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Plug, pray and play

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: Outros
Plug, pray and play

Quando surgiram os primeiros computadores pessoais, era preciso o usuário programá-los antes de poder usá-los, uma tarefa complicada – não era para qualquer um. Pouco depois, os especialistas facilitaram nossa vida e os equipamentos passaram a vir já com programas prontos, criando o chamado plug and play (ligue e vá em frente). Melhorou, mas às vezes a coisa emperrava, frustando o usuário. Foi o que os cínicos passaram a chamar de plug and pray (ligue e ore).

Curioso, não? Parece que oração só vem à mente quando tudo dá errado. É o último recurso. Quando não se enxerga mais nenhuma saída, tenta-se ainda a oração. Não que se vá esperar muito disso, mas não custa nada, e quem sabe? Pelo menos ninguém pode dizer que não se tentou tudo!

É claro que também há os que fazem o contrário – não na informática, mas na vida. Erguem suas orações a quem quer que seja (talvez até mesmo a Deus) e depois cruzam os braços à espera de um milagre. Seria como querer que o computador funcionasse sem ligá-lo (quem sabe dispensando até o plug – a ligação à tomada). Pensando bem, acho que essa ideia do plug and pray, apesar de ser uma brincadeira com o computador, pode ser um ótimo programa de vida: primeiro o plug (a ligação com a fonte da própria vida – Deus), depois o pray (a conversa com Deus para receber instruções) e em seguida, aí sim, o play (tocar a vida, agora já com o respaldo necessário).

A propósito, há também aqueles que nem tentam o plug e confiam só na carga de sua própria bateria. Podem viver até bem por um bom tempo, mas um dia a carga acaba – e às vezes de repente. Não me parece uma opção muito esperta. O melhor mesmo é seguir de acordo com o correto, o verdadeiro ensino: primeiro o plug, depois o pray e por fim o play. Esse sim dá certo, esse sim tem resultado muito melhor para nossa vida, para o nosso caminho. Faça a sequência certa, não fique só no plug e nem só no pray e muito menos só no play.

Adriana Santos

Título: Plug, pray and play

Autor: Adriana Santos (todos os textos)

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Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal

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Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: Literatura
Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal\"Rua
Gertrude Stein foi uma escritora de peças de teatro, de peças de opera, de ficção, de biografia e de poesia, nascida nos Estados Unidos da América, e escreveu a Autobiografia de Alice B. Toklas, vestindo a pele, e ouvindo pela viva voz da sua companheira de 25 anos de vida, os relatos da historia de ambas, numa escrita acessível, apresentando situações caricatas ou indiscretas de grandes vultos da arte e da escrita da sua época. Alice B. Toklas foi também escritora, apesar de ter vivido sempre um pouco na sombra de Stein. Apesar de ambas terem crescido na Califórnia, apenas se conheceram em Paris, em 1907.


Naquela altura, Gertrude vivia há quatro anos com o seu irmão, o artista Leo Stein, no numero 27 da rue de Fleurus, num apartamento que se tinha transformado num salão de arte, recebendo exposições de arte moderna, e divulgando artistas que viriam a tornar-se muito famosos. Nestes anos iniciais em Paris, Stein estava a escrever o seu mais importante trabalho de início de carreira, Three Lives (1905).


Quando Gertrude e Alice se conheceram, a sua conexão foi imediata, e rapidamente Alice foi viver com Gertrude, tornando-se sua parceira de escrita e de vida. A casa, como se referiu atrás, tornou-se um local de reunião para escritores e artistas da vanguarda da época. Stein ajudou a lançar as carreiras de Matisse, e Picasso, entre outros, e passou a ser uma espécie de teórica de arte, aquela que descrevia os trabalhos destes artistas. No entanto, a maior parte das críticas que Stein recebia, acusavam-na de utilizar uma escrita demasiado densa e difícil, pelo que apenas em 1933, com a publicação da Autobiografia de Alice B. Toklas, é que o trabalho de Gertrude Stein se tornou de facto reconhecido e elogiado.


Alice foi o apoio de Gertrude, foi a dona de casa, a cozinheira, grande cozinheira aliás, vindo mais tarde a publicar algumas das suas receitas, e aquela que redigia e corrigia o que Gertrude lhe ditava. Assim, Toklas fundou uma pequena editora, a Plain Editions, onde publicava o trabalho de Gertrude. Aliás, é reconhecido nesta Autobiografia, que o papel de Gertrude, no casal, era o de marido, escrevendo e discutindo arte com os homens, enquanto Alice se ocupava da casa e da cozinha, e de conversar sobre chapéus e roupas com as mulheres dos artistas que visitavam a casa. Depois da morte de Gertrude, Alice continuou a promover o trabalho da sua companheira, bem como alguns trabalhos seus, de culinária, e um de memórias da vida que ambas partilharam.


Assim, este livro que inspirou o filme “Meia noite em Paris”, de Woody Allen, é um livro a não perder, já nas livrarias em Portugal, pela editora Ponto de Fuga.

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Liliana Félix Leite

Título:Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal

Autor:Liliana Félix Leite(todos os textos)

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