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Início > Textos > Categoria > Imóveis Arrendamento > A minha primeira casa

A minha primeira casa

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Comentários: 1
A minha primeira casa

Sempre vivemos com os nossos pais e irmãos. Sempre nos sentimos bem, acolhidos e protegidos debaixo da asa da mãe, até que um dia queremos algo mais.

Queremos deixar o ninho e construir o nosso futuro. Não por nos zangarmos com eles, apenas porque queremos o nosso espaço e tornar-nos mais independentes.

Que fazer agora?

Começa-se por comprar jornais em busca da casa dos nossos sonhos e uma pergunta paira no nosso pensamento: compro ou alugo? Se comprar uma casa é fazer um investimento, é também sinónimo de mais burocracia e papelada. Quem não tem dinheiro para comprar a casa a pronto, terá de solicitar um empréstimo ao banco, ficando sujeito a mensalidades, seguros e taxas de juro, já para não falar de todas as chatices inerentes ao processo – reunir a papelada toda exigida pela entidade bancária, perder tempo a procurar a oferta mais vantajosa, pagar escritura e encargos bancários, enfim, um sem número de procedimentos aborrecidos e indispensáveis. A menos que queiramos mesmo fazer um investimento a longo prazo, esquece-se logo isso e ponderamos antes o aluguer.

Nesta opção, as coisas são bastante mais fáceis. Não temos de perder tanto tempo com burocracias e caso não gostemos da casa depois de a alugarmos, podemos optar por rescindir o contrato e procurar outra. Para muitos, esta será a melhor opção para encontrar a primeira casa. Infelizmente, a renda a pagar nem sempre será mais baixa que a prestação a pagar ao banco, no caso de se contrair um empréstimo para aquisição do imóvel. Mas a ausência de gastos com o condomínio e manutenção do prédio, é uma vantagem a ter em conta, para além da ausência de preocupações com o mesmo, já que não são imputadas aos inquilinos, mas ao senhorio.

Também temos de ter em conta o nosso objectivo. Para um casal de namorados que não procura compromissos a curto prazo, esta será a melhor opção. Se vamos estudar ou trabalhar para outra cidade, sabendo à partida que é por poucos meses ou anos, para quê adquirir um imóvel? A menos que gostemos muito do sítio ou vejamos a compra como uma oportunidade de negócio ou investimento, o aluguer de casa volta a ser a opção mais indicada.

Mas lembre-se, se optar por alugar um espaço para si, quer seja para viver permanentemente ou apenas para trabalhar, elabore sempre um contrato entre si e o senhorio, especificando sempre o tempo durante o qual é válido.



Cláudia Bandeira

Título: A minha primeira casa

Autor: Cláudia Bandeira (todos os textos)

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Comentários     ( 1 )    recentes

  • SophiaSophia

    05-05-2014 às 22:40:18

    Quando a gente atinge uma idade mais adulta e também já se está amadurecida, a primeira coisa que passa na mente é ter seu próprio lugar, sem a presença dos pais. Aquela situação de morar só, ter a sua vida mais independente. Creio para chegar a esse estágio, a pessoa tem que estar muito preparada. Mesmo porque terá que alugar uma casa e trabalhar muito para comprar uma casa.

    Cumprimentos,
    Sophia

    ¬ Responder

Comentários - A minha primeira casa

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Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

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Tema: DVD Filmes
Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.\"Rua
Este texto irá falar sobre o filme Ex_Machina, nele podem e vão ocorrer Spoillers, então se ainda não viram o filme, vejam e voltem depois para lê-lo.

Impressões iniciais:

Ponto para o filme. Já que pela sinopse baixei a expectativa ao imaginar que era apenas mais um filme de robôs com complexo de Pinóquio, mas evidentemente que é muito mais que isso.

Desde as primeiras cenas é possível perceber que o filme tem algo de especial, pois não vemos uma cena de abertura com nenhuma perseguição, explosão ou ação sem propósito, típica em filmes hollywoodianos.
Mais um ponto, pois no geral o filme prende mais nos diálogos cerebrais do que na história em si, e isso é impressionante para o primeiro filme, como diretor, de Alex Garland (também roteirista do filme). O filme se mostrou eficiente em criar um ambiente de suspense, em um enredo, aparentemente sem vilões ou perigos, que prende o espectador.

Entrando um pouco no enredo, não é difícil imaginar que tem alguma coisa errada com Nathan Bateman (Oscar Isaac), que é o criador do android Ava (Alicia Vikander), pois ele vive isolado, está trabalhando num projeto de Inteligência Artificial secreto e quando o personagem orelha, Caleb Smith (Domhnall Gleeson), é introduzido no seu ambiente, o espectador fica esperando que em algum momento ele (Nathan) se mostrará como vilão. No entanto isso ocorre de uma forma bastante interessante no filme, logo chegaremos nela.

Falando um pouco da estética do filme, ponto para ele de novo, pois evita a grande cidade (comum nos filmes de FC) como foco e se concentra mais na casa de Nathan, que fica nas montanhas cercadas de florestas e bastante isolado. Logo de cara já é possível perceber que a estética foi pensada para ser lembrada, e não apenas um detalhe no filme. A pesar do ambiente ser isolado era preciso demonstras que os personagens estão em um mundo modernizado, por isso o cineasta opta por ousar na arquitetura da casa de Nathan.

A casa é nesses moldes novos onde a construção se mistura com o ambiente envolta. Usando artifícios como espelhos, muitas paredes de vidro, estruturas de madeira e rochas, dando a impressão de camuflagem para a mesma, coisa que os ambientalistas julgam favorável à natureza. Por dentro se pode ver de forma realista como podem ser as smart-house, não tenho certeza se o termo existe, mas cabe nesse exemplo. As paredes internas são cobertas com fibra ótica e trocam de cor, um efeito que além de estético ajuda a criar climas de suspense, pois há momentos onde ocorrem quedas de energia, então fica tudo vermelho e trancado.

O papel de Caleb á ajudar Nathan a testar a IA de AVA, mas com o desenrolar da história Nathan revela que o verdadeiro teste está em saber se Ava é capaz de “usar”, ou “se aproveitar” de Caleb, que se demonstra ser uma pessoa boa.

Caleb é o típico nerd introvertido, programador, sem amigos, sem família e sem namorada. Nathan também representa a evolução do nerd. O nerd nos dias de hoje. Por fora o cara é careca, barbudão com uns traços orientais (traços indianos, pois a Índia também fica no Oriente), bebê bastante e ao mesmo tempo malha e mantém uma dieta saudável pra compensar. E por dentro é um gênio da programação que criou, o google, o BlueBook, que é um sistema de busca muito eficiente.

Destaque para um diálogo sobre o BlueBook, onde Nathan fala para Caleb:
“Sabe, meus concorrentes estavam tão obcecados em sugar e ganhar dinheiro por meio de compras e mídia social. Achavam que ferramenta de pesquisa mapeava O QUE as pessoas pensavam. Mas na verdade eles eram um mapa de COMO as pessoas pensavam”.

Impulso. Resposta. Fluido. Imperfeição. Padronização. Caótico.

A questão filosófica vai além disso esbarrando no conceito de “vontade de potência”, de Nietzche, mas sobre isso não irei falar aqui, pois já há textos muito bons por aí.

Tem outra coisa que o filme me lembrou, que eu não sei se é referência ou se foi ocasional, mas o local onde Ava está presa e a forma como ela fica deitada num divã, e questiona se Caleb a observa por detrás das câmeras, lembra o filme “A pele que habito” de Almodóvar, um outro filme excelente que algum dia falarei por aqui.

Talvez seja uma versão “O endoesqueleto de metal e silicone que habito”, ou “O cérebro positrônico azul que habito”, mesmo assim não podia deixar de citar a cena por que é muito interessante.

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Jhon Erik Voese

Título:Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

Autor:Jhon Erik Voese(todos os textos)

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Comentários

  • Suassuna 11-09-2015 às 02:03:47

    Gostei do texto, irei conferir o filme.

    ¬ Responder
  • Jhon Erik VoeseJhon Erik Voese

    15-09-2015 às 15:51:02

    Que bom, obrigado! Espero que goste do filme também!

    ¬ Responder

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