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Mania de Limpeza

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: Outros
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Comentários: 1
Mania de Limpeza

Quem se dedica ao lar sabe que manter a casa sempre limpa é um grande desafio. Mas, você sabia que essas mesmas preocupações com a limpeza podem se tornar exageradas quando são feitas repetidas vezes em um curto espaço de tempo e quando são aliadas a um sentimento de aflição. Então como identificar os limites para que a mania de limpeza possa ser ou não considerada saudável?

A partir do momento em que a relação da pessoa com a limpeza se torna algo angustiante, consome tempo ou prejudica as outras tarefas do dia a dia e na vida social, pode ser um sinal de que esta pessoa está com Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC).

O TOC é uma doença mental crônica que pode ser notada por meio das mudanças comportamentais e que se manifesta por meio de obsessões e compulsões. Assim, mesmo que a pessoa saiba que tais obsessões e preocupações excessivas quanto à limpeza sejam apenas frutos de sua mente, ela não consegue se livrar deles. E normalmente, esses pensamentos são seguidos de ansiedade e desconfortos, que levam a comportamentos repetitivos e intencionais, feitos para diminuir a aflição.

Por exemplo, a pessoa sente a necessidade de limpar o chão da casa de novo, se não alguma coisa ruim pode lhe acontecer. Outro exemplo são as dúvidas ou verificações, que fazem com que a pessoa lave diversas vezes a mesma peça de roupa por achar que ela ainda não está suficientemente limpa.

A mania de limpeza é um problema que afeta negativamente o relacionamento familiar. Muitas mulheres podem acabar perdendo muito tempo limpando toda a casa, e não percebem que estão perdendo o controle de suas vidas.

Saiba que certas atitudes como fazer a limpeza em locais ou objetos que já estão limpos, lavar as mãos a todo o momento, pedir para as pessoas retirarem os sapatos antes de entrar em casa são apenas alguns dos sinais deste transtorno. Mas, a lista de manias relacionadas à contaminação e limpeza é gigantesca.

Embora o TOC seja uma doença crônica, realizar o acompanhamento adequado, com as orientações de um psiquiatra ou psicólogo é essencial para ajudar a melhorar e recuperar a qualidade de vida da pessoa, controlando ou até mesmo curando o transtorno.


Rua Direita

Título: Mania de Limpeza

Autor: Rua Direita (todos os textos)

Visitas: 2

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Comentários     ( 1 )    recentes

  • Eu sou o Admilson, também as vezes sinto transtorno no pensar, as vezes vêm-me pensamentos e ideas d

    28-03-2013 às 07:56:55

    Preciso de uma ajuda vossa urgente

    ¬ Responder

Comentários - Mania de Limpeza

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Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

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Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: DVD Filmes
Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.\"Rua
Este texto irá falar sobre o filme Ex_Machina, nele podem e vão ocorrer Spoillers, então se ainda não viram o filme, vejam e voltem depois para lê-lo.

Impressões iniciais:

Ponto para o filme. Já que pela sinopse baixei a expectativa ao imaginar que era apenas mais um filme de robôs com complexo de Pinóquio, mas evidentemente que é muito mais que isso.

Desde as primeiras cenas é possível perceber que o filme tem algo de especial, pois não vemos uma cena de abertura com nenhuma perseguição, explosão ou ação sem propósito, típica em filmes hollywoodianos.
Mais um ponto, pois no geral o filme prende mais nos diálogos cerebrais do que na história em si, e isso é impressionante para o primeiro filme, como diretor, de Alex Garland (também roteirista do filme). O filme se mostrou eficiente em criar um ambiente de suspense, em um enredo, aparentemente sem vilões ou perigos, que prende o espectador.

Entrando um pouco no enredo, não é difícil imaginar que tem alguma coisa errada com Nathan Bateman (Oscar Isaac), que é o criador do android Ava (Alicia Vikander), pois ele vive isolado, está trabalhando num projeto de Inteligência Artificial secreto e quando o personagem orelha, Caleb Smith (Domhnall Gleeson), é introduzido no seu ambiente, o espectador fica esperando que em algum momento ele (Nathan) se mostrará como vilão. No entanto isso ocorre de uma forma bastante interessante no filme, logo chegaremos nela.

Falando um pouco da estética do filme, ponto para ele de novo, pois evita a grande cidade (comum nos filmes de FC) como foco e se concentra mais na casa de Nathan, que fica nas montanhas cercadas de florestas e bastante isolado. Logo de cara já é possível perceber que a estética foi pensada para ser lembrada, e não apenas um detalhe no filme. A pesar do ambiente ser isolado era preciso demonstras que os personagens estão em um mundo modernizado, por isso o cineasta opta por ousar na arquitetura da casa de Nathan.

A casa é nesses moldes novos onde a construção se mistura com o ambiente envolta. Usando artifícios como espelhos, muitas paredes de vidro, estruturas de madeira e rochas, dando a impressão de camuflagem para a mesma, coisa que os ambientalistas julgam favorável à natureza. Por dentro se pode ver de forma realista como podem ser as smart-house, não tenho certeza se o termo existe, mas cabe nesse exemplo. As paredes internas são cobertas com fibra ótica e trocam de cor, um efeito que além de estético ajuda a criar climas de suspense, pois há momentos onde ocorrem quedas de energia, então fica tudo vermelho e trancado.

O papel de Caleb á ajudar Nathan a testar a IA de AVA, mas com o desenrolar da história Nathan revela que o verdadeiro teste está em saber se Ava é capaz de “usar”, ou “se aproveitar” de Caleb, que se demonstra ser uma pessoa boa.

Caleb é o típico nerd introvertido, programador, sem amigos, sem família e sem namorada. Nathan também representa a evolução do nerd. O nerd nos dias de hoje. Por fora o cara é careca, barbudão com uns traços orientais (traços indianos, pois a Índia também fica no Oriente), bebê bastante e ao mesmo tempo malha e mantém uma dieta saudável pra compensar. E por dentro é um gênio da programação que criou, o google, o BlueBook, que é um sistema de busca muito eficiente.

Destaque para um diálogo sobre o BlueBook, onde Nathan fala para Caleb:
“Sabe, meus concorrentes estavam tão obcecados em sugar e ganhar dinheiro por meio de compras e mídia social. Achavam que ferramenta de pesquisa mapeava O QUE as pessoas pensavam. Mas na verdade eles eram um mapa de COMO as pessoas pensavam”.

Impulso. Resposta. Fluido. Imperfeição. Padronização. Caótico.

A questão filosófica vai além disso esbarrando no conceito de “vontade de potência”, de Nietzche, mas sobre isso não irei falar aqui, pois já há textos muito bons por aí.

Tem outra coisa que o filme me lembrou, que eu não sei se é referência ou se foi ocasional, mas o local onde Ava está presa e a forma como ela fica deitada num divã, e questiona se Caleb a observa por detrás das câmeras, lembra o filme “A pele que habito” de Almodóvar, um outro filme excelente que algum dia falarei por aqui.

Talvez seja uma versão “O endoesqueleto de metal e silicone que habito”, ou “O cérebro positrônico azul que habito”, mesmo assim não podia deixar de citar a cena por que é muito interessante.

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Jhon Erik Voese

Título:Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

Autor:Jhon Erik Voese(todos os textos)

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Comentários

  • Suassuna 11-09-2015 às 02:03:47

    Gostei do texto, irei conferir o filme.

    ¬ Responder
  • Jhon Erik VoeseJhon Erik Voese

    15-09-2015 às 15:51:02

    Que bom, obrigado! Espero que goste do filme também!

    ¬ Responder

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