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Início > Textos > Categoria > Imóveis Arrendamento > A Lei da roupa do vizinho

A Lei da roupa do vizinho

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Comentários: 10
A Lei da roupa do vizinho

Problemas com a vizinhança são comuns. Barulhos, lixo depositado no caixote do prédio quando este ainda não se encontra na rua, discussões, atritos e confusões são comuns.

Resolver situações chatas com um vizinho pode ser complicado. Tentamos resolver com simpatia, diplomacia e muito, muito cuidado, mas nem sempre as nossas expectativas são cumpridas e o vizinho não.

Se o barulho pode ser resolvido muitas vezes e em situações já caóticas com a intervenção de uma força de autoridade, saiba que existem situações tão enervantes quanto o barulho dos saltos altos da vizinha de cima às 7 da manhã de um Domingo de descanso.

A roupa da vizinha pode sempre incomodar.

Imagine que compra uma casa com vista para o rio. Daquelas casas recuperadas à traça, em que estendais ainda são permitidos. Uma casa com vista é sempre valorizada e é sempre, sempre mais cara.

Agora imagine que pela manhã, decide desviar as cortinas para fazer entrar um sol radioso na sua sala e se depara com uma vista às bolinhas amarelas e cor-de-rosa, com tato de flanela com borbotos, a cheirar a uma verdadeira aldeia da roupa branca. Pois é mesmo verdade. A vista sobre o sol a refletir no rio, foi substituída pelos lençóis que a sua vizinha de cima decidiu estender bem corrido, de forma a que não vê mais nada se não as ditas bolinhas a cheirar a sabão azul e branco.

Imagine agora que em vez do sol estar radioso, está a fazer uma ventania do outro mundo e que os tapetes da sua vizinha (que adora lavar tudo o que tem em casa) batem permanentemente na sua janela durante todo o dia e toda a noite.

Bem, como primeira solução, o melhor será falar com a sua vizinha. Tente explicar-lhe que ela não deve tapar-lhe a entrada de sol na sua casa e que todos temos direito (direito legal) a ele. Explique-lhe que o tapete bate insistentemente na sua janela e que além de correr o risco de os partir, o barulho não o deixou dormir toda a noite.

Se mesmo assim não consegue dissuadi-la, existem pequenos truques que pode fazer. Prenda uma ponta do lençol à sua janela ou estique-se e com a ajuda de umas molas, encolha-lhe a roupa dobrando-a ligeiramente.

Nunca, em caso algum deverá estragar a roupa à dita senhora, pois como deverá calcular, tal é ilegal, mas se não consegue de maneira nenhuma resolver a coisa, lá terá de pedir ajuda às autoridades.


Carla Horta

Título: A Lei da roupa do vizinho

Autor: Carla Horta (todos os textos)

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Imagem por: Ernst Vikne

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Comentários     ( 10 )    recentes

  • Sónia

    22-03-2017 às 17:06:44

    O meu estendal da roupa é exterior, fixado na parede do edifício, já existia quando comprei o apartamento. Recentemente a vizinha que mora no andar de baixo, colocando-se no parapeito da janela e esticando-se puxou um lençol de banho e um lençol, deixando-os no chão do estacionamento, estes não estavam a tapar a janela, situação sempre assegurada por mim, quando estendo a roupa. Esta situação pode ser punida criminalmente?

    ¬ Responder
  • jose silva

    26-03-2016 às 11:07:22

    Bom dia
    Moro numa casa alugada, 1º andar, e os vizinhos do r/c decidiram colocar um plástico a fazer de toldo, preso no topo da caixilharia de alumínio da marquise, que cobre todo o quintal.
    O problema é por causa disso não consigo estender roupa tao comprida como umas calças de ganga sem que toquem no plastico e se sujem.
    Já falei c/ senhorio, diz que não pode fazer nada porque esta dentro dos limites do outro inquilino e o mesmo esta irredutível em retirar o dito plastico.
    Existe algrigadoo que possa fazer? ob

    ¬ Responder
  • SophiaSophia

    05-05-2014 às 06:09:13

    O diálogo sempre é a melhor saída em qualquer momento da vida, então, a Rua Direita sugere que haja sempre uma conversa. Essas situações acontecem, são inevitáveis e por isso, a boa conversa é fundamental!

    ¬ Responder
  • gloria

    16-04-2014 às 17:11:25

    isto e um problema mesmo dos português , falta de cultura , falta de saber viver , falte de respeito pelas outras pessoas , porque não tem educação nenhuma , cheguei ainda a pouco num imóvel já avisei a vizinha e estou sempre incomodada com os lençóis dela , ate parece que as portuguesas não sabe fazer outra coisa que limpezas ,vivem como os ciganos , vou tentar ter paciência mais algum tempo , visto que comprei este apartamento para renovar e depois vender , mas sinceramente faz bairro de ciganos

    ¬ Responder
  • Ezequias

    20-02-2014 às 02:12:48

    Boa noite,Mudei recentemente para um apartamento térreo num condomínio antigo, e logo nos primeiros dias notei que um ou dois vizinhos desce e estende roupas na janela do meu quarto tirando toda minha privacidade,já falei com eles procurei a imobiliária e nada,a cena se repete.
    O quê fazer?

    ¬ Responder
  • Rui Fernandes

    23-01-2014 às 21:56:02

    O meu vizinho de cima engraxa os sapatos a janela sacude tapetes , toalha de mesa , esfregona com lixívia, e eu com roupa estendida.
    É roupa estragada são lavagens da roupa novamente, já falei com ele umas poucas vezes já chamei a policia já fiz queixa ao condomínio e continua já não sei o que fazer .
    Será que me podem ajudar .

    ¬ Responder
  • M.L.E.- Soluções de ClimatizaçãoElvira

    24-07-2012 às 09:39:46

    Na rua da minha mãe é um nunca mais acabar de lençois estendidos até abaixo que tapam as janelas dos vizinhos de baixo. Ao Sábado os estendais enchem-se de tal maneira que até tapam fachadas. Acho que se leva demasiado a sério estas questões. Tanto burburinho quando a roupa só ali fica algumas horas.

    ¬ Responder
  • M.L.E.- Soluções de ClimatizaçãoFrancisca

    23-07-2012 às 11:19:16

    A minha vizinha de cima tinha o habito de bater tapetes cheios de cotão e pó a qualquer hora do dia. Falei com ela, mas nada feito. A dita vizinha até me acusou de ser pouco higiénica pois eu não sacudia tapetes. Eu expliquei-lhe que os aspirava e que era uma falta de respeito o que ela fazia, pois quando eu tinha as janelas abertas, o pó e o cotão dela entravam para a minha casa. Apesar da conversa, ela não mudou o habito e decidi fazer queixa na policia municipal. A senhora foi intimidada, mas eu não quis seguir com o processo enquanto testemunha. O susto valeu a pena pois ela aprendeu a lição e da minha casa já se ouve o barulho do aspirador vindo do andar de cima.

    ¬ Responder
  • M.L.E.- Soluções de ClimatizaçãoMaria João

    23-07-2012 às 11:18:50

    A minha vizinha de cima também tinha esse habito. Estendia tudo até abaixo. Falei com ela e apesar de não gostar muito da conversa, apresentei logo uma solução. Pedi-lhe que se estendesse os lençois e a roupa comprida de forma a tapar-me a janela, que o fizesse na extremidade da corda. Assim, a senhora continua a estender como quer, mas a mim deixou de me incomodar da mesma forma, pois pouco ou nada me incomoda agora. Sei que existe uma lei que proíbe as pessoas de taparem a janela dos outros, mas não sei bem qual é. Eu consegui resolver tudo a bem, mas conheço situações muito complicadas com vizinhos que se julgam donos dos prédios.

    ¬ Responder
  • M.L.E.- Soluções de ClimatizaçãoBruno

    19-07-2012 às 11:46:04

    Tive uma situação destas no meu prédio. A minha vizinha de cima tinha por habito estender os lençois todos esticados de forma a que quando eu abria a janela, os ditos entravam-me pela casa adentro. Em dias de ventania então era um martírio. Falei com a Senhora em questão e o resultado foi desastroso. Começou a discutir (aos berros literalmente) e a dizer que estendia onde queria e como queria e que eu não gostasse que muda-se de casa. Vi logo que não resultaria tratar das coisas de forma diplomática, pelo que me enchi de coragem e sujei propositadamente os vidros com manteiga. A roupa dela ficou intragável. Cheia de manchas e pior é que depois de seca a gordura nos tecidos, duvido que ela tenha conseguido tirar as nodoas. Quando ela veio falar comigo, eu disse-lhe que se ela quisesse, ela que muda-se de casa, pois eu fazia dos meus vidros aquilo que quisesse. Assunto resolvido.

    ¬ Responder

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Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

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Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: DVD Filmes
Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.\"Rua
Este texto irá falar sobre o filme Ex_Machina, nele podem e vão ocorrer Spoillers, então se ainda não viram o filme, vejam e voltem depois para lê-lo.

Impressões iniciais:

Ponto para o filme. Já que pela sinopse baixei a expectativa ao imaginar que era apenas mais um filme de robôs com complexo de Pinóquio, mas evidentemente que é muito mais que isso.

Desde as primeiras cenas é possível perceber que o filme tem algo de especial, pois não vemos uma cena de abertura com nenhuma perseguição, explosão ou ação sem propósito, típica em filmes hollywoodianos.
Mais um ponto, pois no geral o filme prende mais nos diálogos cerebrais do que na história em si, e isso é impressionante para o primeiro filme, como diretor, de Alex Garland (também roteirista do filme). O filme se mostrou eficiente em criar um ambiente de suspense, em um enredo, aparentemente sem vilões ou perigos, que prende o espectador.

Entrando um pouco no enredo, não é difícil imaginar que tem alguma coisa errada com Nathan Bateman (Oscar Isaac), que é o criador do android Ava (Alicia Vikander), pois ele vive isolado, está trabalhando num projeto de Inteligência Artificial secreto e quando o personagem orelha, Caleb Smith (Domhnall Gleeson), é introduzido no seu ambiente, o espectador fica esperando que em algum momento ele (Nathan) se mostrará como vilão. No entanto isso ocorre de uma forma bastante interessante no filme, logo chegaremos nela.

Falando um pouco da estética do filme, ponto para ele de novo, pois evita a grande cidade (comum nos filmes de FC) como foco e se concentra mais na casa de Nathan, que fica nas montanhas cercadas de florestas e bastante isolado. Logo de cara já é possível perceber que a estética foi pensada para ser lembrada, e não apenas um detalhe no filme. A pesar do ambiente ser isolado era preciso demonstras que os personagens estão em um mundo modernizado, por isso o cineasta opta por ousar na arquitetura da casa de Nathan.

A casa é nesses moldes novos onde a construção se mistura com o ambiente envolta. Usando artifícios como espelhos, muitas paredes de vidro, estruturas de madeira e rochas, dando a impressão de camuflagem para a mesma, coisa que os ambientalistas julgam favorável à natureza. Por dentro se pode ver de forma realista como podem ser as smart-house, não tenho certeza se o termo existe, mas cabe nesse exemplo. As paredes internas são cobertas com fibra ótica e trocam de cor, um efeito que além de estético ajuda a criar climas de suspense, pois há momentos onde ocorrem quedas de energia, então fica tudo vermelho e trancado.

O papel de Caleb á ajudar Nathan a testar a IA de AVA, mas com o desenrolar da história Nathan revela que o verdadeiro teste está em saber se Ava é capaz de “usar”, ou “se aproveitar” de Caleb, que se demonstra ser uma pessoa boa.

Caleb é o típico nerd introvertido, programador, sem amigos, sem família e sem namorada. Nathan também representa a evolução do nerd. O nerd nos dias de hoje. Por fora o cara é careca, barbudão com uns traços orientais (traços indianos, pois a Índia também fica no Oriente), bebê bastante e ao mesmo tempo malha e mantém uma dieta saudável pra compensar. E por dentro é um gênio da programação que criou, o google, o BlueBook, que é um sistema de busca muito eficiente.

Destaque para um diálogo sobre o BlueBook, onde Nathan fala para Caleb:
“Sabe, meus concorrentes estavam tão obcecados em sugar e ganhar dinheiro por meio de compras e mídia social. Achavam que ferramenta de pesquisa mapeava O QUE as pessoas pensavam. Mas na verdade eles eram um mapa de COMO as pessoas pensavam”.

Impulso. Resposta. Fluido. Imperfeição. Padronização. Caótico.

A questão filosófica vai além disso esbarrando no conceito de “vontade de potência”, de Nietzche, mas sobre isso não irei falar aqui, pois já há textos muito bons por aí.

Tem outra coisa que o filme me lembrou, que eu não sei se é referência ou se foi ocasional, mas o local onde Ava está presa e a forma como ela fica deitada num divã, e questiona se Caleb a observa por detrás das câmeras, lembra o filme “A pele que habito” de Almodóvar, um outro filme excelente que algum dia falarei por aqui.

Talvez seja uma versão “O endoesqueleto de metal e silicone que habito”, ou “O cérebro positrônico azul que habito”, mesmo assim não podia deixar de citar a cena por que é muito interessante.

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Jhon Erik Voese

Título:Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

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Comentários

  • Suassuna 11-09-2015 às 02:03:47

    Gostei do texto, irei conferir o filme.

    ¬ Responder
  • Jhon Erik VoeseJhon Erik Voese

    15-09-2015 às 15:51:02

    Que bom, obrigado! Espero que goste do filme também!

    ¬ Responder

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