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O Terrorismo

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: Outros
O Terrorismo

Quando culturas, crenças, pessoas e ideais são desrespeitados e quando um povo se acha superior a outro e recorrer à invasão de território que não lhe pertence, é quando ideias terroristas começam a surgir na mente de alguns grupos. Estes por sua vez, sentem-se vitimizados, desrespeitados ou então ameaçados por outros que não têm nada a ver com as suas crenças e ideais.

Esta é a base do terrorismo, uma total falta de adaptação e respeito ao próximo. A diferença é que um terrorista molda o seu sistema de pensamento até um ponto de exagero que torna-se um extremista, e que não importa o que lhe digam, mostrem ou façam a sua fé e certezas tornam-se inabaláveis e ele(a) tornam-se mensageiros absolutos da verdade ou até mesmo, a mão de Deus.




Há que entender que as pessoas que cometem este tipo de atos, são muitas vezes o resultado papável de uma educação doutrinada e que as molda a pensar de determinada forma, não tendo os mesmos conceitos e padrões do que o resto, em relação ao bem e mal, acreditando muitas vezes, piamente que estão a agir, não só da única maneira possível mas, a agir em favor de um bem superior.

Os resultados mais presentes nas nossas memórias, e que para sempre vão ficar registados como os piores atos terroristas do século XX serão os atentados ocorridos a 11 de setembro em solo americano, e os ataques subsequentes no metro de Espanha e Paris. Se bem que, atos terroristas sempre existiram e sempre existiram. A única forma destes pararem é se existisse um sentido de igualdade a nível mundial que tornaria totalmente desnecessário recorrer a este tipo de ação para chamar à atenção de outros.

À que pensar, quando se fala deste tema que, muitas vezes o terrorista é uma pessoa que foi educada para um dia fazer este tipo de coisa ou que pura e simplesmente é uma pessoa com graves problemas psicológicos que mais cedo ou mais tarde acaba por cair, num tal estado de psicose e acaba por ver tudo e todos como alvos a eliminar.


Bruno Jorge

Título: O Terrorismo

Autor: Bruno Jorge (todos os textos)

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Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal

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Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: Literatura
Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal\"Rua
Gertrude Stein foi uma escritora de peças de teatro, de peças de opera, de ficção, de biografia e de poesia, nascida nos Estados Unidos da América, e escreveu a Autobiografia de Alice B. Toklas, vestindo a pele, e ouvindo pela viva voz da sua companheira de 25 anos de vida, os relatos da historia de ambas, numa escrita acessível, apresentando situações caricatas ou indiscretas de grandes vultos da arte e da escrita da sua época. Alice B. Toklas foi também escritora, apesar de ter vivido sempre um pouco na sombra de Stein. Apesar de ambas terem crescido na Califórnia, apenas se conheceram em Paris, em 1907.


Naquela altura, Gertrude vivia há quatro anos com o seu irmão, o artista Leo Stein, no numero 27 da rue de Fleurus, num apartamento que se tinha transformado num salão de arte, recebendo exposições de arte moderna, e divulgando artistas que viriam a tornar-se muito famosos. Nestes anos iniciais em Paris, Stein estava a escrever o seu mais importante trabalho de início de carreira, Three Lives (1905).


Quando Gertrude e Alice se conheceram, a sua conexão foi imediata, e rapidamente Alice foi viver com Gertrude, tornando-se sua parceira de escrita e de vida. A casa, como se referiu atrás, tornou-se um local de reunião para escritores e artistas da vanguarda da época. Stein ajudou a lançar as carreiras de Matisse, e Picasso, entre outros, e passou a ser uma espécie de teórica de arte, aquela que descrevia os trabalhos destes artistas. No entanto, a maior parte das críticas que Stein recebia, acusavam-na de utilizar uma escrita demasiado densa e difícil, pelo que apenas em 1933, com a publicação da Autobiografia de Alice B. Toklas, é que o trabalho de Gertrude Stein se tornou de facto reconhecido e elogiado.


Alice foi o apoio de Gertrude, foi a dona de casa, a cozinheira, grande cozinheira aliás, vindo mais tarde a publicar algumas das suas receitas, e aquela que redigia e corrigia o que Gertrude lhe ditava. Assim, Toklas fundou uma pequena editora, a Plain Editions, onde publicava o trabalho de Gertrude. Aliás, é reconhecido nesta Autobiografia, que o papel de Gertrude, no casal, era o de marido, escrevendo e discutindo arte com os homens, enquanto Alice se ocupava da casa e da cozinha, e de conversar sobre chapéus e roupas com as mulheres dos artistas que visitavam a casa. Depois da morte de Gertrude, Alice continuou a promover o trabalho da sua companheira, bem como alguns trabalhos seus, de culinária, e um de memórias da vida que ambas partilharam.


Assim, este livro que inspirou o filme “Meia noite em Paris”, de Woody Allen, é um livro a não perder, já nas livrarias em Portugal, pela editora Ponto de Fuga.

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Liliana Félix Leite

Título:Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal

Autor:Liliana Félix Leite(todos os textos)

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