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O Maior Ditador na Tua Vida és Tu.

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: Outros
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O Maior Ditador na Tua Vida és Tu.

Um pensamento recente fez-me concluir que o maior ditador da humanidade és tu.
Perguntar-me-ás: eu? E como concluíste tal coisa? Não me conheces. Não sabes quem sou, de onde venho, para onde vou… Não conheces a minha vida, nem os meus contextos sociais. E se soubesses tudo isto ainda assim concluirias que sou uma boa pessoa, desejo bem a toda a gente, menos aos maus e arrogantes que pervertem o direito dos pobres e espancam as crianças…

Sim, direi, poderás ser tudo isso, mas és o maior ditador na tua própria vida. És tu quem cria os teus limites, e és tu que te punes quando inevitavelmente falhas, e não cumpres os teus objetivos.




És tu que te prendes a um jugo a que chamas liberdade, mas que na verdade não o é, antes, aprisiona-te e quando queres fazer de forma diferente não podes porque policiaste a tua vida de tal forma, que hoje são mil e um a controlar os teus passos, pró tua própria vontade, por tua própria prescrição!!! Chamas-lhe amigos, colegas ou outra coisa qualquer, mas se no dia em que não te apetece sair e faltas no bar costumeiro, ou não estás no lugar habitual, estão a ligar-te para o telemóvel, cujo numero lhes facultaste voluntariamente, para saber o que aconteceu. Dir-me-ás que é simpatia, querem saber se está tudo bem, e naturalmente concordo contigo, é assim, preocupam-se, porque também eles, se aprisionaram na mesma roda e pelo menos acham que estão no barco todos juntos, e que ainda que seja um barco sem fundo há que continuar a remar, rumo a nada, para encontrar coisa nenhuma, num porto que nem existe…

Este és tu. Um qualquer, no meio da multidão dos consumidores que diariamente desperdiçam tempo e dinheiro num lugar qualquer à espera sem saber de quê! À espera do que nunca haverá de vir, nunca chegará… e dar-me-ás razão se pensares que passam os anos, e continuam as farras mas a tua alegria, realmente parece nunca chegar, por isso no dia seguinte queres mais para compensar o de menos que tiveste no dia antes… invariavelmente, o coração do homem é um poço sem fundo que vai enchendo e está sempre vazio, ansiando por mais… e o mais que vem volta a não chegar, se não pararmos para pensar, ou nem que seja para descansar, para olhar para nós mesmos e verificar o que está em falta ou o que está até a mais…
No fundo, há um vazio por preencher que há necessidade absoluta de completar mas ninguém deste mundo pode fazer isso se tu não deres a ordem suprema uma vez que és tu que manténs refém a tua própria existência…

Abre o teu coração, dá uma oportunidade àquele que te fará descansar em paz, vivendo em qualquer lugar… “O Senhor é o meu pastor, nada me faltará…”


Ana Sebastião

Título: O Maior Ditador na Tua Vida és Tu.

Autor: Ana Sebastião (todos os textos)

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Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal

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Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: Literatura
Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal\"Rua
Gertrude Stein foi uma escritora de peças de teatro, de peças de opera, de ficção, de biografia e de poesia, nascida nos Estados Unidos da América, e escreveu a Autobiografia de Alice B. Toklas, vestindo a pele, e ouvindo pela viva voz da sua companheira de 25 anos de vida, os relatos da historia de ambas, numa escrita acessível, apresentando situações caricatas ou indiscretas de grandes vultos da arte e da escrita da sua época. Alice B. Toklas foi também escritora, apesar de ter vivido sempre um pouco na sombra de Stein. Apesar de ambas terem crescido na Califórnia, apenas se conheceram em Paris, em 1907.


Naquela altura, Gertrude vivia há quatro anos com o seu irmão, o artista Leo Stein, no numero 27 da rue de Fleurus, num apartamento que se tinha transformado num salão de arte, recebendo exposições de arte moderna, e divulgando artistas que viriam a tornar-se muito famosos. Nestes anos iniciais em Paris, Stein estava a escrever o seu mais importante trabalho de início de carreira, Three Lives (1905).


Quando Gertrude e Alice se conheceram, a sua conexão foi imediata, e rapidamente Alice foi viver com Gertrude, tornando-se sua parceira de escrita e de vida. A casa, como se referiu atrás, tornou-se um local de reunião para escritores e artistas da vanguarda da época. Stein ajudou a lançar as carreiras de Matisse, e Picasso, entre outros, e passou a ser uma espécie de teórica de arte, aquela que descrevia os trabalhos destes artistas. No entanto, a maior parte das críticas que Stein recebia, acusavam-na de utilizar uma escrita demasiado densa e difícil, pelo que apenas em 1933, com a publicação da Autobiografia de Alice B. Toklas, é que o trabalho de Gertrude Stein se tornou de facto reconhecido e elogiado.


Alice foi o apoio de Gertrude, foi a dona de casa, a cozinheira, grande cozinheira aliás, vindo mais tarde a publicar algumas das suas receitas, e aquela que redigia e corrigia o que Gertrude lhe ditava. Assim, Toklas fundou uma pequena editora, a Plain Editions, onde publicava o trabalho de Gertrude. Aliás, é reconhecido nesta Autobiografia, que o papel de Gertrude, no casal, era o de marido, escrevendo e discutindo arte com os homens, enquanto Alice se ocupava da casa e da cozinha, e de conversar sobre chapéus e roupas com as mulheres dos artistas que visitavam a casa. Depois da morte de Gertrude, Alice continuou a promover o trabalho da sua companheira, bem como alguns trabalhos seus, de culinária, e um de memórias da vida que ambas partilharam.


Assim, este livro que inspirou o filme “Meia noite em Paris”, de Woody Allen, é um livro a não perder, já nas livrarias em Portugal, pela editora Ponto de Fuga.

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Liliana Félix Leite

Título:Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal

Autor:Liliana Félix Leite(todos os textos)

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