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O Impactante Século XXI

Categoria: Outros
Visitas: 8
O Impactante Século XXI

Estamos na metade da segunda década do século XXI. Não se completou nem um quarto do terceiro milênio e a humanidade já vivenciou experiências marcantes.

Experiências que ficarão na memória e farão parte da nossa. Situações e fatos que tiveram efeitos sociais, culturais, políticos e econômicos.

Logo no início do século, mais precisamente no ano de 2001 os meios de comunicação e os recursos tecnológicos levaram ao mundo cenas marcantes do atentado contra o World Trade Center, marcado eternamente como o “11 de setembro”.

A consequência deste ato é o discurso que justifica o início das guerras no Iraque e no Afeganistão, lideradas pelos países anglo-saxões.

Enquanto a guerra se desenrola no Oriente Médio, os recursos tecnológicos registram e transmitem ao mundo as cenas de duas catástrofes naturais com consequências históricas; em dezembro de 2004, o Tsunami do Oceano Índico, que mata 230.000 pessoas e afeta 14 países diferentes; e em 2010 o terremoto do Haiti, deixando um saldo de 250 mil feridos, 1,5 milhão de habitantes desabrigados e mais de 200 mil mortos.

As duas juntas são consideradas as catástrofes naturais mais mortíferas de toda a história da humanidade. E ambas ocorreram na primeira década do presente século!

Em 2008, enquanto os jogos olímpicos aconteciam na China, a Rússia, com todo seu poderio bélico, assola, numa guerra de cinco dias, a pequena Geórgia. Uma guerra rápida, mas devastadora que deixa cerca de 200 mil pessoas desabrigadas. Os jogos olímpicos ocupavam espaço nas principais mídias televisas e pouco se falava sobre o massacre na Geórgia.

Somente os meios de comunicação independentes – principalmente as mídias alternativas que usam os recursos da internet - apresentavam cenas e imagens da brutal realidade daquela guerra.

No final da primeira década deste século o mundo presencia ações políticas jamais vistas até então; a força do povo derruba diversos governos totalitaristas no oriente médio e norte da África. Governos com mais de 30 anos de domínio, sucumbem diante de protestos e manifestações populares que expressam a potência da multidão. Uma ação de baixo para cima, do povo até os líderes do governo e que se fortalece através das mídias sociais e da internet. Momento que ficou conhecido como Primavera Árabe.

Um século que recém iniciou. Passaram-se apenas 14 anos do início do século XXI até o presente momento. Até aqui foram 14 anos repletos de intensas transformações, situações alarmantes, inéditas, com desastres naturais jamais vistos, guerras, conflitos, mudanças sociais... tudo isso tão recente e tão impactante.

Se tantos fatos e acontecimentos se deram em pouco mais de uma década, o que esperar dos próximos anos? Se as mudanças, fatos e situações forem tão impactantes e marcantes o que presenciaremos no desenrolar deste século?


Francisco Coelho

Título: O Impactante Século XXI

Autor: Francisco Coelho (todos os textos)

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Comentários - O Impactante Século XXI

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Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

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Tema: DVD Filmes
Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.\"Rua
Este texto irá falar sobre o filme Ex_Machina, nele podem e vão ocorrer Spoillers, então se ainda não viram o filme, vejam e voltem depois para lê-lo.

Impressões iniciais:

Ponto para o filme. Já que pela sinopse baixei a expectativa ao imaginar que era apenas mais um filme de robôs com complexo de Pinóquio, mas evidentemente que é muito mais que isso.

Desde as primeiras cenas é possível perceber que o filme tem algo de especial, pois não vemos uma cena de abertura com nenhuma perseguição, explosão ou ação sem propósito, típica em filmes hollywoodianos.
Mais um ponto, pois no geral o filme prende mais nos diálogos cerebrais do que na história em si, e isso é impressionante para o primeiro filme, como diretor, de Alex Garland (também roteirista do filme). O filme se mostrou eficiente em criar um ambiente de suspense, em um enredo, aparentemente sem vilões ou perigos, que prende o espectador.

Entrando um pouco no enredo, não é difícil imaginar que tem alguma coisa errada com Nathan Bateman (Oscar Isaac), que é o criador do android Ava (Alicia Vikander), pois ele vive isolado, está trabalhando num projeto de Inteligência Artificial secreto e quando o personagem orelha, Caleb Smith (Domhnall Gleeson), é introduzido no seu ambiente, o espectador fica esperando que em algum momento ele (Nathan) se mostrará como vilão. No entanto isso ocorre de uma forma bastante interessante no filme, logo chegaremos nela.

Falando um pouco da estética do filme, ponto para ele de novo, pois evita a grande cidade (comum nos filmes de FC) como foco e se concentra mais na casa de Nathan, que fica nas montanhas cercadas de florestas e bastante isolado. Logo de cara já é possível perceber que a estética foi pensada para ser lembrada, e não apenas um detalhe no filme. A pesar do ambiente ser isolado era preciso demonstras que os personagens estão em um mundo modernizado, por isso o cineasta opta por ousar na arquitetura da casa de Nathan.

A casa é nesses moldes novos onde a construção se mistura com o ambiente envolta. Usando artifícios como espelhos, muitas paredes de vidro, estruturas de madeira e rochas, dando a impressão de camuflagem para a mesma, coisa que os ambientalistas julgam favorável à natureza. Por dentro se pode ver de forma realista como podem ser as smart-house, não tenho certeza se o termo existe, mas cabe nesse exemplo. As paredes internas são cobertas com fibra ótica e trocam de cor, um efeito que além de estético ajuda a criar climas de suspense, pois há momentos onde ocorrem quedas de energia, então fica tudo vermelho e trancado.

O papel de Caleb á ajudar Nathan a testar a IA de AVA, mas com o desenrolar da história Nathan revela que o verdadeiro teste está em saber se Ava é capaz de “usar”, ou “se aproveitar” de Caleb, que se demonstra ser uma pessoa boa.

Caleb é o típico nerd introvertido, programador, sem amigos, sem família e sem namorada. Nathan também representa a evolução do nerd. O nerd nos dias de hoje. Por fora o cara é careca, barbudão com uns traços orientais (traços indianos, pois a Índia também fica no Oriente), bebê bastante e ao mesmo tempo malha e mantém uma dieta saudável pra compensar. E por dentro é um gênio da programação que criou, o google, o BlueBook, que é um sistema de busca muito eficiente.

Destaque para um diálogo sobre o BlueBook, onde Nathan fala para Caleb:
“Sabe, meus concorrentes estavam tão obcecados em sugar e ganhar dinheiro por meio de compras e mídia social. Achavam que ferramenta de pesquisa mapeava O QUE as pessoas pensavam. Mas na verdade eles eram um mapa de COMO as pessoas pensavam”.

Impulso. Resposta. Fluido. Imperfeição. Padronização. Caótico.

A questão filosófica vai além disso esbarrando no conceito de “vontade de potência”, de Nietzche, mas sobre isso não irei falar aqui, pois já há textos muito bons por aí.

Tem outra coisa que o filme me lembrou, que eu não sei se é referência ou se foi ocasional, mas o local onde Ava está presa e a forma como ela fica deitada num divã, e questiona se Caleb a observa por detrás das câmeras, lembra o filme “A pele que habito” de Almodóvar, um outro filme excelente que algum dia falarei por aqui.

Talvez seja uma versão “O endoesqueleto de metal e silicone que habito”, ou “O cérebro positrônico azul que habito”, mesmo assim não podia deixar de citar a cena por que é muito interessante.

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Jhon Erik Voese

Título:Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

Autor:Jhon Erik Voese(todos os textos)

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Comentários

  • Suassuna 11-09-2015 às 02:03:47

    Gostei do texto, irei conferir o filme.

    ¬ Responder
  • Jhon Erik VoeseJhon Erik Voese

    15-09-2015 às 15:51:02

    Que bom, obrigado! Espero que goste do filme também!

    ¬ Responder

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