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Uma variedade de papel

Uma variedade de papel

Só quem já entrou numa tipografia em funcionamento, consegue compreender o cheiro, cor e som que se podem experimentar.

O som pode ser incomodativo, não passando de simples barulho aos ouvidos dos menos experientes, mas o cheiro é inconfundível.

O aroma do papel, misturado com as diferentes tintas, origina sensações únicas, apenas relembradas quando “enfiamos” o nariz num livro novo.

Por falar em livros, podemos tentar perceber um pouco mais os diferentes tipos que existem. São muitos, difíceis de enumerar todos, mas podemos referir os mais comuns, como a cartolina.

Esta é um intermédio entre o papel e o papelão. Na prática, chama-se cartão se a folha pesar 180g ou mais por m2, menos que isso, é considerado papel. A distinção entre cartolina e papelão, costuma ser feita pela grossura – é papelão quando supera 0,5mm.

O papel de jornal é um produto à base de pasta mecânica de lato rendimento, cuja superfície pode variar de áspera, alisada ou acetinada.

O papel reciclado, tão em voga, é normalmente constituído por 50% de papel apara (sobras sem impressão). A restante percentagem varia entre os 20 e os 50% de papel impresso e reciclado pós-consumo, variando de acordo com o efeito que se deseja obter.


Rua Direita

Título: Uma variedade de papel

Autor: Rua Direita (todos os textos)

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Superstições Náuticas

Tema: Barcos
Superstições Náuticas\"Rua
Todos temos as nossas manias e superstições. Não que se trate de comportamentos compulsivos, mas a realidade é que mesmo para quem diz que não liga nenhuma a estas coisas, as superstições acompanham-nos.

Passar por baixo de uma escada, deixar a tesoura, uma porta de um armário ou uma gaveta aberta ou até deixar os sapatos em posição oposta ao correcto, são das superstições mais comuns. As Sextas-feiras 13 também criam alguma confusão a muita gente, mas muitos são os que já festejam e brincam com a data.

Somos assim mesmo, supersticiosos, uns mais do que outros, mas é uma essência que carregamos, mesmo que de forma inconsciente.

Existem no entanto profissões que carregam mitos mais assustadores do que outros, e por exemplos muitos actores não entram em palco sem mandar um “miminho” uns aos outros.

Caso de superstição de marinheiro é dos mais sérios e se julga que se trata só de casos vistos em filmes de piratas, desengane-se. Os marinheiros dos dias de hoje carregam superstições tão carregadas de emoção quanto os de outros tempos.

Umas mais caricatas do que outras, as superstições contam histórias e truques. Por exemplo, contra tempestades, muitos marinheiros colam uma moeda no mastro dos navios.

Tal como fazem os actores, desejar boa sorte a um marinheiro antes de embarcar, também não é boa ideia. Os miminhos dados antes de entrar em palco também servem para o efeito.

Dar um novo nome a um barco é uma péssima ideia para um marinheiro. Dizem que muitos há que não navegam em barcos rebaptizados.

Lembra-se que os piratas de outros tempos utilizavam brincos? Pois isto faz parte de uma superstição. Dizem que os brincos evitam que se afoguem.

Entrar com um pé direito na embarcação é sinal de bons ventos. Tal como acontece com muitos de nós, os marinheiros também não gostam de entrar de pé esquerdo.

Já desde remotos tempos se dia que assobiar traz tempestades. Ora aqui está um mote dos marinheiros, pelo que se assobiar numa embarcação, arrisca-se a ter chatices com o marinheiro.

Verdades ou mentiras, as superstições existem e se manter os seus próprios mitos acalma um marinheiro, então que assim seja. Venham as superstições náuticas que cá estamos para as ouvir.

Já agora uma curiosidade ainda maior. Dizem que se tocar a gola de um marinheiro passará a ter sorte. Será verdade ou foi um marinheiro que inventou?

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Carla Horta

Título:Superstições Náuticas

Autor:Carla Horta(todos os textos)

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Comentários

  • Rua DireitaRua Direita

    17-06-2014 às 06:39:27

    Não acredito em superstições de forma alguma.
    Cumprimentos,
    Sophia

    ¬ Responder

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