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Como ultrapassar a Timidez

Categoria: Outros
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Como ultrapassar a Timidez

Você se considera tímido?

Se sua resposta for sim, não se desespere, pois você está entre os 75% da humanidade, conforme pesquisas de comportamento social.

Embora o excesso de timidez possa causar complicações psicológicas, não se configura numa doença. Os desconfortos são apenas no relacionamento social, pois se trata de dificuldades na comunicação. Sob esse ponto de vista, a timidez é encarada com mais naturalidade o que contribui para a correção do comportamento. O problema aparece a partir de relações familiares difíceis, que não colaboram para a vivência em sociedade, deixando lacunas importantes no processo de aprendizagem

O medo é o sentimento comum de todo o vivente. O que difere é o modo de encará-lo. A timidez busca preservar do ridículo, pois advém do medo do julgamento que outras pessoas possam fazer de nós. Decorre de uma ansiedade consolidada a partir de conceitos pré-formulados e infundados.É preciso enfrentar esta ansiedade, substituindo idéias adquiridas na nossa infância, por novos conceitos.

A transformação inicia com a compreensão de que todas as pessoas são diferentes,física, mental e espiritualmente. Diferenças que tornam cada pessoa única, não melhor ou pior. Não existe padrão a ser seguido, então, comece aceitando suas diferenças. Procure evitar a sensação do julgamento, repelindo a pergunta que repercute em todo tímido: “que pensarão de mim?” Esta preocupação dita o comportamento ao se estabelecer um contato, enfrentar um público ou tomar uma decisão, mas é pura imaginação. E, por ser fantasia, está incrustada em nossa mente, difícil de sair. È nossa realidade.

Albert Einstein proclamava que a imaginação tem mais poder que o raciocínio, parecendo mais real do que o real. A auto-sugestão parte deste princípio, sendo capaz de modificar atitudes. São exercícios mentais que devem ser praticados em três a quatro sessões diárias, para trocar conceitos negativos por positivos, até convertê-los numa nova crença.

Pesquise e repita frases que afastem seus temores e possam deixá-lo seguro e tranqüilo. O psicólogo é o profissional para auxiliá-lo a construir formulações e você também poderá criá-las, registrando-as por escrito, para acompanhar o desenvolvimento. Com muito trabalho e persistência é possível superar a timidez. Enquanto isso não ocorre, comporte-se naturalmente, sem tentar mostrar-se extrovertido. Os juízos que fizerem sobre você jamais serão respaldos na sua timidez, pois a opinião das pessoas apóia-se em valores, e timidez é questão de atitude.

Empenhe-se para ultrapassar a timidez, mas não deixe de ser você.


Hediene

Título: Como ultrapassar a Timidez

Autor: Hediene Hediene (todos os textos)

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Comentários - Como ultrapassar a Timidez

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Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

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Tema: DVD Filmes
Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.\"Rua
Este texto irá falar sobre o filme Ex_Machina, nele podem e vão ocorrer Spoillers, então se ainda não viram o filme, vejam e voltem depois para lê-lo.

Impressões iniciais:

Ponto para o filme. Já que pela sinopse baixei a expectativa ao imaginar que era apenas mais um filme de robôs com complexo de Pinóquio, mas evidentemente que é muito mais que isso.

Desde as primeiras cenas é possível perceber que o filme tem algo de especial, pois não vemos uma cena de abertura com nenhuma perseguição, explosão ou ação sem propósito, típica em filmes hollywoodianos.
Mais um ponto, pois no geral o filme prende mais nos diálogos cerebrais do que na história em si, e isso é impressionante para o primeiro filme, como diretor, de Alex Garland (também roteirista do filme). O filme se mostrou eficiente em criar um ambiente de suspense, em um enredo, aparentemente sem vilões ou perigos, que prende o espectador.

Entrando um pouco no enredo, não é difícil imaginar que tem alguma coisa errada com Nathan Bateman (Oscar Isaac), que é o criador do android Ava (Alicia Vikander), pois ele vive isolado, está trabalhando num projeto de Inteligência Artificial secreto e quando o personagem orelha, Caleb Smith (Domhnall Gleeson), é introduzido no seu ambiente, o espectador fica esperando que em algum momento ele (Nathan) se mostrará como vilão. No entanto isso ocorre de uma forma bastante interessante no filme, logo chegaremos nela.

Falando um pouco da estética do filme, ponto para ele de novo, pois evita a grande cidade (comum nos filmes de FC) como foco e se concentra mais na casa de Nathan, que fica nas montanhas cercadas de florestas e bastante isolado. Logo de cara já é possível perceber que a estética foi pensada para ser lembrada, e não apenas um detalhe no filme. A pesar do ambiente ser isolado era preciso demonstras que os personagens estão em um mundo modernizado, por isso o cineasta opta por ousar na arquitetura da casa de Nathan.

A casa é nesses moldes novos onde a construção se mistura com o ambiente envolta. Usando artifícios como espelhos, muitas paredes de vidro, estruturas de madeira e rochas, dando a impressão de camuflagem para a mesma, coisa que os ambientalistas julgam favorável à natureza. Por dentro se pode ver de forma realista como podem ser as smart-house, não tenho certeza se o termo existe, mas cabe nesse exemplo. As paredes internas são cobertas com fibra ótica e trocam de cor, um efeito que além de estético ajuda a criar climas de suspense, pois há momentos onde ocorrem quedas de energia, então fica tudo vermelho e trancado.

O papel de Caleb á ajudar Nathan a testar a IA de AVA, mas com o desenrolar da história Nathan revela que o verdadeiro teste está em saber se Ava é capaz de “usar”, ou “se aproveitar” de Caleb, que se demonstra ser uma pessoa boa.

Caleb é o típico nerd introvertido, programador, sem amigos, sem família e sem namorada. Nathan também representa a evolução do nerd. O nerd nos dias de hoje. Por fora o cara é careca, barbudão com uns traços orientais (traços indianos, pois a Índia também fica no Oriente), bebê bastante e ao mesmo tempo malha e mantém uma dieta saudável pra compensar. E por dentro é um gênio da programação que criou, o google, o BlueBook, que é um sistema de busca muito eficiente.

Destaque para um diálogo sobre o BlueBook, onde Nathan fala para Caleb:
“Sabe, meus concorrentes estavam tão obcecados em sugar e ganhar dinheiro por meio de compras e mídia social. Achavam que ferramenta de pesquisa mapeava O QUE as pessoas pensavam. Mas na verdade eles eram um mapa de COMO as pessoas pensavam”.

Impulso. Resposta. Fluido. Imperfeição. Padronização. Caótico.

A questão filosófica vai além disso esbarrando no conceito de “vontade de potência”, de Nietzche, mas sobre isso não irei falar aqui, pois já há textos muito bons por aí.

Tem outra coisa que o filme me lembrou, que eu não sei se é referência ou se foi ocasional, mas o local onde Ava está presa e a forma como ela fica deitada num divã, e questiona se Caleb a observa por detrás das câmeras, lembra o filme “A pele que habito” de Almodóvar, um outro filme excelente que algum dia falarei por aqui.

Talvez seja uma versão “O endoesqueleto de metal e silicone que habito”, ou “O cérebro positrônico azul que habito”, mesmo assim não podia deixar de citar a cena por que é muito interessante.

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Jhon Erik Voese

Título:Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

Autor:Jhon Erik Voese(todos os textos)

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Comentários

  • Suassuna 11-09-2015 às 02:03:47

    Gostei do texto, irei conferir o filme.

    ¬ Responder
  • Jhon Erik VoeseJhon Erik Voese

    15-09-2015 às 15:51:02

    Que bom, obrigado! Espero que goste do filme também!

    ¬ Responder

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