackson, Bruce Willis, Uma Thurman e (porque há um português em cada canto do mundo) Maria de Medeiros.

Para muitos a sua banda sonora continua a constar na lista das melhores de sempre, e na memória cinéfila, ficam eternamente, os passos de dança de Uma Thurman e Travolta.

As personagens pareciam ser feitas à medida de cada actor.
Para John Travolta, até então conhecido pelos musicais “Grease” e “Febre de Sábado à Noite”, dar vida a Vincent Vega foi como um renascer na sua carreira.

Uma Thurman começou por recusar o papel de Mia Wallace, mas Tarantino soube ser persuasivo e leu-lhe o guião ao telefone até ela o aceitar.

Começava ali uma parceria profissional (como é habitual de Tarantino) que voltaria ao topo do sucesso com “Kill Bill”, quase 10 anos depois.

Com um humor negro afiadíssimo, Tarantino provou em 1994 que veio para revolucionar o cinema independente americano e nasceu aí uma inspirada carreira de sucesso, que ainda hoje é politicamente incorrecta, contradizendo-se da restante indústria.

Pulp Fiction é uma obra genial. Uma obra crua e simultaneamente refrescante, que sobreviveu ao tempo e se tornou um clássico.
Pulp Fiction foi uma lição de cinema!

Curiosidade Cinéfila:
pulp fiction ou revista pulp são nomes dados a revistas feitas com papel de baixa qualidade a partir do início de 1900. Essas revistas geralmente eram dedicadas às histórias de fantasia e ficção científica e o termo “pulp fiction” foi usado para descrever histórias de qualidade menor ou absurdas.

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Carla Correia

Título:Pulp Fiction: 20 anos depois

Autor:Carla Correia(todos os textos)

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